16.1.08
Políticos americanos fogem para a China
Ironias a parte, 8 ratos a bordo de um avião americano na China não é coisa de outro mundo. Se fosse aqui no Brasil, teriam interditado a companhia, multado o aeroporto e responsabilizado o piloto por não ter exigido visto.
Veja na integra a notícia do G1: Avião da United Airlines pousa em Pequim com oito ratos a bordo.
11.1.08
Você é a doença, eu sou a cura... ops...
Todo mundo amarelando. Todo mundo amarelando. Primeiro caso de Febre Amarela em São Paulo e já tem gente chamando o Capitão Nascimento, porque amarelar para ele não dá.
Aliás, o novo filme Rambo está saindo quase e o vovô Silvester está tentando se transformar em um ícone mítico da macheza encarnada. O Garanhão Italiano começou como ator pornô, ganhou Oscar com Rocky (o roteiro, acreditem, também era dele), matou todo mundo em Rambo, fez filmes duvidosos como Stalone Cobra e agora volta com tudo arrebentando cabeças asiáticas (porque fazer isso com árabe não precisa, afinal, os americanos estão lá no Iraque e antes de ser moda fazer isso, ele já desceu o cacete no Afeganistão em Rambo III).
Agora é só esperar pra ver se o Stalone pegar Febre Amarela e passar pra “róliude”.
O Carnaval promete, minha gente, com tanta Febre por aí (incluindo a dengue e a febre de macheza do Stalone), a festa vai ter que ser boa pra gente se esquecer – o pão e circo promete esse ano!
Big Biba Brasil
Eu não assisto Big Brother, mas estou por dentro da novela das oito.
Justamente! Muita calma nessa hora!
Pra tentar ganhar audiência teve até uma saída do armário em rede nacional. O tal do Marcelo soltou o verbo e falou pra siliconada que o negócio dele era outra coisa. Que coisa mais bonita, tocante e sincera – agora é ver todos os machos da casa tomando banho enrolados na borracha (ui).
É, reality show é assim, mais show que realidade – prefiro a bicha caricata ao Toni Ramos do divã, é tão mais glamour, bi!
Forças Insurgentes Revolucionárias do Complexo do Alemão
Agora o Hugo Chapolin Colorado está é enveredando de vez para o nazismo crônico querendo defender as FARCs? Oras, quero que o PCC vire partido político e o Comando Vermelho também – quero que eles sejam reconhecidos como forças insurgentes pois eles tem um objetivo claro e uma proposta política.
O que, vocês acham que não? Vocês acreditam mesmo que os partidos políticos brasileiros realmente tem alguma proposta? A diferença é que o slogan do PCC e do CC seria:
A gente é criminoso, mas assume a autoria.
Câncer pela saliva
Sendo pouco (?) politicamente correto e polido, porque eu não agüentei ficar quieto!
Manchete do UOL é “Exame ‘poderá detectar câncer de mama pela saliva’”. Agora eu me pergunto, a mulher chega no médico e fala pra ele:
- Chupa aí doutor e vê se estou com câncer?
Ou será que vai ser o contrário, o médico vira e fala:
- Dá uma chupadinha aqui que eu te falo se você está com câncer!
E nesses termos, como é que seria o exame para câncer de próstata?
Medo, muito medo...
12.9.07
Obviedade também te chama de otário? A mim sim.
Você já se sentiu um otário quando leu no jornal alguma coisa do tipo “tomar sol demais causa danos na pele” ou “alimentação desregular pode causar distúrbios alimentares”? Então, se você está nesse time, digam boas vindas a mais nova pesquisa óbvia, a que diz que as amizades em redes sociais na Internet não são verdadeiras.
Será mesmo que alguém em seu juízo perfeito achou que os seus 400 contatos assinalados como “friends” no Orkut são seus amigos de verdade? Ou que sua lista com mais de 800 nomes do MSN virão a sua casa pra dar colo se você estiver na fossa do mês? Ou mesmo que todas as pessoas do fórum de Pokémon em que você posta todos os dias irão correr pra te arrumar um emprego assim que seu chefe ficar puto com sua mania de ir trabalhar vestido de Pikachu?
