14.6.05

Das coisas que eu odeio de verdade

Uma das coisas que me deixa muito chateado, talvez a que me deixe MAIS chateado e triste, é a mentira. Odeio, do fundo do meu coração, a dissumalação e a falta de coragem para se dizer o que se pensa, mascarando com uma embalagem mais aprazível e que não seja verídica.

A mentira é mesmo o que me deixa triste. Choro quando me sinto enganado, talvez por ser bocudo e falar sempre o que eu penso. Prefiro ser claro e que as pessoas sejam claras comigo. Não suporto ou aturo sussurros pelos cantos, não gosto de ser feito de idiota por pessoas que eu gosto. Quem me conhece sabe que é muito mais fácil falar diretamente para mim o que se pensa, quer ou espera do que ficar fazendo joguinhos. Odeio. Odeio. Odeio outra vez.

Quando as pessoas não me conhecem de fato ou não me são caras, isso nem me é tão grave, afinal, o ser humano é assim mesmo. Só que as coisas mudam de figura quando são as pessoas que você tem em alta conta. Pode parecer até birra ou manha, mas não é esse o caso.

Eu sou assim, aberto. Falo o que eu penso na cara e se eu tenho alguma impressão sobre alguém esta não vai mudar quando eu conversar cara-a-cara com o alvo do meu comentário. Mesmo que minha opinião mude a cada 24 horas ainda mantenho-me firme sobre o que eu sinto sobre alguém... mesmo sendo volátil, ainda sou honrado ao ponto de assumir um frase solta – porém, toda frase tem um contexto e este deve ser analisado sempre, antes de serem soltos comentários pejorativos ou inflamados.

Talvez por eu ser desse jeito as coisas sejam complicadas quando pessoas próximas agem dessa forma. Não me sinto bem. Choro. Fico triste e vem aquela sensação de “não confiam em mim”. É horrível, de verdade. O pior sempre é ouvir as conversas e entender o que se passa! Daí você fica com aquela cara de “poutz, tá, porque não falam diretamente?”. Isso me magoa, tenham certeza. Por sempre falar o que me incomoda em quem eu gosto prefiro que as pessoas sejam diretas comigo. Se eu fui inconveniente espero que as pessoas venham e falem para mim que eu pisei na bola; se fui grosso espero que me falem qual foi a grosseria para que eu não a repita ou, se cabível, faça um pedido imediato de desculpas; se estou fazendo algo que incomoda, prefiro que puxem a minha orelha e joguem os fatos reais, pois sou uma pessoa razoável e sei assumir que estou invadindo lugares onde não fui convidado.

O problema é que quando eu gosto de alguém, mesmo que seja um pouquinho, acabo depositando confiança e acredito que a pessoa goste de mim ao ponto de respeitar essa transparência que prego. Porém, a verdade não é essa. Já passei por isso diversas vezes, seja com amizades mais longas, colegas de trabalho ou amizades recém-iniciadas. É duro, acho que sou um estúpido crédulo que ainda nutre uma idéia idiota de que o ser humano vale a pena e uma esperança na índole do ser.

TPM astral, saiam do caminho. Acho que alguém tem que avisar o meu cérebro que eu não tenho ovários ou útero!

7.6.05

Um apanhado de piadas da noite.

A gente acaba saindo sempre e se pega fazendo sempre as mesmas piadas infâmes. Na maioria dos casos nem é a gente que começa, mas já pude passar ótimos momentos rindo sóbrio (acreditem) com as infâmias soltas pelo pessoal. Olha, não é de pessoas que rimos (está bem, algumas vezes destilamos o veneno e fazemos piada com os outros, mas isso fazem até comigo), a gente ri é da nossa sub-cultura estúpida.

Tudo isso começa com o fato de nós todos, que somos mudernos e saímos na noite, termos passado grande parte da nossa adolescência assistindo desenho japonês, jogando RPG, assistindo Star Wars, colecionando action figures, indo em eventos de RPG/Mangá/Anime/IRContros, navegando pela web, jogando videogame/fliperama/computador e um tanto de outras coisas que só o mondo nerd dá pra você.

Então nós somos uma nação de fotologgers, bloggers, chatters e tantos outros ers que você conseguir juntar para formar novas sub-tribos de nerds. Podem arrumar outros rótulos, tais como otaku ou wannabes, mas no fundo é tudo farinha do mesmo saco, sejamos nós metaleiros, clubbers, lésbicas, bibas, bis, junkies e a puta-que-o-pariu-a-quatro - o que importa mesmo é que é tudo farinha do mesmo saco, esse bando de nerd fio-da-puta que adora ser diferente.

