3.11.05

Acho fantástico a apropriação de um costume nada ligado a nossa cultura raiz como é o que ocorre com o tal do Rélouiem. Incrível como absorvemos esse pseudo-feriado de forma tão natural. Os norte-americanos festejam essa porcaria de feriado com outro significado, baseado em seu folclore local que varia de lendas irlandesas (nem eles assume isso de fato). A lenda daquele famoso “cara com cabeça de abóbora”, o tal Jack’O Lantern, vem de uma lenda irlandesa igualzinha, só que o tal do Jack colocava um outro vegetal no lugar da abóbora do tipo moranga na cabeça.


Mesmo sabendo que a variação do referido feriado vem de alterações no decorrer dos séculos do Dia de Todos os Santos, somado a cultura céltica que festejava o Ano Novo druída nesta mesma época. Estes fatores coincidentes criaram então a soma do Dia de Finados (dia posterior ao Dia de Todos os Santos) e o ano novo dos celtas. Essa idéia somou então o paganismo ao cristianismo, uma das combinações mais comuns em todo o mundo (a crença católica sempre se soma a outras religiões e criaram-se diversas variações do cristianismo devido a isso - vide a própria soma Candomblé e Catolicismo).

Os brasileiros se apropriam dessa cultura devido a um esforço da industria de guloseimas e afins para conquistar mais um nicho dentro do mercado nacional, já que o já não tão famoso Dia de São Cosme e Damião não cumprem seu papel.

Dentro da crença católica apostólica romana (pra quem não sabe, o Brasil é o maior país católico apostólico romano do mundo – pois essa é a religião oficial no país) a morte sempre esteve ligada a austeridade e não às festas. A idéia do Halloween sempre foi a de um dia “negro”, transformada pelos “americanos viciados em feriados pra vender coisas” para socar doce na criançada.

O dia 31 não existe em nossa cultura, mas para o folclore norte-americano está ligado intimamente ao dia dos mortos. Várias culturas celebram seus mortos de maneira distintas, tais como os celtas que bebiam e faziam festas de Samain e os mexicanos que festejam seus mortos com festas alegres e muita bebida.

No Brasil, festejamos o nosso próprio dia para os mortos, o tal do Dia de Finados. Neste dia os ritos são bem distintos, pois, de acordo com a fé cristã, ninguém deve celebrar os mortos, somente Cristo. Só que tem um monte de lacunas aí que permite a “memória dos que já foram”.

Pessoalmente eu nem festejo o Dia de Finados e nem sou católico praticante, oficialmente eu não tenho religião e sou uma salada de frutas no quesito "mistura de crenças", mas nem por isso deixo essas bobeiras passarem - fico reparando no que me rodeia.

O grande problema é que nos rendemos, mais uma vez, e perdemos a soberania cultural. As festas do nacionalizado “Dia das Bruxas” continuam por aí e a gente vai perdendo um pouco mais da nossa própria identidade cultural, absorvendo a tal da liberdade americana e daquela merda de pensamento de “eles querem que paremos de voar e comprar”.

O povo gosta mesmo é de pão e circo – e quanto mais gordo o pão, mesmo que sem miolo, ou mais bonita a roupa do palhaço, menor é a reação da platéia para a verdade que está fora da tenda.

Triste.

31.10.05

"Quando ficamos de quatro as coisas funcionam"

Hoje eu e a Luli chegamos nessa conclusao mística!! Foi um dia de profunda iluminação em nossas vidas.

Chegamos do almoço frustrados, pois fomos comprar um case de CD e não encontramos o "tio dos cases", um camêlo que está sempre na Rua Xavier de Toledo vendendo esses utensílios muito procurados por "dijeis" e "dijéias" (e o povo que adora baixar porcaria pela Internet e manter em uma semi-ordem olística). Misteriosamente ele nã oestava lá, tinha se transformado em um "tio do guarda-chuva", coisa que acontece com todos os camelôs do centro de São Paulo e região da Paulista quando começa a chover (não sei de onde eles tiram todos aqueles guarda-chuvas e nem onde eles colocam as mercardorias anteriores, perguntem para eles, pois isso não compete a mim, cada um com suas opções sexuais!).

