10.3.08

Mix Clichê

“A dura Realidade bateu a minha porta”, o clichê bateu na minha cabeça como se alguém tivesse me chutado as muletas – e olha que eu ando bem com as duas pernas (excluindo-se o fato de que não sei porque diabos estou com uma dor intensa na virilha). Porém, a Realidade nem era dura e nem bateu em minha porta, nem metáfora e nem clichê.

A Realidade era uma gorda flácida que já não malhava há alguns anos. Estava velha e não conseguia nem mesmo levantar o copo de vodka e dar uma baforada em seu charuto baiano (os cubanos estão fora de moda para ela).

Não bateu a minha porta, por dois motivos simples: primeiro, ela não conseguia bater com força pra se fazer ouvir, como já mencionei; segundo, eu não tenho portas para que ela bata, com esse calor deixei tudo aberto.

Então, refazendo a frase: “A gorda flácida e velha da Realidade entrou meio que rastejando, meio que mancando, pela porta aberta – e no caminho derrubou algumas das minhas garrafas de vodka”.

Bem melhor assim, mais sincero.

Depois que a gorda flácida entrou pela porta, sentou-se devagar em meu sofá e acendeu seu charuto baiano. A casa cheirava como um terreiro de umbanda, mas não sei porque me lembrei do túnel da 9 de julho.

Quando ela estava lá, sentada, comecei a perceber que a realidade não era tão cruel assim, era algo pra você sentir pena - o jeito que ela falava era uma mescla entre travlon velha e frentista de posto de madame. A cada duas palavras havia uma pausa para retomar o fôlego. Foi aí que a gostosa da Fantasia entrou correndo saltitante pela sala! A cada golada da Realidade em uma das minhas vodkas (uma das que ela não havia quebrado), a Fantasia aproveitava pra me passar alguma cantada.

Conclusão? Poderia ser: “quando a Realidade lhe parece uma velha gorda, flácida e que cheira a terreiro de macumba, aproveita e usa a vodka pra flertar com a Fantasia”. Só que eu prefiro a mais crua: “o negócio está batendo até agora ou são os quatro comprimidos de anti-inflamatório muscular que eu tomei?”.

Fim.

18.1.08

Vamos celebrar a estúpidez humana...

Proibiram CS (Counter Strike) no Brasil (bem que podia ser o CSS - Cansei de Ser Sexy) e o Everquest por motivos idiotas.

Talvez o próximo alvo seja Pokémon porque o jogo leva você a gostar de rinha de animais e isso pode gerar desvio nas personalidades dos jogadores e, consequentemente, a criação de adultos que façam ode a violência.

Ah, vá se foder! E o RPG segue na linha de fogo. Enquanto isso, nossa liberdade de expressão e livre pensamento vai pro saco.

Viva o país dos abacaxis e das bananas, onde ir pra puteiro é "esporte nacional" aprovado pela sociedade e jogar videogame é coisa de desajustado social!

Vá tomar no azul, vá! Esse medievo em que vivemos dói-me a alma, muito.

Vamos nos distrair todos enquanto os impostos são desviados e esse bando de mané que deveria estar trabalhando pra AJUDAR a população fica querendo gerar polêmica para mostrar serviço. Por que o PROCOM não vai resolver de fato os problemas das cobranças abusivas de energia elétrica, telefone e também não alfineta as áreas de atendimento do Governo Federal? Isso eles não querem fazer, né? Ou se querem, não dá retorno político. Bah!

16.1.08

O povo brasileiro que vá tomar no... Cuba neles!

Nosso querido “precidente”, como é uma pessoa boa e resolveu já todos os problemas de infra-estrutura no Brasil, inicia um processo final de negociação com Cuba para que o nosso Governo invista R$ 600.000.000,00 (600 milhões, mas tive que mostrar quanto zero tem aí pra vocês terem noção da dor) em construções de rodovias no país do charuto.

Claro que o Lula está indo investir em Cuba, afinal, todo mundo fica mando ele ir “tomar no cu” e ele resolveu ir mesmo, só que foi em Cuba. E foi tomar um uisquinho, fumar um charuto do Fidel e fazer as empresas empreiteiras nacionais garantirem uma graninha.

Pelo Brasil anda tudo bem: tem saúde pra todo mundo, as estradas nem cobram altíssimos pedágios, não é preciso pagar ensino particular porque as escolas públicas ensinam bem e as universidades públicas tem vagas para todos. Tudo que pagamos de IPTU e IPVA vai para o lugar correto, somos um exemplo a ser seguido. Bah, e eu que tinha desistido de comentar política de forma mais séria. Humpf! Pão e circo, mas os palhaços, “somos nozes”.