No fundo, todo nerd metido a engraçadinho acaba caindo na noite, desde em casas com nome de videogame até nas mais carimbadas na piração, mas não deixam de ser nerds, não tem jeito, é genético. Por mais bocas que você beije, por mais música estranha que você goste, por mais legal que seu visual pareça, por mais sexo que você faça, por mais bebida que você ingira e por mais qualquer coisa que deseje fazer pra tirar seu estigma, você vai continuar, no final, sendo um nerd. Está no seu sangue, não mata, mas gruda! Não vai sair.

Então você conta aquele monte de piada idiota, que só um pequeno grupo de pessoas entende, mas no final, você descobre que todo mundo tem sua ponta nerd e as piadas chegam até a fazer sucesso.

1) Piadas da "geração perdida"

Essas, de longe, são as mais engraçadas e que justificam a vida de um nerd em mode on junkie. Tudo se inicia quando começam os comentários com a frase: "Ficam falando por aí que o mundo está cheio de viado, junkies, sapas e travecos! Mas é claro que está, na nossa infância olha os desenhos que nos obrigavam a assistir...". Daí em diante é acabar com todos os ícones da sua infância. Vou dar alguns exemplos.

He-Man
História: em um planeta distante chamado Eternia, um jovem tem uma vida dupla, fazendo as vezes de Príncipe fraco/covarde de nome Adam, trocando de identidade e se transformando no herói He-Man, detentor de super-força e da chave dos poderes do planeta onde vive. Luta contra seu arqui-inimigo, o Esqueleto, que tenta dominar o planeta e destruir a fonte do poder de He-Man - o Castelo de Greyskull. He-Man conta com a ajuda de Teela, Mentor e tantos outros, conhecidos como "Os Mestres do Universo" e com o seu fiel companheiro, o Gato Guerreiro (que tem, como He-Man, um alter-ego covarde e fracote chamado de Pacato).

Porque deturpou a nossa juventude: sem dúvida He-Man é a "barbie" mais famosa do mundo dos desenhos animados. Além de ser bombado e depilar-se todo (ou vocês acham que um cara daquele tamanho nasce sem pelos?) com certeza ele fazia chapinha, utilizava um corte nada másculo e descoloria os cabelos (lembram que as sobrancelhas dele eram pretas?). Além de tudo isso ele vivia fugindo da Teela, nunca dava no couro e era o ativo da relação - afinal, ele tinha um "gato" chamado Pacato e que quando levava uma espadada virava o Gato Guerreiro!!! Quer nome mais biba que isso? Não dá, né? Ainda tinha a chuva de porpurina que vinha quando ele gritava "pelos podeeeeeeeres de Greyskull, eu tenho a fooooorça". Para tudo, já!!!! E se é para rir, então vejam esse "cosplay" deles aqui nesse link!

She-Ha
História: She-Ha é a irmã mais nova do He-Man. Sim, isso mesmo! Ela é mandada para uma outra dimensão e tem os mesmos poderes do rapaz, enviados pelo mesmo castelo de Greyskull. Só que ela está em outro planeta beeeem longe. Não me perguntem como tudo aconteceu, a minha memória não é tão boa assim (e eu ando bem lesadinho rs). Ela possuia um cavalo chamado Ventania e também tinha um alter-ego bundão, mas bem menos bundão que o Príncipe Adam... Quando ela se transformava em She-Ha gritava "pela honra de Greyskull".

Porque deturpou a nossa juventude: Sem dúvida ela é a versão dragqueen do He-Man. Seu jeito "mulé gostosa com jeito de homem" ficou famosíssimo com a meninada. Mas o que ficou marcado mesmo foi toda a "gostosura" de She-Ha. Ela era uma mulher bonita, com um corpão maravilhos e todo mundo torcia para que aquela micro-saia que ela usava (menor que a da Garota Marvel ou a da Super-Girl). Outra curiosidade era a espada "bombril" que ela tinha - quando queria que ela virasse alguma coisa, ela virava! A mulher tinha um vibrador mil e uma utilidades na mão...

Thundercats
História: Um grupo de sobreviventes de um planeta chamado Thundera, que é formado por gatos com forma "humanóide" cai no yerceiro planeta de um sistema de sol amarelo. Aqui eles começam a conhecer o mundo onde ficaram presos. Na queda, o mentor do grupo, Jaga, morre. Os outros thundercats ficam sem este mentor. No meio deles está Lion Oh, o herdeiro do trono de Thundera. O grupo é formado por Panthro, Cheetara, Tygra, Wily-Kitt, Wili-Katt e Snarf. Todas as informações e fotos você pode encontrar no Omelete, clicando aqui.