Sem comentários, para eu não soltar mais nenhuma frase que possa vir a te chamar de otário nas entrelinhas.
P.S.: E eu nem resolvi falar da absolvição do Renan, afinal, quando se trata de política, chamar a gente de otário já é pleonasmo.
6.9.07
As balelas da Internet e o tal do “web 2.0”.
Um artigo dentro da WebInsider deixou-me bem revoltado e o motivo foi que a publicação citava “versões da web” (versão 1.0, versão 1.4, versão 1.6, versão 2.0, versão 2.1... versão 2.4), que foram modificadas no artigo para “fases de implementação de Web 2.0”. Vai por mim, antes doía muito mais, agora passou para processos de gestão e implementação de um sistema de colaboração.
Devido a isso, publiquei um comentário por lá, mas agora, acho que um outro aspecto da minha revolta veio em mente, que é a utilização da colaboração como solução para todos os problemas da Internet (quando isso não é verdade absoluta).
Segue abaixo o segundo comentário postado por lá:
Bom, depois do frenesi coletivo das pessoas sobre as “versões da Internet” e alguns dias passados para esfriar a cabeça, resolvi voltar e comentar sobre um outro ponto que levantei rapidamente em meu comentário: os Governos e a colaboração.
A idéia geral do conceito de Web 2.0 é apenas um marco que resume muitos dos conceitos que foram criados em todos esses anos da web. Na verdade, temos que fazer como os budistas, que dizem que primeiro você aprende algo, para depois esquecer – e é isso que temos que fazer com esse termo, esquecer que ele existiu e partir para a prática dos conceitos que vem amarrados dentro dele.
Como profissional envolvido com Internet vinculada a uma instituição de Governo, vejo que a relação dos conceitos de colaboração não são ainda uma realidade, pois não há maturidade suficiente em vários setores públicos e privados (quando declaro a imaturidade de áreas do Governo, não desmereço os esforços e realizações até o momento, assumo sim que existe muita coisa interessante e exemplar dentro da esfera pública, anos luz na frente até do que da privada). Trabalhar com o conceito de e-Democracia é algo impossível no atual ponto onde às discussões de “até onde a participação do cidadão pela Internet muda o Estado” estão; nem mesmo temos as definições oficiais de que serviços cada unidade do Estado (e quando uso essa palavra me refiro às instâncias federais, estaduais e municipais) deve fornecer para o cidadão, nem mesmo qual o nível de acessibilidade e navegabilidade que são obrigatórios por lei. Existem resoluções não regulamentadas e iniciativas isoladas que colocam resoluções externas como a do W3C, WAI e ISO em prática – a realidade do Estado é complexa e existem outras coisas na frente da tecnologia. Alguns serviços prestados são de suma relevância para o cotidiano do cidadão e podem migrar para a Internet, mas ainda há outros fatores que preocupam, tais como a educação, a inclusão social (depois com a digital) e diversos outros aspectos que atrasam esse desenvolvimento de mentalidade tecnológica.
Agora, criar núcleos que podem estar colaborando para gerar conteúdo inteligente que possam mudar as linhas de ação do estado é muito interessante. Porém, tais núcleos vivem mesmo em universidades e órgãos de gestão de tecnologia (tais como o Comitê de Gestão de Internet). A colaboração existe em esfera menor e interna, pois abrir para que o cidadão possa dar a sua opinião ou criar núcleos de ação regionais para resolver seus problemas é uma coisa que ainda não pode ser fornecida pelo Estado. Estamos em um período de amadurecimento e, parafraseando um artigo da própria Webinsider, “mais Internet convencional e menos 2.0” – para conversarmos sobre os conceitos de colaboração, é preciso que primeiros tenhamos uma estrutura realmente funcional de serviços de Internet, que eles todos estejam dentro dos padrões e normas internacionais, que todos eles estejam documentados e sejam permanentes, indo bem além dos ciclos de governo e funcionando de fato como serviços ao cidadão (existem vários exemplos de serviços das três esferas do poder público que poderiam ser citados, mas não é preciso dar nome aos bois).
