4.8.05

Faz tempo que eu não blogo. Coisa pra caramba pra dizer, coisa pra caramba que eu estou com vontade de falar, mas ando gastando tanto o tempo em viver a vida de fato que o meu "eu digital" ficou abandonado.

Algumas das coisas que estão me fazendo refletir nessa semana são banais, mas a maioria delas está relacionada ao meu cotidiano nerd.

Bom, pra quem está com tempo livre pra nerdear por aí, eu sugiro alguns links bem interessantes. O primeiro deles é a novela virtual que o Adriano (amigo meu daqui do trabalho) está escrevendo, intitulada "Alcachofras da Luxúria". Se você achou o nome estranho pegue para ler, você vai rolar de rir. Eu me diverti horrores - realmente, tem gente mais doente que eu nesse mundo! :D

Outras coisas que andaram fazendo minha cabeça foram as especificações de acessibilidade do W3C. Tá, isso é muito específico e um monte de gente deve ter feito cara de whatporraisthat, mas eu vou perdoar. Encontrei um documento em português que é uma tradução de phoder (isso, com PH mesmo) do material do W3C e vocês encontram aqui.Pra quem se interessar e for webdesigner, por favor, deêm uma lida nesse documento. Discutir sobre isso, para mim, é fundamental para o desenvolvimento de um uébi onde a informação seja livre e acessível a todos - sim, anarquia digital é diferente de liberdade de informação (a informação é viva).

Outras coisas engraçadinhas e motivos para discussão maiores estão por aqui na minha cabeça, mas deixa pra lá. Eu estou fritando de febre, com o lábio rachado e aplicando todos os conceitos de navegabilidade imagináveis para transformar idéia loucas em site uébi que é obrigatório por lei federal e decreto municipal. AAAAAAAAAH! Eu piro!

P.S.: Eu amo a minha coisinha pink linda sim. Já falei no flog que estou pouco me fodendo para o olho gordo. Amo e vou continuar assim. Ela me faz a pessoa mais feliz do mundo e o coelho mais preso por aí. Camões é de foder nessas horas, pois "amor é estar preso por vontade" - e eu estou completamente engaged. Love ya!

P.S. 2: Voltei a ler quadrinhos. Eu sou viciado nessa porra.

P.S. 3: Continuando minha novel de Sci-Fi. Preciso dos arquivos urgentemente. Até o final do ano termino. Até o final do ano publico.

25.7.05

O escorpião e o lobo se encontraram na beira de um lago. O escorpião disse para o lobo:

- Leve-me para a outra margem?

O lobo não quis aceitar o convite, pois bem conhecia a fama do escorpião como traiçoeiro e venenoso. De tanto o escorpião insistir com o seu pedido, o lobo, tocado pela fragilidade daquele pequeno ser venenoso e temido, acabou por ceder.

Eles então estavam a atravessar o rio quando o lobo sentiu em suas costas uma picada.

O lobo disse:

- Agora nós dois iremos morrer afogados. Por que fez isso?

E o escorpião respondeu:

- Não tenho culpa, é de minha natureza ser assim.

19.7.05

Pra comemorar a estupidez "Umana" e coroar o Darwin Award, tenho orgulhosamente o prazer de apresentar, isso aqui que é bizarro (cliquem por conta própria, eu não me responsabilizo pela informação altamente erótica e HILÁRIA!.

11.7.05

Seus ferrões não são afiados o suficiente, mon amis guêpes! Não adianta tentar, eu vou continuar sendo eu mesmo. Não adianta a quem eu não quero próximo tentar entender o que acontece aqui dentro, pois isso só importa a meia dúzia de pessoas que eu quero explicar. Não precisam ficar ofendidos também aqueles de quem gosto e que gostam de mim, mas prefiro que os que ficam apenas ao meu redor para tentar encontrar um furo na armadura para enfiar seus ferrões venenosos tentem achar outro alvo.

Não me importa quem não me quer bem de fato e apenas esteja querendo salvar os seus interesses para comigo. Saiam de perto de mim aqueles que me vem necessários para seus planos e não me querem bem como individuo. O que é livre, amigos, é livre por natureza e não pode ser preso, pois tudo o que é preso e era belo perde seu brilho devido as grades da prisão.

Nenhuma planta cresce realmente livre se não estiver fincado as suas raízes no solo e ave alguma exibe penas exuberantes quando colocada dentro de uma gaiola.

Não me venham com seus ferrões e nem mesmo com seus zunidos, não me interessa se querem me fazer acordar com picadas pois de sua sincerade eu dúvido. Apenas deixo de questionar aqueles que me são caros, não me importo suas reais intenções, nem mesmo quero ser antagonista de uma história que eu não fiz parte. Venham e tentem me envenenar que o meu veneno é mais potente e que o efeito será reverso.