Porque deturpou a nossa juventude: E o que eu falo? O Lion com certeza tingia o cabelo e todos os Thundercats tinham um visual bem pesado. O pior de tudo é que o Lion era do time de barbies dos desenhos animados, usava laquê pra caracas pra levantar aquela "juba" e ainda tingia o cabelo de vermelho (como o He-Man ele não tingia as sobrancelhas, não é?). Para completar tudo eles viviam em uma sociedade onde, definitivamente, só havia uma mulher madura (a Wily-Kitt não conta, seu pedófilo!!!!), a Cheetara, que não dava pra ninguém porque o Lion estava mais interessado em lutar contra a múmia velha do Mumm-Ra, o Tigra em ficar bancando a biba-SM com seu chicote por todos os lados e o Pantro em ficar segurando seu nuntchako (sem contar ficar polindo o Thundertank). Para finalizar tudo o Lion tinha uma espada chamada Espada Justiceira, a qual crescia quando ele a segurava com firmeza e gritava "thunder-thunder-thundercats-oooooooooooooooh"... e ela tinha um desenho bem suspeito no seu meio, em forma de olho de gato, que se abria quando ele excitava a dita cuja.

(Continua...)

3.6.05

Bom, algumas considerações antes de eu ir para a casa, já que sou nerd e não tem jeito.

1) Comprei jóia nova, troquei de piercing, agora tá mais punk... mas ainda prefiro a argolina, ferradura é fofo, mas meu lábio é "carnudo" demais (leia-se "beiço grande" rs).

2) Estou indo nesse fds para Sorocaba, então, vamos ver amigos, família e afins. Vou perder o Encontro Internacional de RPG (coisa nerd sim), mas é por uma boa causa: aniversário da Rúbia, ver-me e aniversário do Cabelo;

3) Comprarei celular novo nesse final de semana, ou seja, domingo estarei com número "novo" (talvez resgate o antigo, tentarei). Fiquem atentos!

4) VOU TOCAR NO ATARI DIA 17/06/2005, quem não for vai me deixar chateado. TODO MUNDO lotando o puteiro, hein??????? Espalhem a notícia! Meu set será curto, mas vai ser feito de covers de músicas legais do pós-punk, synth-pop, anos oitenta e afins... se não confiam no meu gosto, confiram... estou aceitando "pedidos", mas só toco se as pessoas forem (e lembrem-se, se vocês pedirem coisa nada a ver ou que já tiver rolado na noite eu não vou tocar, tá? hehe). Aliás, só aceito pedidos feitos em comentários no meu blog, caso contrário, não serão "oficiais"! Sim, eu sou malvado (até parece!!!!!).

5) E meu fanzine vai sair, aleluia. Preciso de patrocínio, se vocês souberem de gente interessada em ajudar a divulgar "contra-cultura", por favor, estamos aí!

Bom, fica o meu beijo pra vocês... e semana que vem tem mais! Tem tatoo nova, tem baladinhas, projetinhos!!!!

2.6.05

Em algumas leituras que fazemos no decorrer da vida, acabamos por encontrar pérolas onde não imaginávamos que elas poderiam residir. Acredito piamente que a leitura é uma forma essencial de discussão consigo mesmo e que, em alguns casos, você consiga absorver pensamentos necessários para a sua condição de ser.

Enquanto vivemos nossas vidas corridas, aceleradas a cada dia por uma inovação tecnológica que vem para nos dar mais tempo de ociosidade mental, acabamos por perder momentos de amadurecimento do Ser. Vivemos em um mundo capitalista, onde o ter é colocado acima do ser - acabamos por não dar brechas para o desenvolvimento humano e nos tornamos objetos, muitas vezes inúteis, em um panorama que nos é comum. O cotidiano é cruel e triste para aqueles que não enxergam a riqueza das pequenas coisas.

Por que inicio um discurso com esse tom? Simples! Nos últimos meses ando resgatando algumas leituras que me fizeram algumas modificações quando eu era adolescente, mas a minha "imaturidade intelectual" não me permitiu a real absorção das linhas que digeri. Acredito piamente que o ser humano deveria ser obrigado a absorver informações em dois instantes de sua vida. O primeiro deles para que a informação lhe fosse apenas ferramenta para o desabrochar de seu intelecto e o segundo para que o intelecto lutasse com aquela informação para que este gerasse suas próprias impressões sobre o tema.