Estou me sentindo aquele índio da propaganda americana que chorava ao ver tudo o que ele viveu destruído, mas um pouco diferente, estou vendo é tudo sendo distorcido, ninguém falando nada e a gente virando uma Rússia em matéria de política. A lágrima escorre, mas é porque o sol tropical me cega e está forte. Faz parte?! Não, não faz.

É triste, demais.

Políticos americanos fogem para a China

Em uma tentativa de imigração irregular, uma comitiva de oito políticos norte-americanos sairam de Washington e desembarcaram em Pequim. De acordo com especialistas políticos essa será a tendência do cenário internacional em 2008.

Ironias a parte, 8 ratos a bordo de um avião americano na China não é coisa de outro mundo. Se fosse aqui no Brasil, teriam interditado a companhia, multado o aeroporto e responsabilizado o piloto por não ter exigido visto.

Veja na integra a notícia do G1: Avião da United Airlines pousa em Pequim com oito ratos a bordo.

11.1.08

Você é a doença, eu sou a cura... ops...

Todo mundo amarelando. Todo mundo amarelando. Primeiro caso de Febre Amarela em São Paulo e já tem gente chamando o Capitão Nascimento, porque amarelar para ele não dá.

Aliás, o novo filme Rambo está saindo quase e o vovô Silvester está tentando se transformar em um ícone mítico da macheza encarnada. O Garanhão Italiano começou como ator pornô, ganhou Oscar com Rocky (o roteiro, acreditem, também era dele), matou todo mundo em Rambo, fez filmes duvidosos como Stalone Cobra e agora volta com tudo arrebentando cabeças asiáticas (porque fazer isso com árabe não precisa, afinal, os americanos estão lá no Iraque e antes de ser moda fazer isso, ele já desceu o cacete no Afeganistão em Rambo III).

Agora é só esperar pra ver se o Stalone pegar Febre Amarela e passar pra “róliude”.

O Carnaval promete, minha gente, com tanta Febre por aí (incluindo a dengue e a febre de macheza do Stalone), a festa vai ter que ser boa pra gente se esquecer – o pão e circo promete esse ano!

Big Biba Brasil

Eu não assisto Big Brother, mas estou por dentro da novela das oito.

Justamente! Muita calma nessa hora!

Pra tentar ganhar audiência teve até uma saída do armário em rede nacional. O tal do Marcelo soltou o verbo e falou pra siliconada que o negócio dele era outra coisa. Que coisa mais bonita, tocante e sincera – agora é ver todos os machos da casa tomando banho enrolados na borracha (ui).

É, reality show é assim, mais show que realidade – prefiro a bicha caricata ao Toni Ramos do divã, é tão mais glamour, bi!

P.S.: E não é preconceito, é piada! :P

Forças Insurgentes Revolucionárias do Complexo do Alemão

Agora o Hugo Chapolin Colorado está é enveredando de vez para o nazismo crônico querendo defender as FARCs? Oras, quero que o PCC vire partido político e o Comando Vermelho também – quero que eles sejam reconhecidos como forças insurgentes pois eles tem um objetivo claro e uma proposta política.

O que, vocês acham que não? Vocês acreditam mesmo que os partidos políticos brasileiros realmente tem alguma proposta? A diferença é que o slogan do PCC e do CC seria:

A gente é criminoso, mas assume a autoria.

Câncer pela saliva

Sendo pouco (?) politicamente correto e polido, porque eu não agüentei ficar quieto!

Manchete do UOL é “Exame ‘poderá detectar câncer de mama pela saliva’”. Agora eu me pergunto, a mulher chega no médico e fala pra ele:

- Chupa aí doutor e vê se estou com câncer?

Ou será que vai ser o contrário, o médico vira e fala:

- Dá uma chupadinha aqui que eu te falo se você está com câncer!

E nesses termos, como é que seria o exame para câncer de próstata?

Medo, muito medo...

12.9.07

Obviedade também te chama de otário? A mim sim.

Você já se sentiu um otário quando leu no jornal alguma coisa do tipo “tomar sol demais causa danos na pele” ou “alimentação desregular pode causar distúrbios alimentares”? Então, se você está nesse time, digam boas vindas a mais nova pesquisa óbvia, a que diz que as amizades em redes sociais na Internet não são verdadeiras.