Deixo de ligar para os que zunem, pois minha armadura é grossa, meu veneno é mais potente e minha saúde está em ordem. Se vocês querem um pedaço para digerir neste momento, dou-lhes meu dedo do meio, mas vão com cuidado, não tem espaço pra todo mundo, mas eu tento reservar uma hora para todos.

(Sim, stress).

6.7.05

Como disse o Henrique para mim outro dia:
"Você é tão estável quanto um castelo de cartas em um furacão classe 6"
Só que eu sei onde eu estou. Não é mais do alto da montanha que eu me vejo, mas do lado de dentro do meu casco.
A melhor matéria de todos os tempos!!!!!!!

Clique no título para ver ela no original!

Preciso ressaltar a frase:

"Ou você é gay, hetero ou está mentindo"


Leiam e riam muito!

05/07/2005 - 16h25m
Estudo diz que bissexualismo não existe
The New York Times


NOVA YORK - Algumas pessoas sentem-se atraídas por mulheres, outras por homens. E outros - se Sigmund Freud, Dr. Alfred Kinsey e milhões que se autodescrevem como bissexuais acreditam - são atraídos por ambos os sexos. No entanto, um novo estudo levanta dúvidas se a bissexualidade realmente existe, pelo menos em homens.

Realizado por uma equipe de psicólogos de Chicago e Toronto, o estudo serve de apoio para aqueles que há tempos declaram-se céticos de que a bissexualidade é um tipo de orientação sexual distinta e estável.

As pessoas que afirmam ser bissexuais, de acordo com esses críticos, são geralmente homossexuais, mas são ambivalentes sobre sua homossexualidade ou simplesmente fechados. "Ou você é gay, hetero ou está mentindo", como dizem alguns homossexuais.

No novo estudo, uma equipe de psicólogos mediu diretamente os padrões de resposta a estímulos a imagens de homens e mulheres. Os psicólogos descobriram que os homens que se diziam homossexuais de fato mostravam-se muito mais sexualmente excitados com um sexo ou outro, geralmente com outro homem.

O estudo é o maior já realizado sobre assunto e indica que 1,7% dos homens que se dizem bissexuais mostram padrões de atração física que substancialmente se diferem de seus desejos.

"A pesquisa sobre a orientação sexual tem sido baseada praticamente toda em relatos próprios e esse é um dos poucos bons estudos que usam medidas psicológicas", afirmou Lisa Diamond, professora associada de Psicologia e de Identidade de Gêneros da Universidade de Utah, que não participou do trabalho.

A discrepância entre o que está acontecendo na cabeça das pessoas e em seus corpos, disse ela, representa um quebra-cabeça "que a área agora tem que desvendar, e sobre o que queremos dizer quando falamos sobre desejo".

"Nós acreditamos que todo mundo é igual, mas temos evidências de que esse não é o caso", acrescentou Diamond.

Alguns outros pesquisadores que viram o estudo, que deve ser publicado na revista "Psychological Science, dizem que seria necessário repetir o estudo com um número maior de homossexuais, antes de que conclusões sejam tomadas.

1.7.05

A frase do dia é:

"... o que pega é Pica-Pau e Trem da Alegria"
- by Marcus


Tem coisas que só o trabalho e papos aleatórios fazem por você.

:P

30.6.05

Outro dia eu falei que a música "Longe do meu lado" do Legião Urbana tinha muito de ligação com a minha realidade. Estava certo quando o disse, pois não queria mesmo estar apaixonado.

A letra vai abaixo, depois falo sobre:

Longe do Meu Lado

(Letra: Renato Russo
Música: Marcelo Bonfá)

Se a paixão fosse realmente um bálsamo
O mundo não pareceria tão equivocado
Te dou carinho, respeito e um afago
Mas entenda, eu não estou apaixonado

A paixão já passou em minha vida
Foi até bom mas ao final deu tudo errado
E agora carrego em mim
Uma dor triste, um coração cicatrizado

E olha que tentei o meu caminho
Mas tudo agora é coisa do passado
Quero respeito e sempre ter alguém
Que me entenda e sempre fique ao meu lado
Mas não, não quero estar apaixonado.

A paixão quer sangue e corações arruinados
E saudade é só mágoa por ter sido
Feito tanto estrago
E essa escravidão e essa dor
Não quero mais

Quando acreditei que tudo era um fato consumado
Veio a foice e jogou-te longe
Longe do meu lado

Não estou mais pronto para lágrimas
Podemos ficar juntos
E vivermos o futuro, não o passado
Veja o nosso mundo

Eu também sei que dizem
Que não existe amor errado
Mas entenda, não quero estar apaixonado.