A leitura é essencial e a discussão consigo mesmo (ou com outras pessosa) mais importante ainda. Quando li "1984" de G. Orwell meu mundo foi moldado uma vez, mas todos os anos repito essa leitura. Outras lições maravilhosas tirei de livros como "A revolução dos Bichos" (do próprio Orwell), "O Senhor dos Anéis" de Tolkien, "O Pequeno Príncipe" de Saint Exupèrry, "Tistu, O menino do Dedo Verde" de Maurice Druon, "A femonologia do Espírito" de Hegel, "Cândido ou O Otimismo" de Voltaire, "Hamlet" de Shakespeare, "Frankstein" de Mary Shelley e tantos outros livros que nem posso contar. E não foram só os autores estrangeiros, acho que Monteiro Lobato e Fernando Pessoa conseguiram fazer modificações sem tamanho em mim.

Com essa pequena lista de coisas que um dia eu já coloquei em minha cabeça garanto que já dou um panorama do que pode criar um ser pensante. Certo que muitos dos questionamentos que nasceram dessas leituras são particulares e nem podem ser divididos de forma idêntica com outras pessoas, mas garanto que a ótica humana aumentou muito quando os absorvi - você deixa de ser apenas um e passa ser parte de um coletivo de pensamento, com suas particularidades impressas no seu modo de pensar.

Ultimamente resolvi ler alguns livros que me fizeram crescer em muito - e olha que com 25 anos nas costas as pessoas tendem a achar que tem pouco a se desenvolver como individuos; só que eu não penso assim! Reli "Neuromancer" do William Gibson e fiquei surpreso como um livro de ficção científica pode mudar tantos aspectos do pensamento; isso aconteceu também quando, pela primeira vez nesse ano, li "De Profundis" de Osca Wilde. Tudo isso porque em um sábado em que acordei com "vontade de ler" comprei alguns livros em livrarias e em sebos desses que ficam na Rua Augusta, bem perto da Av. Paulista. Agradeço por esses meus ímpetos consumistas!!!!

A última grande leitura que acabei por colocar na lista de "coisas que mudam você" foi o livro de Friedrich W. Nietzche, entitulado "Assim falava Zaratustra". O livro sempre me foi muito recomendado e falado, despertando curiosidade por diversos motivos. Este livro deu origem a uma das trilhas sonoras mais conhecidas do cinema (que não foi feita para o filme em si, mas sim faz parte da obra de Richard Straus) - o filme em questão é "2001, uma odisséia no espaço", de Stanley Kubrick - e por isso, talvez, sempre tenha me despertado a atenção. Só que eu nunca o havia lido; talvez por falta de coragem ou por receio dele ser complexo demais para a minha cabecinha loira (eu sempre duvidei de minha capacidade de entender as coisas).

Tomei coragem e comprei o livro, achando que o entenderia bem hoje e, se isso não acontecesse, que seria um desafio para minha mente. Por isso eu digo que tudo tem um momento em sua vida!!! Se eu o tivesse lido em outro momento talvez não tivesse surtido tanto e efeito e impacto. Ainda não o finalizei, admito, mas até o momento muito adicionou a meu modo de ver o mundo e, através dele, muitas de minhas idéias deixaram de ser estranhas. É ótimo ver como o meu modo de pensar já era "nietzcheniano" nestes aspectos - mesmo que eu já tivesse lido algo dele antes, nada se compara ao impacto causado por "Assim falava Zaratustra".

Vou transcrever um trecho da obra para que vocês entendam do que eu falo:

"(...) Ainda se reconhece nobre, assim como nobre se reconhecem os outros, o que estão mal com você e o olham com desprezo. Fique sabendo que todos encontram algum nobre no seu caminho.

Também os bons encontram algum nobre no seu caminho, e se lhe chamam bom é tã-somente para deixá-lo de lado.

O nobre sempre deseja criar alguma coisa nobre e uma nova virtude. O bom deseja o velho e que o velho continue vivendo.

O perigo do nobre, porém, não é tornar-se bom msa, sim, desaforado, desdenhoso e destruidor.

Ah! eu conheci nobres que perderam a sua mais elevada esperança; a seguir caluniaram-nas todas.

Agora vivem abertamente com minguadas aspirações, e apenas projetaram um fim de um dia para outro.

'O espírito é também voluptuosidade' - diziam. E então o seu espírito teve as asas partidas; arrastar-se-á agora de trás para diante, maculando tudo quanto consome.

Antigamente pensavam fazer-se heróis; agora são galhofeiros. O herói é para sia aflição e espanto.

Mas, por amor a mim e à minha esperança digo-lhe: não expulse para longe de você o herói que há na sua alma! Santifica a sua mais desejada esperança!"