Acho que é isso, pois até agora não achei um local na Internet que compartilhasse essa visão comigo e fica todo mundo falando só do “lado bonito da colaboração”.
Abraço.
29.8.07
O Estadão e a polêmica dos blogs Tabajara®
Hoje estava navegando pela Internet e na capa do Estadão acabei vendo que ele irá fazer uma discussão sobre as campanhas da Talent que criticavam de forma divertida o “lado negro dos blogs”. Não tinha pensado nela como uma campanha agressiva e nem como uma intenção perniciosa, apenas foi uma sacada inteligente pra mostrar que existem pessoas que manipulam informação na Internet.
Fiquei mais assustado ainda ao fuçar por aí e ver a repercussão nos blogs do mainstream – essa galera que usa o blog como forma de ganhar dinheiro com suas opiniões ficou bem revoltada.
Não achei a campanha do Estadão nem um pouco ofensiva, ela usava sim de imagens que desmerecem a cena virtual, mas que não são de longe erradas. Vocês acham mesmo que todos os blogs falam a verdade? Acreditam piamente que a opinião da maioria das pessoas que escreve na Internet é baseada em fatos? Então, meus queridos, se vocês fazem parte dessa maioria de crédulos, vou acabar com a visão otimista de mundo de vocês:
A maioria dos fatos não é verdade e muitos dos bloggers não se responsabilizam pela informação divulgada (alguns nem mesmo a produzem de fato).
Algumas empresas pagam para pessoas terem suas opiniões sobre seus produtos, mas na maioria das vezes criam personagens como se fossem pessoas de verdade. Conhecem o Pimentel, da Nextel? Então, ele é um ator, contratado para interpretar um personagem. Ele já fez trabalhos para o Revistinha e também para o Qual É Bicho? (além de outros programas) da TV Cultura. Acabei com mais um webmito, desculpem-me por favor.
Em outros casos o que temos é a publicação de hoax (nome dado aos boatos enviados por e-mail através de spam), pois o blogueiro não se preocupa se a informação é factual, apenas lê o texto, fica inconformado e repete a informação errada.
Um exemplo de hoax repetido por aí é a da tal lei de gratuidade em estacionamentos de shoppings e hipermercados em São Paulo (veja esse exemplo onde o blogueiro é corrigido em um comentário e assume). Não existe lei alguma e dá um certo trabalho conferir isso, afinal, você precisa ir até a lista de leis da cidade (verifique a data e se é apenas um Projeto de Lei), verificar sites de direito, procurar na Internet em bancos de dados de órgãos oficiais e tirar conclusões através da leitura de informação correspondente em sites confiáveis (suspeite de links muito extensos e vá sempre na capa do serviço pra saber se é o oficial ou alguma página falsa). Infelizmente não há milagre. Outros boatos divulgados por blogs por aí podem ser enumerados, mas a maioria tem origem no “copia e cola” feito pela galera.
Por que isso acontece? Porque a maioria das pessoas não quer gastar o tempo conferindo informação, então a gente tem um monte de pretensos jornalistas de final de semana soltando informação pra apenas falar qualquer coisa (e eu não disse que todos as pessoas que postam em blogs o são, por favor, nada de bancar o radical pro meu lado).
Não querendo puxar a sardinha para o meu lado, mas o que eu faço aqui no meu blog é desabafar sobre vários temas, mas nunca, sobre hipótese alguma, divulguei informações sem procurar fontes confiáveis e divulgá-las para que as pessoas pudessem tirar suas próprias conclusões. Afinal, minha opinião não é a verdade absoluta e todo mundo tem direito de ter idéias distintas sobre um mesmo assunto.
E é isso, não entendo a revolta dos ditos blogueiros quanto a campanha do Estadão, principalmente porque a maioria da humanidade faz besteira em todas as esferas e não é na tão aclamada blogsfera que isso deixaria de acontecer. Assumamos os problemas desse meio, que é democrático demais e nem consegue chegar próximo a anarquia, afinal, anarquia só acontece com nível de esclarecimento médio da massa, realidade bem distante dentro da world wide web.