Voltamos então falando merda (sim, porque só sai porcaria daqui) e tirando onda do "tio estátua prateada" que fica na esquina da Xavier e do Viaduto do Chá.

Chegamos no trabalho e levamos um olé fenomenal dos elevadores. Três deles fingiram descer, mas na verdade estavam subindo. Ficamos esperando e demos o bote no quarto, por via das dúvidas foi uma tocaia mesmo. Subimos, entramos e fomos a caça de um café consolador, nada! A máquina estava sendo arrumada.

Tentamos então formatar a máquina da Luli (dó dela, afinal, Ruindows 98 ninguém merece!!!!!) e a unidade de CD dela não funcionava. Nem na base sexual agressiva funcionou, colocando um clipê de papel naquela entradinha de emergência. Desencanamos.

Então, começamos a colocar um pendrive nas unidades USB de nossas máquinas que, estratégicamente para nos humilhar, encontram-se embaixo de nossas mesas.

Fomos nós ficar de quatro.

Várias vezes o fizemos e em computadores diferentes. Qual o resultado?

A unidade de CD, misteriosamente, começou a funcionar e a máquina de café foi reparada. Depois de tudo acho que os elevadores voltaram a funcionar direito e o "tio do guarda-chuva" voltou a ser o "tio dos cases".

Nossa conclusão mística foi que "toda vez que a gente fica de quatro, alguma coisa volta a funcionar". E olha, é uma idéia bem avançada para os padrões de pensamento nossos, ou melhor, é uma idéia bem porca mesmo! :P


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E não percam, gente! O Toy Lounge abriu de vez. O final de semana que passou foi divertidíssimo. Quero ver vocês lá na sexta e no sábado!

Até.

25.10.05

Bom, pra tirar a seriedade um pouco dos meus textos e escrachar o mundo um pouco (porque tudo é uma bosta, eu sou reclamão, mas ainda dou risada da humanidade - que se fosse pra chorar, eu ia desidratar).

Ontem eu precisei usar um serviço de mapas, especificamente o mapas do UOL (não vou passar links, seus preguiçosos, deêm pageview pro UOL, vamos lá, vamos lá - eles precisam ganhar $$$).

O resultado foi que eu fiquei com uma dúvida e, na minha pressa coelhística, não consegui achar o que eu queria. Então, mandei um e-mail para sanar a minha dúvida simples. A mensagem exata eu sei porque eu recebi uma resposta do serviço hoje e devo dar os parabéns para eles, afinal, foi bem ligeiro o atendimento (sem ironias, pelo menos aqui).

A pergunta foi, segundo o e-mail em resposta:

Data : 24/10/2005
Cidade :
Endereço/Numero Origem : Alberto Byington,
Endereço/Numero Destino : ,
Usuário : Fernando Bellentani
Email : fernandobellentani@uol.com.br,
Comentarios : Não consigo traçar uma rota entre um endereço de São Paulo e Osasco. Isso não é possível? Att. Fernando Bellentani
O problema não foi o tempo da resposta, mas sim a resposta em si.

A resposta foi a seguinte:

Boa Tarde Sr. Alberto,

Para verificar rotas sendo assinante Uol entre com seu e-mail e senha no [URL do site de mapas] onde diz "Se você é assinante acesse grátis por aqui" e clique em rotas ponto a ponto que o site faz a roteirização para você.

Qualquer dúvida, por favor, entre em contato conosco.

Atenciosamente,

(NOME DO ATENDENTE)

Fone: + 55(41) 000000 . ramal: 000
Fax: + 55(41) 000000. ramal: 000
E-Mail: [atendente]@[nomedositedemapas].com.br
Notaram alguma coisa de errada?