Assim falava Zaratustra - Friedrich W. Nietzsche
Fantástica, no mínimo, é esta linha de pensamento, mas não pelo teor metáforico, mas sim pela forma como descreve o pensamento de alguém que se obriga a ser heróico e o que é heróico por natureza.

Todo livro é repleto de linhas de pensamento assim e, como bem sabem aqueles que lêem Nietzche, é onde ele prega o consciente sobre o espiritual, o material sobre o divino e o homem sobre ele mesmo. Existem várias passagens onde ele prega, sem dúvida, que o homem é um estado de transição para uma condição superior, a qual ele chama de super-homem - e não é aquele personagem de quadrinhos, mas uma condição da mente humana onde resida toda a esperança da humanidade. É como se ele pregasse a evolução do intelecto como meta para todos, mas ele deixa bem claro que é uma condição que não pode ser levada até as massas; no livro ele deixa bem claro que as massas são rebanho e que não adianta querer guiá-las para um lugar melhor, poucos despertarão para a condição de super-homem e poucos ouvirão o que o personagem do livro tem a dizer.

Zaratustra é aquele sábio persa, fundador do Zoroastrismo (o nome de Zaratustra também é Zoroastro), mas Nietzche o transforma em um tipo de anti-profeta. Sensacional! Ele quebra os valores divinos, fala sobre a preocupação com o corpo, com a condição da mente como residente deste corpo e como não devemos levar o pensamento para lugares que nos coloquem menores do que somos. A grande idéia de tudo isso é que o homem é o centro do universo mesmo, que ele deve se prezar, amar-se e tomar conta do que toca - materialismo e antropocentrismo são a essencia do discurso da obra.

É um livro que compensa muito ser lido, mesmo que você continue acreditando no divino e nos nuances mais empíricos da natureza humana.

E repito: não me sinto mais tão estranho. As idéias do livro realmente criam discussões interessantes e deveriam ser obrigatórias no processo de evolução do intelecto.

Indico a leitura, mas vou além disso! Indico que vocês abram suas cabeças, coloquem idéias novas e alimentem o ser. Esqueçam um pouco os dogmas que nos são impostos pela televisão e pelos outdores, existe vida além daí, podem ter certeza - mas não precisam deixar isso de lado, pois sábio não é aquele que larga tudo e vai viver isolado em uma montanha, mas sim aquele que vive em harmonia com tudo o que está a sua volta e consegue evoluir em meio a todos os ruídos.

Um bom dia para vocês.

1.6.05

Piada interna do dia: "Claro que você é pura! E como..."

Indo para casa, está na hora. Até sexta em um texto "divertoso", espero que funcione!
Sou eu só ou tem mais alguém que acha que isso deveria ter acontecido com o Jar-Jar Binks já no Episódio 1?

Jar-Jar Sucks

31.5.05

Nossa, estava fuçando nas minhas coisas e achei um blog antigo meu. Estou chorando de rir como eu consigo "interpretar" papéis e fazer as coisas idiotas.

Essa sem dúvida é uma personagem que eu sinto falta. Preciso zoar mais como Jorgette. Ela é filha de um personagem que eu tinha, de RPG, chamado Julius Czar. Ele era um vampiro gay, mas daquelas bibas bem frescas e escandalosas/barraqueiras. Eu adorava interpretar ele em lives, o pessoa ria horrores e eu salvava a noite... mas eu ria MUITO e me divertia. Tem gente que até hoje acha mesmo que eu sou gay devido a ele (mas como tudo mundo sabe, estou pouco me fodendo para o que acham - sou o Poe, e ninguém me entende, segundo o que a Carolzinha me falou e devido a isso montou a comunidade "Eu não entendo o Poe" no Orkut rs).

Vejam meu blog antigo aí embaixo:

http://abibamaishetero.blogspot.com

É idiota, mas eu me divirto sendo assim, né?

Até.
31/05/2005
Cientistas afirmam ter descoberto a parte do cérebro responsável pelo amor
Paixão apresenta uma dinâmica semelhante à da fome e da sede

Benedict Carey
Em Nova York


O novo amor pode parecer para todo o mundo como uma doença mental, uma mistura de mania, demência e obsessão que afasta as pessoas de amigos, parentes e leva a um comportamento incomum --telefonemas compulsivos, serenatas, gritar dos telhados-- que poderia quase ser confundido com psicose.

Agora, pela primeira vez, os neurocientistas produziram imagens do cérebro desta atividade febril, antes de ela se estabelecer na fase vinho e rosas do romance ou da rotina conjunta dos cartões de festas assinados por ambos do compromisso de longo prazo.

