4.8.09

Quem está gripado?

Eu já estava falando disso, mas esse video é perfeito. Não chequei as infos, mas eu não dúvido, afinal, o dinheiro move o mundo e realmente as outras doenças matam bem mais do que essa merda de gripe suina.

Gente, é uma GRIPE. A AIDS continua matando no mundo (e destruindo a África), a tuberculose fode o mundo a milênios e as azeitonas matam mais pessoas engasgadas do que essa gripe (tá, exagerei, mas se bobear…) – fica todo mundo correndo por aí.

Temos que nos cuidar, mas paremos de ser massa de manobra.

Impressão minha ou todo mundo esqueceu da crise mundial, das merdas norte-americanas e ficou tudo bem!

Somewhere, over the raibow skies are flue… enquanto o bolso da galera enche com isso!

1.8.09

Poça

Sou quase muito pouco, quando muito, quase nada.

Vivo de extremos,
Melhor que ser água parada.

Não nasci pra ser mosquito.

28.7.09

Michael Jackson e Vic Rattlehead: separados no nascimento

separadosnonascimento

Tudo bem, ele morreu, mas desculpa, gente, quando vivo ele tava igualzinho ao mascote do Megadeth.

Abraço.

Alguns dias cinzas

Não sei bem como isso acontece, mas o atropelo dos anos vai deixando tudo meio sem sentido. Usar sentido como palavra para idéia não se aplica, acho que a acepção da palavra é volta para sentir e não compreender – as coisas ficam então insenssíveis, a vida fica sem cheiro, gosto, textura ou cor, e por isso não falamos.

Usar o não sei outra vez mostraria que eu estou tentando formar um pensamento, mas não consigo. As coisas travaram em um alvo só. Tenho motivos para colocar a culpa em bodes expiatórios, mas me recuso a fazer isso sem lutar ao menos por alguns instantes.

Não adianta reclamar, pois o cotidiano é uma cobrinha venenosa que só dá o bote uma vez e te aleija; no resto dos anos seguintes você sofre apenas dos efeitos da paralisia.

Envelheci e, antes da crise dos 30, eu já comecei a pensar no que eu perdi. Uma coisa é fato, a única que coisa que se perdeu nesses anos todos (nos 29) fui eu.

Ainda bem, quando estamos perdidos é sinal que temos coisa pra fazer.

14.10.08

DSi, meu desejo de consumo!

A Nintendo vai lançar seu novo portátil ano que vem, o DSi. Tá, não é o novo, mas uma edição melhorada do DS. Tudo bem, eu perdôo, afinal, vem com duas câmeras, tela maior e outras frescurinhas que compensam muito
Ou seja, vou comprar o meu novo Pokémon junto com um game novo! Será que vão lançar de cores legais também? O meu DS é rosa, mas quero um diferente!

Será o padre voador?

UP é a nova animação da Pixar que está sendo produzida pro ano que vem, mas a imagem é impagável e não deixa parar de pensar: seria algum familiar do padre voador?

3.10.08

Lugar no céu em 12 vezes sem juros no cartão

Desculpem-me por postar tão rápido, mas eu tive que aumentar a relevância dessa notícia na Internet.

Agora a igreja aceita pagamento de dízimo com cartão de crédito. Que coisa incrível, você pode agora comprar seu lugar no céu em 12 parcelas sem juros.

Pedro deve estar se revirando na cova, mas os "inventores" da Igreja Católica Apostólica Romana devem estar pensando "Nossa, que ótima idéia! Por que não pensamos nisso antes? Por isso os judeus sempre foram mais ricos".

Será que vai vender no Submarino?

26.9.08

O ser humano se diz evoluído. Pergunto: onde?

Não sou ativista dos direitos dos animais. Não sou vegetariano. Não sou adepto do “coma só mato”. Mas também não sou adepto da crueldade pela crueldade. O ser humano merece, com todas as letras, ser extinto. Desculpem-me os chineses, os russos e todo o cidadão que compra pele de animais que passam por isso.

Como carne, uso couro e vivo de subprodutos de origem animal. O problema não é a morte do animal, porque é o ciclo natural: uns vivem para devorar outros. Leões comem zebras. Onças comem capivaras. Crocodilos comem quase todas as criaturas. Nós comemos carne.

O problema nessa história é ser cruel. Matar por matar. Matar por dinheiro. Matar com sadismo.

Quando você come uma vaquinha que pastou feliz por aí por alguns anos, que levou uma porrada na cabeça pra desmaiar rápido e logo em seguida foi “furada” no coração para morrer mais rápido ainda você não está sendo cruel. Agora, arrancar a pele de um animal ainda vivo, criar animais em condições nojentas, torturar gansos para se obter patê ou trancar novinhos em quartos fechados sem nunca ver a luz do sol já é sacanagem.