Bom, vamos facilitar a vida de vocês numerando as coisas engraçadas:

  1. Meu nome não é Alberto. O meu nome estava escrito, juntamente com meu sobrenome em TRÊS lugares na mensagem. O primeiro, o lugar certo, no campo "Usuário"; o segundo, não tão óbvio, em meu endereço de e-mail; o terceiro, também não tão óbvio quanto o primeiro, estava no corpo do meu texto, em uma assinatura "padrão" (Att. Fernando Bellentani). Então, de onde veio o tal do Alberto? Simples, veio do campo "Endereço/Número de origem". Duh? Sim! :P
  2. A outra coisa é que eu já estava logado no sistema, o nome foi pego, possivelmente do meu cadastro e, caso não tenha sido, "duh!" pra quem fez o sistema;
  3. O melhor é que ela não respondeu a minha pergunta. Dei um panorama sobre o erro em uma afirmação e fiz uma pergunta direta, mas usei a formatação da moda de questões (claro que eu faria como o referendo, colocando toda pergunta na ordem lógica contrária utilizada pelo português brasileiro - com a afirmação ao contrário, com a pergunta utilizando uma negação pedindo uma resposta afirmativa se a pessoa quer dizer 'não'): Isso não é possível? A resposta que eu aguardava era um "sim" ou "não" e, talvez, um porquê. Porém, o que recebi foi uma lição de como me logar no site. Legal, né?
Eis o melhor exemplo de bom atendimento do universo. É por essas e outras que eu fico olhando para mim e para as pessoas que eu convivo e perguntando: Será que se a gente se mudar para a Lua montaremos uma sociedade considerada de gênios ou é a humanidade que é estúpida mesmo?

Ainda nessa semana:

"O referendo NÃO passou e eu já sabia: um ensaio sobre a merda toda que esse referendo significou e todas as nuances para você ficar pensando em super-conspirações que não são mentira".

P.S.: Se vocês ainda não entenderam, esses meus textos são apenas desenvolvimentos ruins da minha forma de pensar e uma tentativa frágil de tentar fazer os outros pensarem.

P.S.2: Os nomes foram emitidos para segurança da moral dos envolvidos (rs)

21.10.05

Eu sou a favor do desarmamento civil por vários motivos e são muitos argumentos. Armas em punho da “pessoa comum” é besteira, ao menos que você pense como o Che Guevara ou o Fidel Castro (se pensa assim, você tem três alternativas: (1) ir pra Cuba, (2) voltar no tempo ou (3) ir pra Colômbia ou Bolívia que lá tem guerrilha).

Defendo um estado democrático, onde o cidadão tenha que se preocupar com outras coisas mais necessárias, como a melhoria da infra-estrutura da própria sociedade. Ter uma arma não significa que ele vai estar se defendendo, mas fazendo parte do problema – é o mesmo que eu munir os meus glóbulos vermelhos com ácido sulfúrico em cápsulas e falar para eles atirarem isso toda vez que algum vírus tentar entrar no meu corpo, já que os glóbulos brancos não dão conta do problema!

Esse negócio de olho por olho e dente por dente não me é atrativo e não acho que é assim que resolvemos qualquer problema. Por mim a posse de arma seria proibida sempre e desde o início do Estado brasileiro.

Não acho que a lei de desarmamento irá diminuir a violência ou que a posse de armas ilegais pelos bandidos não mais acontecerá, mas acredito que o desarmamento civil faz parte do status quo do Estado. Defendo um estado soberano e que determine a defesa dos interesses civis de outra maneira. O Estado não é nosso pai ou mãe, como defendem os interesses socialistas, mas sim o fornecedor de divisas e meios para que nos desenvolvamos como indivíduos, buscando, da melhor forma para a maioria, o melhor estado conveniente. O Estado ideal, com igualdade a todos, é utópico, mas ainda podemos lutar para que o interesse da segurança do cidadão seja determinado pelo Estado.