Em uma análise das imagens que aparece na revista "The Journal of Neurophysiology", pesquisadores de Nova York e Nova Jersey argumentam que o amor romântico é um impulso biológico distinto do excitação sexual.

Ele está mais próximo em seu perfil neural a impulsos como fome, sede ou anseio por drogas, do que a estados emocionais como excitação ou afeição. À medida que o relacionamento se aprofunda, sugerem os escaneamentos do cérebro, a atividade neural associada ao amor romântico sofre leve alteração, e em alguns casos estimula áreas profundas do cérebro primitivo que estão envolvidas no compromisso de longo prazo.

A pesquisa ajuda a explicar o motivo de o amor produzir emoções tão díspares, de euforia e raiva até ansiedade, e o motivo de parecer se tornar ainda mais intenso quando se é privado dele. Em uma experiência separada, em andamento, os pesquisadores estão analisando imagens do cérebro de pessoas que foram rejeitadas pela pessoa amada.

"Quando você sofre deste amor romântico ele é esmagador, você fica fora de controle, irracional, você vai à academia às 6h todo dia --por quê? Porque ela está lá", disse a dra. Helen Fisher, uma antropóloga da Universidade Rutgers e co-autora da análise.

"E quando rejeitadas, algumas pessoas contemplam perseguição, homicídio, suicídio. Este impulso por amor romântico pode ser mais forte do que a vontade de viver."

A tecnologia de imagens do cérebro não pode ler a mente das pessoas, alertam os especialistas, e um fenômeno com tantos aspectos e influências sociais como o amor transcende simples gráficos de computador, como os produzidos pela técnica empregada no estudo, chamada de Imagem por Ressonância Magnética (IRM) funcional.

Ainda assim, o dr. Hans Breiter, diretor da Colaboração de Neurociência da Motivação e Emoção do Hospital Geral de Massachusetts, disse: "Eu desconfio de 95% da literatura de IRM, mas daria um 'A' para este estudo; ele realmente promove um avanço em termos da compreensão do amor passional".

Ele acrescentou: "Os resultados se enquadram muito bem dentro de um corpo maior e crescente de literatura que descreve o sistema de recompensa e aversão no cérebro, e coloca esta construção intelectual do amor diretamente no mesmo eixo das recompensas homeostáticas como comida, calor, anseio por drogas".

No estudo, Fisher, a dra. Lucy Brown da Faculdade Albert Einstein de Medicina, no Bronx, e o dr. Arthur Aron, um psicólogo da Universidade Estadual de Nova York em Stony Brook, lideraram uma equipe que analisou cerca de 2.500 imagens do cérebro de 17 estudantes universitários que estavam nas primeiras semanas ou meses de um novo amor.

Os estudantes olhavam para uma foto da pessoa amada enquanto um aparelho de IRM escaneava o cérebro deles. Os pesquisadores então compararam as imagens com outras obtidas enquanto os estudantes olhavam para uma foto de um conhecido.

A tecnologia de IRM funcional detecta o aumento ou diminuição do fluxo de sangue no cérebro, o que reflete mudanças na atividade neural.

No estudo, um mapa gerado por computador das áreas particularmente ativas mostrou pontos acesos nas profundezas do cérebro, abaixo da consciência, em áreas chamadas de núcleo caudado e área ventral tegumentar, que se comunicam uma com a outra como parte de um circuito.

Estas áreas possuem alta densidade de células que produzem ou recebem uma substância química do cérebro chamada dopamina, que circula ativamente quando as pessoas desejam ou antecipam uma recompensa.

Em estudos envolvendo apostadores, usuários de cocaína e até mesmo pessoas jogando jogos de computador por pequenas quantias de dinheiro, estes pontos de dopamina se tornam extremamente ativos quando as pessoas vencem, disseram os neurocientistas.

Mas se apaixonar está entre os comportamentos humanos mais irracionais, não apenas uma questão de satisfazer um simples prazer ou obter uma recompensa. E os pesquisadores descobriram que um ponto em particular nas imagens por ressonância magnética, no núcleo caudado, ficava particularmente ativo em pessoas que marcaram muitos pontos em um questionário que media o amor passional.

Esta região ligada à paixão estava no lado oposto do cérebro de outra área que registra atração física, descobriram os pesquisadores, e parece estar envolvida no anseio, desejo e na atração inexplicável que as pessoas sentem por alguém, entre muitos parceiros alternativos atraentes.