Fica o meu protesto, nojo e total repúdio a essas coisas.

A partir de agora, penso duas vezes em olhar para um casaco de pele e achar ele bonito (eu nunca fui adepto do uso ou compra de pele animal, mas agora eu vejo isso com olhos bem diferentes).

Eu mataria uma pessoa que faz isso, com um tiro na cabeça para ser piedoso, mesmo ficando com a vontade de arrancar a pele do filho da puta vivo e jogar ele em um tanque com sal e limão.

Se você tem estômago forte, forte mesmo, assista o vídeo abaixo. Estou falando sério que essas serão cenas que você nunca mais vai esquecer. Garanto também que você vai ficar com nojo, raiva e se sentir um bosta por pertencer a essa espécie nojenta que se diz Homo Sapiens. Éramos sapiens quando viviamos em sociedades tribais, quando caçávamos para sobreviver apenas e não éramos ainda parasitas.

Eu gostaria de te contar uma revelação que eu tive durante o meu tempo aqui.
Ela me ocorreu quando tentei classificar sua espécie e me dei conta de que vocês não são mamíferos.
Todos os mamíferos do planeta instintivamente entram em equilíbrio com o meio ambiente.
Mas os humanos, não. Vocês vão para uma área e se multiplicam e se multiplicam, até que todos os recursos naturais sejam consumidos.
A única forma de sobreviverem é indo para uma outra área.
Há um outro organismo neste planeta que segue o mesmo padrão.
Você sabe qual é? Um vírus. Os seres humanos são uma doença. Um câncer neste planeta. Vocês são uma praga.
E nós somos a cura.
Agente Smith - Matrix

E lá vai o vídeo:


Pledge to go fur-free at PETA.org.

25.7.08

Um pouco sobre os crentes, bichas, árabes e a mídia

Recebi um texto de um amigo que falava sobre a cegueira que as pessoas tem com relação às notícias do dia-a-dia. Não vou reproduzi-lo aqui na integra porque o importante não é o texto dele, mas a idéia geral.

Calma, deixe-me explicar: as pessoas dizem que estamos cegos, que o mundo está acabando, que estamos sendo manipulados e um tanto de outras coisas mais. Não é mentira que estamos cegos e que estamos sendo manipulados, mas não é o final dos tempos e as vítimas não são os Cristãos ou pais de família: o problema é geral e todos sofrem, se a maioria a nossa volta é Cristã, então essa maioria sofrerá, se a maioria é de pessoas heterossexuais é essa parcela que será mais afetada. E assim por diante.

As notícias de guerra, intolerância religiosa e outras mais saem na grande mídia sim, mas é tudo abafado pelo pão e circo – assim como os escândalos estão sendo abafados com notícias como "Inflação é menor do que o esperado", "Dólar fecha em menor valor desde 1999" e "Desemprego tem menor número desde 2001". Por aí vai o trem, ou você acha mesmo que as Olímpiadas na China são realmente o maior problema do mundo? Que o governo chinês é um monstro e que o resto do mundo é um ótimo lugar pra se viver? Que o Tibet é o único país massacrado por um invasor externo?

O problema não é se o cara é Cristão ou Islâmico, se é homo ou hetero, se é negro ou asiático... o que temos que discutir é igualdade dos povos e das pessoas pelo mesmo parâmetro. Não existe alguém mais ou menos certo, existem pontos de vista que devem ser respeitados.

E a recíproca deve ser verdadeira sim: se matam cristãos em países islâmicos, que o islamismo seja visto com maus olhos em países católicos, mas não que queimemos todos os islâmicos. Porém, se os países vivem no preceito do dito iluminismo ou tríade francesa (liberdade, fraternidade e igualdade) então isso deve ser levado em consideração.

O problema é que o mundo tende a seguir as modas ditadas por uma minoria que tem poder (leia-se aqui dinheiro) para decidir pela maioria - e a massa de manobra segue atrás com seus protestos e falácias vazias.

Não existem cotas para negros, as cotas devem ser para pessoas desfavorecidas economica e socialmente (o famoso dá "escola de qualidade pros pobres, Presidente mané"). Também não existe agressão homofóbica endêmica ou epidêmica, o que existe é agressão gratuita por não se aceitarem as diferenças - homossexuais sofrem com isso, religiosos de seitas ou cultos menores também levam a sua cota de intolerância, pessoas com cabelo ou roupa diferente.