Será mesmo que alguém em seu juízo perfeito achou que os seus 400 contatos assinalados como “friends” no Orkut são seus amigos de verdade? Ou que sua lista com mais de 800 nomes do MSN virão a sua casa pra dar colo se você estiver na fossa do mês? Ou mesmo que todas as pessoas do fórum de Pokémon em que você posta todos os dias irão correr pra te arrumar um emprego assim que seu chefe ficar puto com sua mania de ir trabalhar vestido de Pikachu?

Sem comentários, para eu não soltar mais nenhuma frase que possa vir a te chamar de otário nas entrelinhas.

P.S.: E eu nem resolvi falar da absolvição do Renan, afinal, quando se trata de política, chamar a gente de otário já é pleonasmo.

6.9.07

As balelas da Internet e o tal do “web 2.0”.

Um artigo dentro da WebInsider deixou-me bem revoltado e o motivo foi que a publicação citava “versões da web” (versão 1.0, versão 1.4, versão 1.6, versão 2.0, versão 2.1... versão 2.4), que foram modificadas no artigo para “fases de implementação de Web 2.0”. Vai por mim, antes doía muito mais, agora passou para processos de gestão e implementação de um sistema de colaboração.

Devido a isso, publiquei um comentário por lá, mas agora, acho que um outro aspecto da minha revolta veio em mente, que é a utilização da colaboração como solução para todos os problemas da Internet (quando isso não é verdade absoluta).

Segue abaixo o segundo comentário postado por lá:

Bom, depois do frenesi coletivo das pessoas sobre as “versões da Internet” e alguns dias passados para esfriar a cabeça, resolvi voltar e comentar sobre um outro ponto que levantei rapidamente em meu comentário: os Governos e a colaboração.

A idéia geral do conceito de Web 2.0 é apenas um marco que resume muitos dos conceitos que foram criados em todos esses anos da web. Na verdade, temos que fazer como os budistas, que dizem que primeiro você aprende algo, para depois esquecer – e é isso que temos que fazer com esse termo, esquecer que ele existiu e partir para a prática dos conceitos que vem amarrados dentro dele.

Como profissional envolvido com Internet vinculada a uma instituição de Governo, vejo que a relação dos conceitos de colaboração não são ainda uma realidade, pois não há maturidade suficiente em vários setores públicos e privados (quando declaro a imaturidade de áreas do Governo, não desmereço os esforços e realizações até o momento, assumo sim que existe muita coisa interessante e exemplar dentro da esfera pública, anos luz na frente até do que da privada). Trabalhar com o conceito de e-Democracia é algo impossível no atual ponto onde às discussões de “até onde a participação do cidadão pela Internet muda o Estado” estão; nem mesmo temos as definições oficiais de que serviços cada unidade do Estado (e quando uso essa palavra me refiro às instâncias federais, estaduais e municipais) deve fornecer para o cidadão, nem mesmo qual o nível de acessibilidade e navegabilidade que são obrigatórios por lei. Existem resoluções não regulamentadas e iniciativas isoladas que colocam resoluções externas como a do W3C, WAI e ISO em prática – a realidade do Estado é complexa e existem outras coisas na frente da tecnologia. Alguns serviços prestados são de suma relevância para o cotidiano do cidadão e podem migrar para a Internet, mas ainda há outros fatores que preocupam, tais como a educação, a inclusão social (depois com a digital) e diversos outros aspectos que atrasam esse desenvolvimento de mentalidade tecnológica.

Agora, criar núcleos que podem estar colaborando para gerar conteúdo inteligente que possam mudar as linhas de ação do estado é muito interessante. Porém, tais núcleos vivem mesmo em universidades e órgãos de gestão de tecnologia (tais como o Comitê de Gestão de Internet). A colaboração existe em esfera menor e interna, pois abrir para que o cidadão possa dar a sua opinião ou criar núcleos de ação regionais para resolver seus problemas é uma coisa que ainda não pode ser fornecida pelo Estado. Estamos em um período de amadurecimento e, parafraseando um artigo da própria Webinsider, “mais Internet convencional e menos 2.0” – para conversarmos sobre os conceitos de colaboração, é preciso que primeiros tenhamos uma estrutura realmente funcional de serviços de Internet, que eles todos estejam dentro dos padrões e normas internacionais, que todos eles estejam documentados e sejam permanentes, indo bem além dos ciclos de governo e funcionando de fato como serviços ao cidadão (existem vários exemplos de serviços das três esferas do poder público que poderiam ser citados, mas não é preciso dar nome aos bois).

Acho que é isso, pois até agora não achei um local na Internet que compartilhasse essa visão comigo e fica todo mundo falando só do “lado bonito da colaboração”.

Abraço.