Esta distinção, entre achar alguém atraente e desejá-lo ou desejá-la, entre gostar e querer, "acontece em uma área do cérebro mamífero responsável pelas funções mais básicas, como comer, beber, o movimento dos olhos, tudo em um nível inconsciente, e não acho que alguém esperaria que esta parte do cérebro fosse tão especializada", disse Brown.

A intoxicação do novo amor abranda com o tempo, é claro, e resultados de escaneamentos do cérebro refletem alguma evidência desta mudança, disse Fisher.

Em um estudo anterior de IRM funcional do romance, publicado em 2000, pesquisadores da University College London monitoraram a atividade cerebral de homens e mulheres jovens que mantiveram relacionamentos por cerca de dois anos.

As imagens do cérebro, também obtidas enquanto os participantes olhavam fotos da pessoa amada, mostraram a ativação de muitas das mesmas áreas apontadas no novo estudo --mas significativamente menos na região ligada ao amor passional, ela disse.

No novo estudo, os pesquisadores também viram diferenças individuais em seu grupo de amantes aflitos, baseado em quanto tempo os participantes estavam nos relacionamentos.

Comparados com os estudantes que estavam nas primeiras semanas de um novo amor, aqueles que foram separados por um ano ou mais mostraram maior atividade significativa em uma área do cérebro associada ao compromisso de longo prazo.

No verão passado, cientistas na Universidade Emory em Atlanta informaram que ao injetar um único gene em um animal chamado rato-calunga, isto transformou machos promíscuos em pais que ficam em casa --ao ativar precisamente a mesma área do cérebro onde os pesquisadores no novo estudo encontraram aumento de atividade com o tempo.

"Isto é muito sugestivo de como ocorrem os processos de compromisso", disse Brown. "É possível imaginar um tempo em que em vez de ir ao (site) Match.com você poderá fazer um teste para descobrir se é do tipo que se compromete ou não."

Um motivo para o novo amor ser de parar o coração é a possibilidade, o medo sempre presente, de que o sentimento possa não ser inteiramente correspondido, de que o sonho possa acabar repentinamente.

Rompimento e caos

Em uma experiência posterior, Fisher, Aron e Brown realizaram escaneamentos dos cérebros de 17 homens e mulheres jovens que tinham sido recentemente abandonados por seus parceiros.

Como no estudo do novo amor, os pesquisadores compararam os dois conjuntos de imagens, um realizado quando os participantes estavam olhando para a foto de um amigo ou amiga, o outro quando olhavam para a foto do ou da ex.

Apesar de ainda estarem analisando as imagens, os pesquisadores notaram um resultado preliminar: o aumento da atividade em uma área do cérebro associada ao amor passional.

"Isto parece sugerir o que a literatura psicológica, a poesia e as pessoas já notaram há muito tempo: o fato de ser rejeitado na verdade acentua o amor romântico, um fenômeno que chamo de frustração-atração", disse Fisher em uma mensagem por e-mail.

Uma voluntária do estudo foi Suzanna Katz, 22 anos, de Nova York, que sofreu com o rompimento com seu namorado há três anos. Katz disse que se tornou hiperativa para se distrair após a separação, mas disse que ainda sente momentos de sofrimento físico, como se estive se curando de uma droga.

"Tinha pouco a ver com ele, e mais com o fato de que havia algo lá, dentro de mim, uma esperança, um conhecimento da existência de alguém lá fora para você e que você é capaz de se sentir desta forma, e repentinamente me senti como se isso tivesse sido perdido", disse ela em uma entrevista.

E não é de se estranhar.

Em uma série de estudos, os pesquisadores descobriram que, entre outros processos, o novo amor envolve a internalização psicológica da pessoa amada, absorvendo elementos das opiniões da outra pessoa, hobbies, expressões e personalidade, assim como o compartilhamento dos seus próprios.

"A expansão do eu ocorre muito rapidamente, é uma das experiências mais estimulantes que existem e, tirando a ameaça à nossa sobrevivência, é uma das que mais nos motiva", disse Aron, da Estadual de Nova York, um co-autor do estudo.

Perder tudo isto, de uma só vez, enquanto ainda está apaixonado, provoca o caos nas áreas emocionais, cognitivas e de recompensa mais profundas do cérebro. Mas o aumento da atividade nestas áreas inevitavelmente se acalma. E os circuitos no cérebro relacionados à paixão permanecem intactos, disseram os pesquisadores -intactos e capazes de com o tempo serem ativados por uma nova pessoa.

Tradução: George El Khouri Andolfato

23.5.05

Toda segunda eu sou o Dr. Gori. Essa afirmação pode ter diversas interpretações e o sinal pode ser interpretado de mil maneiras. Não tenho a pretensão de ser confuso ou vago, é apenas uma afirmativa que define bem como minha semana começa.