O problema não é falta de Deus ou de Jesus no coração das pessoas, é falta de cultura, estudo e preocupação em ensinar o bom convívio. Precisamos de cidadania, criar uma cultura de paz, de igualdade real e de tolerância. Precisamos aprender e ensinar aos nosso amigos, filhos e familiares que devemos tolerar as diferenças dos outros para que as pessoas possam tolerar as nossas.

Soando repetitivo nesse argumento, que já usei antes por aqui, as pessoas vivem levantando todos os livros, capítulos e versículos do Velho Testamento, mas esquecem de citar as partes pra lá de importantes do Novo. Valores como "não faça com os outros o que não quer que seja com você" ou "ama teu próximo como a ti mesmo" são esquecidos. Se essas duas frases fossem aplicadas, não teríamos quase que problema algum. São menos de 50 palavras que resumem todos os livros sagrados do mundo, mas todos ignorados - afinal, quem é que ia para um culto para sentir paz interior se é melhor entrar em guerra com tudo e ganhar seu "espaço no Céu" (com ou sem as 40 virgens).

Enquanto apontamos os criminosos sociais, lá estão os neo-nazistas alemães ameaçando as pessoas que falam contra o facismo ou a extrema direita. Por aqui as coisas não estão diferentes, não existe liberdade de ser, mas sim os modelos que devem ser seguidos. Logo mais estão queimando pessoas na rua por sua opção sexual (e não por uma conduta de fato criminosa) ou crucificando religiosos por heresia contra os dogmas pré-estabelecidos pela região oficial.

Sinceramente? Depois de escrever isso tudo, o que eu penso MESMO é que a humanidade tem que seguir esse caminho mesmo e, que de preferência, se exploda de uma maneira bem rápida deixando a Terra sem nenhum filho da puta da raça humana - a gente estragou o que era legal e ainda fica gozando em cima das cinzas de um mundo que já foi bem melhor.

Se ainda fossemos um grupo que buscasse o equilíbrio e se pudéssemos adicionar algo ao universo eu até insistiria em nossa perpetuação, mas garanto pra vocês que se a gente conseguisse se espalhar por aí, faríamos do universo um grande lixão igual fizemos com o nosso planetinha hoje-não-tão-azul.

É isso. Fiquei puto. Vou tomar água antes que ela fique cara.

P.S.: E você acha que esse título merece um processo? Eu acho que sim. Se tivesse escrito outros apelidinhos legais lá é capaz até que me linchassem na rua. O título é uma ironia em como a maioria trata as ditas minorias. Se a gente chamar um católico de “rato de igreja” ele ficará puto da cara e falará em ofensa. Se você chamar um hetero de macho é capaz dele ficar ofendido (a maioria adora, nem liga). Rótulos deviam ser proibidos, mas infelizmente a ser humano é uma criatura que precisa de ícones e símbolos para representar suas idéias.

26.3.08

Quando o irrelevante realmente importa

O irrelevante é tão presente em nossa vida. Somos produtos de pequenas irrelevâncias constantes, filhos da futilidade que adquire papel de necessidade. Passamos despercebidos pelo mundo, a não ser quando uma propaganda de uísque ou cigarro diz que você pode fazer a diferença. Keep walking. Com alguma coisa em comum. Você só precisa fazer uma coisa notável. Os slogans vão se perpetuando para vender a imagem de que você faz a diferença, de que você é importante.

Na verdade, ninguém é tão mais importante do que a sua função no cotidiano. O que é importante de fato é a função exercida e não aquele que a executa. Quando removido o ator, a peça ainda continua. Você vai até sentir falta de um trejeito ou outro na interpretação, mas para a história, o que importa mesmo é que aquele papel foi interpretado, que o personagem ainda existe e que a função foi exercida no contexto – se com ou sem maestria, é coisa que não faz a diferença.

A memória é curta e as informações são rápidas demais, por isso, tudo é fútil e fulgaz. Tudo é desimportante. Os laços não são mais do que obrigações. Os gostares não são mais do que contratos. Você passa a ser apenas necessário em sua função e o preceito budista do “nada é, tudo está” se torna tão vazio e essa transitoriedade se torna incômoda.

Estamos aqui e quando deixarmos esse lugar, outra pessoa irá tomá-lo de alguma forma. Você não será mais necessário e, talvez, isso seja o que me incomode mais no mundo. Estranho assumir que o fato que lhe incomoda é a sua maior característica como pessoa: a fluidez das coisas me dá coceiras no céu da boca.

E o quase-slogan a verdade dói veio como mal cheiro dentro do elevador e bateu forte na minha cara.

Dói mesmo.