Sei que essa música é muito verdadeira. Não dúvido que quando você está apaixonado você abre brechas para machucados enormes e coisas ruins, mas é tão bom a inconsequência pré-adolescente que isso causa, principalmente em espíritos como esse aqui, que são intensos e vivem buscando lâmpadas para circundar. Sim, eu sou uma mariposa, vivo voando em volta do que tem brilho e buscando um lugar para estar aquecido, mesmo que as minhas asas se chamusquem às vezes.

A uns meses atrás (ou semanas?) eu vivia falando "Mas entenda, não quero estar apaixonado". Mudou tudo! Mudou tudo mesmo. Meu mundo está virado ao avesso. Sabe o que é mais interessante? Eu não ligo pro amanhã. Aprendi a mandar tudo se foder, do jeito estranho que eu conheço e que me assusta, afinal, eu vivia assim quando dizia "... não quero estar apaixonado". Agora vivo como um adolescente idiota, intensificando meu peito, vivendo feito gente grande mas pulando pelos cantos como se tivesse 16 anos.

Só que não tenho 16. Tenho 25. A idade não importa muito, o que aconteceu é que regredi bem além da adolescência. "Sou criança e não conheço a verdade", como diria Cássia Eler, mas prefiro adaptar e dizer "sou criança e ignoro de propósito a verdade".

Os ignorantes são felizes, meus amigos, prefiro estar entre eles a manter essa cara azeda de quem diz saber demais. Aceitem o conselho da natureza e da Lisa Simpson: "quanto mais você sabe mais infeliz se é".

É, hoje eu não sei de nada e nem quero saber. Só sinto.

29.6.05

Sinfonia de Nadas - só uma verborragia pro ou por acaso (a preposição pouco importa).

Alergia maldita que não me deixa dormir. São 01h29 da madrugada de terça-feira e eu aqui, parado na frente do PC, com um disquete para salvar a informação porque eu não estou com acesso a Internet em casa. A televisão ligada às minhas costas, passando “Sexy and The City” e a minha amiga (e roomate) deitada no sofá assistindo. A voz da Sarah Jéssica Parker (?) ao fundo e aquele melodrama de uma cidade enorme, com uma fauna sexual vasta e todos aqueles problemas de relacionamento que chegam até a dar no saco.

Queria poder dormir, mas a soma de rinite, asma e euforia está me deixando agitado. Nem o rádio consegue me colocar pra desmaiar, nem a vontade de sonhar e acordar amanhã para que o amanhã venha mais ligeiro. Sou feito de agoras (ainda vou patentear essa frase), mas queria tanto um amanhã, uma leve acelerada nos dias e nos meses, para que alguns objetivos se tornassem concretos.

Hoje eu tenho metas, não sonhos, e isso me assusta de uma forma nova. Nunca na minha vida me senti tão “adulto” e estou olhando para mim e vendo que cheguei em um ponto que é preciso começar a colocar as decisões passadas para valer. Agora faz sentido seguir adiante com uma postura mais responsável, mesmo que a minha vida seja feita de um glamour que a maioria das pessoas não consegue entender. Eu vivo na urgência, quero tirar o máximo proveito de todos os instantes que eu tenho, não quero perder nada e até mesmo o que é ruim acaba sendo do meu agrado.

Não me levo para baixo, mas quando vou em direção ao que é ruim vou com o mesmo anseio de quando vou em direção a algo bom. Abraço o Paraíso e o Inferno com a mesma força, não tenho que me livrar do que me é amargo só porque é do feitio da maioria o fazer. Prefiro tirar uma lição de tudo e hoje eu tiro leite das vacas gordas. Posso não ter tudo o que eu quero, ser tudo o que eu desejo e estar onde eu penso que poderia estar, mas agora tudo tem um encaixe diferente e a máquina gira suas engrenagens em direção de um caminho mais aprazível.

Estou vivo. Sinto o corpo pulsando e tudo o que guardo em minha mente já não importa muito, nem o lugar onde deve estar cada imagem. Não julgo mais fantasia ou realidade, apenas vivencio o que as duas me dão de melhor. Fantasio na realidade e realizo na fantasia, tudo é medido de um forma praticamente maníaca - tenho a compulsão de inserir-me nesse contexto, não sei porque diabos.

Então, descubro-me uma pessoa nova, mas não inédita. Sou a repetição de tantas coisas que me cercam que acabo sendo uma colcha de retalhos de impressões capturadas por minha alma. Sou raso e profundo, sou Gita do Raul Seixas mas sou também Sex Bombdo Tom Jones. Sou uma música do Placebo mas acabo tendo muito mais cara de Legião Urbana. Sou um amontoado de cifras mesmo que eu não saiba nem tocar Do Ré Mi no violão. Sou incompreensível para mim mesmo e não me imagino compreendido por ninguém.