Não acho que a lei de desarmamento irá diminuir a violência ou que a posse de armas ilegais pelos bandidos não mais acontecerá, mas acredito que o desarmamento civil faz parte do status quo do Estado. Defendo um estado soberano e que determine a defesa dos interesses civis de outra maneira. O Estado não é nosso pai ou mãe, como defendem os interesses socialistas, mas sim o fornecedor de divisas e meios para que nos desenvolvamos como indivíduos, buscando, da melhor forma para a maioria, o melhor estado conveniente. O Estado ideal, com igualdade a todos, é utópico, mas ainda podemos lutar para que o interesse da segurança do cidadão seja determinado pelo Estado.

Não abro mão da minha liberdade abrindo mão da arma de fogo. Continuo com o Direito de me defender, só não posso ter um revólver.

Sem a lei de desarmamento NUNCA mais vai ser possível, pois isso é lobby da industria armamentista. Eu acredito que essa lei só não passou direto porque alguns interesses financeiros fodidos estavam em jogo. Desculpem-me, mas eu sei que o mundo gira em torno da grana e que a guerra e a violência são as coisas mais lucrativas do mundo (as grandes civilizações sempre giraram em torno disso, não somos diferentes, só estamos menos “hegemônicos”).

VocÊ acha que as armas utilizadas para crimes comuns são todas de contrabando? Se pensou sim, pensou errado. A maioria são armas que foram adquiridas legalmente.

Armas de crimes comuns são armas legalizadas, adquiridas em algum momento de forma correta e vendidas ou desviadas através de furtou ou similar para o criminoso. A arma de crime de grande porte ainda é ilegal, aquela conquistada através do contrabando. Não sou ingênuo e sei que os AR15, UZI, lança misseis e aquele monte de arma que o tráfico ou o grande crime usa não são legais. Só que a maioria das armas ainda é.

Sou a favor do SIM e sou a favor do desarmamento civil. Não mudo e vou continuar sendo. Eu NUNCA terei uma arma de fogo em minha posse. Prefiro pagar por minha segurança de outra forma, realizar outras modificações do que dar um tiro ou usar uma arma pra “mostrar quanto eu sou macho”.

São várias coisas que me deixam com a consciência tranqüila:

I) Um taco de baseball na parede vai me defender de um assaltante em minha casa da mesma maneira que um revolver e meu filho não vai bater na cabeça com o taco porque estava vendo como ele funcionava;

II) o meu vizinho não vai me espancar até a morte com o taco porque eu incomodei ele de alguma forma;

III) minha mulher não vai me dar um tiro pq me pegou com outra;

IV) e o cara no transito não vai esmagar minha cabeça no asfalto porque eu, sem querer, bati no carro dele.

Não preciso provar isso pro mundo, que arma de fogo só piora os níveis da violência. Quanto maior a defesa da pessoa comum, maior é a violência do ataque dos criminosos. O que tem que ser feito é direcionar esforços para sanar as coisas, mas o problema é que todo mundo se apega a seu revolver como ele fosse o objeto de segurança maior. E não é... não adianta muito. Revólveres mal utilizados já foderam mais gente do que ajudaram, pode ter certeza.

E se eu preciso colar a porra de um adesivo na minha casa escrito “NESTA CASA NÃO HÁ ARMAS DE FOGO”, eu o faço!!! O meu taco de baseball estará lá, junto com o meu direito de proteger a minha propriedade e minha família. O que estará também é a certeza que eu não terei problemas maiores, que entrarão na minha casa pra roubar tudo, menos um revólver e também que meus filhos não deram um tiro na cabeça do coleguinha porque estavam brincando de Power Rangers.

Se você acha que arma resolve alguma coisa, garanto que acha também que a camisinha anti-estupro da sul-africana Sonette Ehlers funciona. Então, vamos importar algumas delas e começar a utilizá-las por aí, afinal, vai diminuir o estupro, assim como ter um revólver em casa vai diminuir os assaltos. Fazer o quê, né? Algumas pessoas (a maioria, diria) tendem a se amarrar na falsa segurança.

