Nesse final de semana passei por situações bem chatas e a maioria delas acabou se desprendendo por conta do último post, dando minha opinião sobre o fechamento das casas “udigrudi” que ocorreu semana passada.
No post anterior eu não ofendi ninguém e deixei bem claro que as casas deveriam é se organizar e montar um órgão para sua defesa e também uma maneira de darem suporte àqueles que desejam ingressar nesse mercado.
Concorrência existe em todo lugar e até mesmo refrigerante faz propaganda agressiva. Se você não está caluniando ou denegrindo ninguém você pode utilizar de ironias e afins para fazer a sua propaganda.
O Guaraná Antártica atacou a Coca-Cola várias vezes com uma propaganda que mostrava de onde a frutinha do guaraná vinha e exibindo o local onde elas eram plantadas; no final do comercial vinha a frase: “Nós mostramos de onde vem a nossa matéria prima. E a concorrência?”. Foi uma sacada genial e nem por isso eles saíram se matando. Aliás, elas fazem parte da mesma associação e estão “organizadas” para eventuais problemas.
Isso aconteceu entre a própria AMBEV na famosa “guerra das cervejas” e também em outros lugares. O Burguer King usa como slogan “100% mais carne bovina a mais que a concorrência”. E nem por isso ele não faz parte do sindicato patronal que defende os interesses dos restaurantes onde a sua concorrência também se apoia.
Só que ninguém comemora quando uma casa noturna é fechada, porque eu não acho legal. Não acho bonito e nem interessante para um outro comércio que eu nutra simpatia, é apenas uma brecha, principalmente porque o público daquela casa era outro, formado por outro perfil de indivíduos que não era o pretendido. Encher um lugar é legal, mas você só faz coisas diferentes porque você espera atrair outras pessoas, você usa uma outra imagem porque quer as pessoas que não gostam da outra. É mais ou menos como escolher alguém para se namorar: você está com aquela pessoa por querer características que só ela tem e não porque você não encontrou nada melhor (se você faz o número dois, meus pêsames para você e sua infelicidade).
No post anterior eu também mencionei que o fechamento das casas não foi por preconceito, não? Não mesmo, pois o Ultralounge está aberto, a SoGo também está lá, A Loca também e outros tantos lugares. A Vila Olímpia também passou por um aperto nas semanas que passaram e várias casas foram fechadas. Os problemas todos são que as associações de moradores das regiões estão se organizando, pois o tumulto que acontece nas ruas atrapalha e incomoda as pessoas que residem nesses locais – o Psiu tem motivos pra aparecer, a CET e até mesmo o Juizado de Menores. Então os moradores começaram a utilizar-se dos problemas para garantir que não tenham problemas – eles tem direitos também, como as pessoas afetadas pelos fechamentos das casas, e começam a cobrar eles.
Para garantir que não haja problemas as casas devem ter em mente que o barulho não deve vazar, que o transtorno com relação ao trânsito deve ser menor e que as reivindicações de Associação de Moradores ou dos órgãos municipais sejam atendidas. Isso faz com que as casas coexistam com os moradores e que ninguém dê trabalho pra ninguém.
Volto a ressaltar que não fico feliz com o fechamento de algumas casas, tal como o Madame Satã (que ainda não sei se está aberto ou regularizado), porque eu passei vários momentos legais lá dentro quando eu o freqüentava a anos atrás (faz um bom tempo, mas passado não é pra se esquecer). É triste, mas serve para a gente colocar na cabeça que devemos fazer para evitar problemas futuros.
Não adianta ficar gritando e batendo o pé no chão, tem que se mexer para mudar as coisas. Criança que chora não mama, mas criança que chora demais mama de menos. Se algo está errado, então vamos mudar para que fique certo – não adianta reclamar sem saber do que está sendo exigido.
Vou continuar exercendo o meu direito de falar o que eu penso, pois não estou caluniando ninguém. Nunca acusei alguém de algo que não pudesse provar (nem mesmo acusei alguém, sempre fiquei no meu canto vendo as pessoas falando merda sobre mim por aí) e também nunca difamei um indivíduo, ao contrário de que já fizeram comigo. Já me acusaram de interesseiro e de “alpinista social”, mas eu fiquei no meu cantinho, achando que não deveria responder a ofensa, só que eu não havia sido ameaçado ainda, não haviam me colocado entre 10 pessoas e uma parede, não haviam me coagido e nem tentado tirar dois direitos meus, garantidos pela Constituição: a livre expressão de idéias e o direito de ir e vir.
Então vou continuar falando, vivendo e seguindo em frente, achando que as coisas erradas devem mudar e tentando modificá-las dentro do possível. Se gritar somente resolvesse alguma coisa, cigarra seria formiga.
Até.