Só que eu encontrei o meu lugar, mas desejaria agora estar naquele “local mágico onde os sonhos nascem”, pra lá da Terra do Nunca, mas não deitado do lado do Michael. Preferia ser Michael, mas não o Jackson; gostaria de ser o Michaeldaquela música do Franz Ferdinand, “a beautifull boy in a beatifull danceflor”. E não sou? Posso não ser um rapaz bonito, mas vivo em uma pista de dança, mesmo que não seja em nenhuma casa noturna, em um club.

Vivo em meu bailado por todos os lados. Pulo para onde a música pede que eu pule. Desvio das bitucas de cigarro e dos copos que derramam a bebida em minha direção. Salto por entre os corpos, navego por entre o suor, a fumaça e a luz estroboscópica. Danço, danço e danço. Meu bailado pode não ter a graça que eu gostaria, mas sóbrio eu continuo sendo eu mesmo - ébrio eu sou eu mesmo ao quadrado.

Enquanto eu me procuro não me acho, mas quando olho para o lado é que eu me enxergo. Estou lá, refletido em dois olhos castanhos, em um mar de paixão distorcida num reflexo de um olhar. Estou fitando o que eu desejo, mas não é o meu reflexo no mar marrom que vejo no horizonte. Sou sugado pelo maëlstrom que vaguei por minha mente, um redemoinho castanho que me leva ao fundo.

E entendo as palavras do Renato Russo, mesmo que nunca essa música maldita me venha a mente além do agora (e os agoras me vem sempre, paradoxalmente sobrepostos): “é preciso amar / as pessoas como se não houvesse amanhã / porque se você parar pra pensar / na verdade não há”.

Martela esse refrãozinho em minha mente, somado a tantas outras letras da minha aborrecência, talvez por eu ter ouvido Legião Urbana demais e Engenheiros do Hawaí de menos - ou seria o contrário? Não, minha infância foi repleta de Elis Regina, Roberto Carlos, Belquior, Chico Buarque, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila e Benito de Paula, mas também eu tive as minhas diversões em Balão Mágico, Três Patinhos, Menudo, Dominó, Polegar, Titãs, Iron Maiden, Plebe Rude, Guns’n’Roses e mais um apanhado de nomes. Só que eu não entendo porque diabos algumas letras se fixaram tanto, mesmo quando eu cantava erroneamente “homem que mata, capitalismo selvagem”.

Antes eu era um ridículo assumido, oitentista, filho da década do mau gosto (o pior é que o mau gosto voltou e agora é hype, como diz um amigo meu: “quando as ombreiras voltarem à moda será o último sinal do Apocalipse!” Sic), senhor das idéias ruins que tinham todo aquele ar místico de genialidade.

Hoje sou um ridículo disfarçado, com pés-de-galinha brotando nas laterais do rosto e olheiras fundas de não dormir direito.

Hoje sou um ridículo disfarçado de inteligente, herança dos publicitários que nasceram junto comigo (ô, profissão de merda - minha mãe sabe do que eu estou falando), talvez por ser incompetente e não conseguir ser ridículo de verdade. Prefiro os tapas na cara do que os tapinhas idiotas dados nas costas que vem no pacote, amarrados com os sorrisos amarelos e os compreendos paraguaios.

Vou continuar sendo esse babaca e ficar cantando Legião Urbana por todos os cantos, porque hoje, talvez pela visão puxada dos pés-de-galinha, eu entenda os meus pais e saiba que o Belquior tinha razão (mas pelo amor de Deus, cantado pela Elis).

No final das contas, dessa viagem insólita entre a minha mente desperta quando era para estar dormente ainda, sobrevive alguma lucidez sincera, perdida em meio a tanta genialidade hipócrita: a imagem de um rosto que eu queria agora ao meu lado e não gostaria de que saísse daqui jamais.

Agora eu volto pra cama, mas vou sozinho. Meu colchão de solteiro nem é tão solteiro assim, mas ainda falta muito para eu estar onde eu queria de verdade.

Um dia eu ainda vou ter carro, casa, gata chamada Cleópatra, cachorro chamado César e um periquito chamado Esperança. Um dia eu terei você ao meu lado, passeando pelo parque de mãos dadas e olhando saudoso para as balanças.


28/6/2005 01:57:24
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Sim, o texto foi escrito na terça e eu estou publicando hoje. Pobreza é foda, o disquete tinha dado pau e eu só consegui fazer essa meleca agora.

28.6.05

Eu que sou burro ou o mundo é feito de gênios?

Leiam isso aqui.

Juro, juro que não consigo fazer isso entrar na minha cabeça. Falta ácido, falta cérebro ou faltam mais algumas 24 horas sem dormir - 48 horas direto não são o suficiente para permitir que eu goste de algo assim.

Jesus está chegando e ele veste kilt. Quero uísque, cama e um abraço teu.