Essa é a minha opinião.

14.10.05

Vai, agora tem que me responder, você é darquê ou gotiquê?

O Orkut consegue, a cada dia, nos inundar mais com as besteiradas da net. Acho fantástico, de verdade, o tempo e a força que as pessoas perdem tentando ser. Acho que tenho que dividir esses grupos em dois:

A) Aquele de adolescentes que realmente estão procurando se encaixar em algum lugar no mundo;

B) O de pessoas que tem cérebro de adolescente e, espero eu, mudem ele algum dia após muita porrada na moela!!!!!

Custa às pessoas entender que rótulo não leva a nada, você apenas tem que ser você mesmo e cultuar a individualidade, o ser.

Outro dia tive uma conversa esclarecedora sobre isso com uma amiga, mas no final, ela acabou fazendo como eu faço as vezes e colocando o seu ar "intelectualóide" perto da falta de educação e prepotência.

Enfim, ser não necessita de explicação.

Mas aquele link merece o trófeu "Darquêdumal" do ano, ah, merece!!!!

13.10.05

.eDevemos tomar cuidado. Os problemas nacionais estão centralizados, na verdade, em uma disputa invisível de território entre Brasil, Argentina e Uruguai.

Sem saber estamos tendo um conflito internacional e os problemas no Rio de Janeiro, no Norte e no Nordeste são apenas chamariz para desviar a atenção da população do verdadeiro conflito.

Bom, isso é o que diz o relatório da CIA sobre o Brasil!

E você acha que a CIA erraria, afinal, existiam armas químicas e de destruição em massa no Iraque, não é mesmo? Ah, claro, e o Saddam era amigo íntimo do Bin Laden.

:P É mole?

Vocês sabem o que significa esse tipo de informação, não é? As entidade de inteligência chamam isso de "guerra de informações". Criando uma possível zona de conflito em uma região de interesse, faz com que a população norte-americana fique propensa a aceitar uma invasão futura como uma ação "pela paz mundial e contra o terrorismo". Aquele blablablá todo que dizia que a Al Qaeda tinha unidades nessa mesma região não passou de uma manobra para criar essa "zona fraca" dentro do território nacional.

O interesse americano naquela região é notório, por diversos motivos. Uma enorme reserva de água potável, uma região que faz fronteira com três países importantes dentro do contexto sul-americano e a lista vai seguindo!!! Fazer isso é criar a mesma tensão que eles criaram no Irã e no Iraque ou entre as duas Coréias. É útil, porque eles podem defender qualquer interesse futuro lá inventando uma justificativa besta.

Se os americanos estivessem de fato interessados na paz mundial, eles teriam enviados tropas pra putaria que rola nos Balcãs, entre Paquistão e Índia, Judeus e Árabes, Africanos versus Africanos, etc. O grande problema, meus amigos, é a eterna luta entre soberania e interesses: fala mais alto a potencialidade de roubar alguma coisa do que o acerto das coisas por aí!

O mundo é feito de interesses, logo logo seremos alvos deles também (já somos), mas de maneira bem mais violenta. Está na hora da gente olhar pro nosso quintal e, ao invés de comprar fruta na quitanda do vizinho, comer o que plantamos aqui mesmo, não é?

A gente agora só pode torcer para que o fim do mundo seja, pelo menos, divertido!

11.10.05

Eu não sei mais o que é verdade ou o que é forjado, sabem? Pois internet é uma meleca pois é muito fácil se passar por outrém quando conveniente. Não sei até onde as pessoas são elas mesmas, mas sei que isso tudo já passou do limite da brincadeira. O que eu sei, queridos, é que eu tenho um monte de agradecimentos pra fazer para todo mundo que esteve na Toy na sexta.