Para acabar com outras das suas ilusões, vou contar aqui também que Papai Noel não existe (Pai Natal, para nossos irmãos portugueses) e que o homem provavelmente pisou na Lua, mas que eu não engulo o sumiço dos filmes da Nasa, ah, isso eu não engulo (mas talvez a Mônica Lewisky tenha engolido mesmo).
17.8.07
Cansei!
Cansei sim! E não foi de ser sexy e nem da crise aérea. Cansei foi da palhaçada.
Em notícia no Terra há uma descrição de como foi o “evento cívico” Cansei, que aconteceu na Praça da Sé, hoje dia 17 de agosto de 2007.
Queria eu saber que diabos de protesto é esse? A classe média alta está se sentindo atingida agora? Os seus aviões não saem do chão? Os organizadores deveriam é estar cansados de fazer o cidadão médio de burro. Afinal, eu nem ando de avião, porque diabos tenho que me preocupar só com a crise aérea?
Os famosos se aglomeraram no primeiro ato cívico e protesto que tinha “área vip”. Afinal, praça pública chama-se pública por que mesmo? Direito de ir e vir, constitucional, diga-se de passagem, morreu e os seguranças particulares fizeram o show. Cadeirinha, guarda-sol e apartaide social: amo o meu país. E o povo grita, afinal, ver famoso fazendo protesto é melhor que protestar.
Outro dia estava eu no ônibus, olhando para fora e viajando na maionese (porque não dava para jogar Nintendo DS) quando duas pessoas atrás de mim começara a criticar a crise aérea:
- Viu, que absurdo esse negócio da crise? O avião lá caiu, mas antes ninguém conseguia pegar vôo algum. Ficavam mais de 6 horas pra embarcar.
Enquanto isso, todos os 70 passageiros do ônibus estava assando em um veiculo sem ar condicionado por 2 horas em um percurso que era para ser feito em 15 minutos.
Onde é o problema? Nos aeroportos?
Essa lavagem cerebral está me dando no saco, quando é que as pessoas vão acordar de novo?
Tenho tantas perguntas, tanta indignação que nem sei mais se compensa falar e se irritar. Não estou falando que vou me acomodar, mas bancar o Dom Quixote não é comigo não. Se esperam que eu vista farda, empunhe um fuzil e sai gritando por aí coisas como “viva la revolucion” ou “hay de endurecer pero sem perder la ternura jamas” esqueçam. Não tenho vocação para Che Guevara e nem pra Jesus Cristo armado.
O mundo está perdido e quem fez isso foi a gente mesmo, o Brasil virou um lugar apinhado de gente sem eira e nem beira, que não reclama porque cansa. Afinal, pra que mudar quando poderia ficar pior?
Só que vai piorar, minha gente, e estaremos bem vivos pra ver.
E para os apocalípticos, não se animem, o mundo não vai acabar em fogo e enxofre, o fim será lento e vai doer um bocado.
Vou parar de reclamar. Cansei de ser otário e de gastar saliva a toa. Reclamo no boteco, a partir de agora sou socialista de bar – e compro meus videogames, pago meus impostos, tento conquistar a casa própria e logo saio daqui, talvez vire Argentino, afinal, o ônibus lá anda e é bem mais barato.=
Vou é me divertir com meu ópio e dar risada do Elvis Stormtrooper, esse aspecto imbecil da humanidade pelo menos me diverte. Gozar fora não significa dar uma gozada na cara.
P.S.: O Cauê mandou um documentário pra mim que está no Google Videos, chama-se Sociedade do Automóvel e vale a pena ser visto.
15.8.07
Cuidado com o Elvis Stormtrooper!!!!
E o cara tem site em http://www.elvistrooper.com, você até pode ver o Indiana Elvis!!!! rs
Morri!!! AWHAWHAWHAWHAWHAW