Para quem não lembra, o Dr. Gori é o vilão do Spectreman, um seriado live-action japonês bem antigo (no melhor estilo Ultraseven e Ultraman). Junto com o General Karas eles tentavam dominar o mundo de todas as maneiras possíveis. O seu plano consistia em acordar criaturas que estavam adormecidas, muitas delas geradas pelo poder da poluição. Spectreman era o herói que tentava impedir as tentativas de dominação da dupla de símeos (sim, eram dois homens-macacos, iguaizinhos aqueles de “O Planeta dos Macacos”, com o Charlton Heston ) e colocar os monstrons em seu devido lugar – embaixo da terra, em vários sentidos. Lol

Depois dessa explicação voltemos. Eu acho que toda segunda eu volto com minhas tentativas absurdas de dominação mundial. Está certo que eu não sou nenhum vilão maquiavélico com tendências maléficas, mas vivo com planos novos para as minhas coisas. Toda segunda os planos renascem e acabo por me sentir também meio que um Cérebro (de Pink e o Cérebro, desenho da Warner). Sempre algo novo em mente, mas cheio de coisas para terminar.

Sou um vilão um pouco frustrado, pois nada do que eu sonhei na segunda passada acabou por se tornar realidade. Vocês não sabem como está sendo dura a batalha, mas acho que estou conseguindo vencer pelo menos uma empreitada. Acredito que tenha descoberto qual é o problema em meus planos todos e, principalmente, em mim. Isto facilitou a criação de um “antidoto” contra o meu veneno. Se eu tinha minha kriptonita agora aprendi como isolar sua radiação!

Um passo de cada vez, mas no final, segunda-feira eu sempre acabo por me sentir o Dr. Gori, bem mais que o Garfield, porque realmente eu amo as segundas-feira, por quê? Simples, quer dizer que eu passei mais uma semana, que eu venci mais uma etapa e que eu ainda sou necessário – tenho muita coisa para fazer.

Então vou deixar de letras jogadas ao vento e voltar, afinal, alguém precisa fazer o que deve ser feito.

E para vocês serem mais felizes, que tal dar uma olhad ano Ultramano? Só a Internerd pra nos dar piadas tão infâmes!!!!

E não é que o FHC solta as vezes coisas interessantes em suas frases bestas? O melhor de tudo é que nos últimos dois meses ele conseguiu tocar fogo no circo da política com a sua "língua afiada". Minha irmã chama ele de "meu herói", acho que vou chamar ele de meu "causador de bafon predileto"! lol
"O governo atual mais parece um peru bêbado em dia de Carnaval" - Fernando Henrique Cardoso
Nada ligado com o assunto acima, mas neste final de semana muita coisa aconteceu, mesmo que eu tenha tirado a bunda de casa pouco. Vou relatar, gosto de fazer isso.

Sexta recebi em casa a Laís fofa, conversamos bastante e devido a uma zicas não fomos para o Atari. Então ficamos em casa falando e falando e falando (porque nós dois juntos falamos pracaraí, acreditem) até cair no sono - tem horas que não dá, né? A gente não é de ferro.

Sabadão foi foda. Dia frio, garoa chata e ânimo baixo pracarai. Não ia sair também, mas acabei indo visitar o cybercafé perto de casa e gastar um pouco da minha conta aberta lá... tentei combinar de fazer algumas coisas, mas fiquei muito frustrado porque nada deu certo. Queria ver uma pessoinha que gosto muito mas não deu, queria ter ido para Sorocaba ver minha mãe e dar um abraço de aniversário atrasado e também não deu... o jeito foi cair no Atari e não me arrependo um segundo.

A noite estava ótima. Quem não foi perdeu, mas da próxima vez é bom vocês irem. Querem chance para diversão garantida? Então todo mundo pro clubinho na quarta, véspera de feriado, porque tem Chic.let (vejam detalhes no meu flog).

A pindaíba ainda é grande nesse quadrante da galáxia. Peguei $ emprestado pra tentar sobreviver até semana que vem. Espero que consiga. Alguém quer adotar um coelho?

Outra coisa bem importante pra relatar: meu livro, O Vazio, está andando. Ganhou mais dois capítulos nesse final de semana e pretendo adicionar mais um hoje a noite. Se continuar nesse ritmo até o final de junho ele está acabado... depois é só corrigir, fazer acertos e continuar a aumentar o universo que eu criei expandindo através de apêndices e afins.

Um abraço a todos.