Tivemos alguns problemas com a infra-estrutura da casa, devido a um atraso que se iniciou devido a não-ligação da energia pela Eletropaulo. Bom, ela só foi ligada por conta de argumentos soltos pelo Chock (que lutou pra que isso não deixasse de acontecer). Deu certo, porém, o atraso já tinha acontecido e tudo começou a se enrolar. Mesmo assim o pessoal que estava levantando as coisas insistiu e foram sendo feitas as finalizações - foi um stress só, tenham certeza disso! Podem até nos chamar do que quiserem, mas não "folgamos". Tudo tem um pingo de suor ao menos, trabalho de verdade e não "falso status"! O trabalho de várias pessoas está lá, desde os pedreiros, eletricistas, som, acústica, bar, pintura, segurança e afins, até o pessoal da casa. Chock, Sammy, Wilma e eu ficamos lá dando uma mão, ajudando no que pudemos. Uma noite varada, sujeira, choques, cortes nas mãos... mas tudo para a gente honrar a data que marcamos. Não deu, infelizmente, porque serviço tinha ficado pra trás.

No final das contas, a galera chegou. Gostaria MESMO de agradecer ao Zé (Mr. Lady), ao Fábio Z, ao Rabih, a Ju, a Bruna, ao Fester, ao Vecks, ao Paulo e a todos aqueles que de alguma forma colocar a mão na massa. Não rolou de abrir tudo na sexta, porém, ficamos muito contentes no sábado, quando entramos com tudo... o pessoal se divertiu, foi uma correria pra atender bem todo mundo e afins.

Grato fico a todos mesmo, pois o que fazemos é um trabalho honesto e aberto. Não precisamos de subterfúgios para crescer. A Samanta e o Chock idealizaram um lugar para os amigos, um lugar onde o respeito impere. Não é do desejo do staff da casa encher o local com 400 pessoas pra torrar o cu de dinheiro e colocar o conforto + segurança alheio em risco, afinal, as pessoas vão pra balada pra se divertir, não pra se socar em um ambiente que parece mais uma gaiola de hamsters.

Se vocês ouvirem por aí que roubamos uma idéia e blablablablá, só fica ao seu critério acreditar. Tudo isso não passa de ciúmes ou frustração ou sei lá o quê. Honestidade está em falta no mercado, mas eu não sei ao certo onde vocês podem encontrá-la de fato.

Aliás, sentem e reflitam: se um monte de gente "do bem" tá pulando fora de um lugar para não mais voltar, será que o problema é com TODAS essas pessoas? Só pensem.

Comendo frango e arrotando faisão?

Olha, estão cobrando pela “invenção” do fogo e da roda, sabiam? É, isso mesmo. Algumas pessoas por aí ainda estão falando que abrir casa noturna e fazer divulgação pela Internet é invenção própria deles. Casa temática também, sabiam? A primeira de todas foi aberta a uns anos atrás, ninguém nunca havia pensado nisso antes. Até acho que eles deveriam patentear o “casa temática e com divulgação na Internet”. Seria “super válido”, como dizem por aí!

As outras pessoas teriam que pagar royalties toda vez que fossem abrir casas noturnas. Acho também que o Alvará de Funcionamento deveria ser liberado somente após o pagamento dessas taxas para os inventores de tal idéia. Novamente, é “super válido isso”.

Sabe como é, talvez seja porque eu não tenha opinião própria ou seja um alpinista social (SIC), mas ainda acredito no trabalho sério e livre. Algumas pessoas sequer sabem a diferença entre direitos e deveres, talvez nunca tenham lido o código civil, nem mesmo a constituição. Os inventores da roda acham que todas as idéias lhe pertencem e que vivemos em uma ditadura – só se pode ter livre ação e pensamento se você jurar fidelidade a sua bandeira. Quanta besteira!

Algumas pessoas são competentes de fato, isso eu pude comprovar nos meus anos todos de divulgação de baladinhas e de “jogação” nas mesmas. Um número considerável destas pessoas é fantástico, sabe mesmo como construir imagem, fazer o trabalho braçal e conhece a dificuldade que é ter um “trabalho” - não usam como pretexto para "catar" pessoas ou para inflar alguma lacuna ou disfunção em seu ego. Levam a sério o que fazem, estudam e praticam. Tentam atender da melhor maneira possível os clientes, tentam divertir o pessoal e vivem sempre suas vidas paralelas sem deixar que elas interfiram naquela outra parte, que é a vida real.

Não adianta, por mais que o digam, viver de uma pseudo-vida não é saudável. Talvez, essas pessoas só compreendam isso de fato quando forem “bichas velhas”, “quarentões sacanas” e “caras chatos que vivem bêbados e/ou drogados nas baladas”. Mal sabem essas pessoas que a maioria das amizades que conservam são com pessoas nocivas, que vão virar as costas assim que o novo “lugarzinho da moda” aparecer.

A maioria das pessoas incompetentes se rodeiam de sanguessugas e formam um fã-clube de imbecilóides que nem sabe o que estão a dizer. Todo mundo tem um boato novo, uma história nova, uma informação qualquer ou um bafon quente pra jogar – com as mentiras plantadas as pessoas ganham status (ou um pseudo-status que eu ainda hei de entender porque é tão atrativo assim).

Acredito muito que quando uma pessoa planta um boato ou uma situação, ela não é de confiança. Se falam mal dos outros, com certeza irão falar mal de mim. Pessoas sem vida adoram meter o bedelho na vida alheia e detestam a felicidade daqueles que “perderam”. Tudo se resume a ciúme e inveja.

Gente falida diz que o outro é falido para esconder sua situação. Gente mal amada diz que o outro é mal amado para não encarar sua solidão. Tudo se resume a isso: falta de coragem e negação.

Enquanto isso, eu fico muito bem e feliz com as pessoas de verdade, porque eu não preciso do que é de mentira. Aceito-me bem do jeito que eu sou, com meus defeitos e meus erros. Não vai ser uma cirurgia plástica no nariz que vai me melhorar como individuo, nem mesmo a aplicação de silicone ou um peeling mal realizado.

O que eu sou não precisa de reparo estético, mas sim de coisas que a maioria das pessoas não enxergam: sou melhor quando assumo os meus erros e tento arruma-los em mim mesmo. Quando modifico o que eu sou não é pra negar uma realidade que eu não suporto, mas para um prazer que só vem a mim quando assumo algumas características – não é a maquiagem ou a cor de meus olhos que vai me definir! Não mesmo!

O que eu sou está por baixo da pele, mas aqueles que só vivem dela não vão saber o que é.

As idéias são livres e me definem como ser, assim como definem outras pessoas. Gente fantástica é gente transparente, não precisam de subterfúgios para ser – apenas são e acabou.

Não preciso namorar alguém para ser eu mesmo e se eu estou com alguém é porque amo. Se vou me casar é porque encontrei a pessoa que me completa, não preciso disso para ser melhor, mas sou MUITO melhor com ela, pois o que temos só a gente sabe como é.

Não vivo da noite. Minha vida está em outros lugares e faço o meu trabalho muito bem.

Não preciso ser um ícone, só preciso ser eu mesmo sempre, mesmo que as pessoas não consigam entender o que é ser autêntico.

Não preciso editar conversas ou ofender e depois ficar moldando a opinião pública, pois eu vou continuar vivendo assim mesmo aos quarenta. Não preciso respirar juventude ou plantar minha semente por aí porque eu gosto de trepar sem camisinha – planto a minha semente de forma responsável e amo com zelo, coisa que essa gentinha não compreende.

Sou feliz com a felicidade das pessoas que eu gosto e não busco prejudicar ninguém. Meu pensamento é livre e conheço os meus direitos. No final, as pessoas não precisam saber quem eu sou, pois vou continuar sendo eu mesmo independente da tietagem que a maioria vê como meta para se perpetuar – eternizo-me nas pessoas que eu amo, não nas massas, “pois o que importa de fato é invisível aos olhos”, citando Saint-Exupèry mas entendendo seu verdadeiro significado.

As idéias são livres e não há como segurá-las, pois são bens imensuráveis. Se isso é uma inverdade, então, por favor, achem o dono da patente do fogo e da roda, preciso pagar uma porcentagem cada vez que os uso.

E algumas pessoas deveriam ler o Artigo Quinto:

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (...)

Principalmente os itens IV e V:

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

Acho que é isso.

3.10.05

A vida é engraçada! Só posso afirmar isso cada vez que os dias passam e pra cada ruguinha que ameaça aparecer em meu rosto – é bom avisar para as que estão chegando agora que elas vão ter trabalho, porque vai ter muita risada pra fazê-las saltar para fora.
Nos últimos tempos ando vendo que realmente as pessoas se incomodam (e muito!) com a felicidade alheia. Não conseguem assumir o seu lugar e ficam lá, remoendo suas frustrações em todas as formas possíveis. Algumas dessas pessoas até tentam fazer a diferença e vir tentar tolhir o que você tem de bom, mas não conseguem por estarem focadas em objetivos tão mesquinhos e imbecis.

O circo se monta a sua volta e as pessoas vêm para cima, querendo também enfiar a cabeça no leão. Ops, na verdade, elas ficam putas da vida, porque algum dia o domador enfiou a cabeça em algum outro lugar. É uma ciumera idiota, uma tentativa de descontar a frustração por não ser tão feliz sendo eles mesmos que deixa as coisas ainda mais “insólitas”. É gente querendo te comer, é gente querendo comer a pessoa com quem você está, é gente querendo ser comida... é tanta gente querendo que dá até briga entre aqueles que querem “foder” você em algum dos sentidos.

Aí começam as teorias da conspiração e os desagrados. Se você cumprimenta todo mundo é porque você é um falso; se você só conversa com seus amigos e pessoas que gosta é porque você é um metido; se você é bem sucedido em alguma coisa é porque você é desonesto... e por aí vai. Você nunca consegue nada por mérito próprio para essas pessoinhas medíocres. Todos são um bando de frustrados, isso sim... um bando de gente que não consegue ser feliz e estar bem, daí ficam cutucando e TENTANDO foder a vida dos outros (isso mesmo, “queridos”, tentando, porque a única coisa que eles conseguem é deixar a pele irritada com alergia a perdedores).
Não consigo entender o que falta para essa gentinha. Se é amor, se é sexo ou se é apenas atenção. Acho que precisamos eleger os chatos de nossa vida para um cargo político que enfie dinheiro até o cu para ver ser eles sossegam!!! Sei lá, afinal, eles se preocupam tanto em aparecer e ligam tanto para uma hierarquia social babaca que me dá até arrepios.

No fundo todo mundo tenta ser maquiavélico, mas o universo que eles vivem é tão ínfimo que conseguem só ser uma paródia torta de um ditador megalomaníaco.

É tudo uma questão de ponto de vista, claro. Do outro lado as pessoas lhe pintam como vilão, porque a necessidade para um antagonista às vezes supera a própria coerência. Não há uma jornada em busca de Graal nenhum, apenas um monte de gente querendo botar a sua barriga na mesa pra sair em uma foto alaranjada e achar que é feliz/bonito/alguém.

Não entendo. Não mesmo. Só acho que todo mundo tem que pesar de fato o que chamam de amizades, afinal, está mais para gangue de babacas do que para grupo de amigos.
Vivem levantando esses valores bonitos da amizade verdadeira, mas não conseguem ficar um dia só em um lugar sóbrio como pessoas normais. O pior, fazem pose de “socialites”, pessoas importantes, como se estivessem fazendo algo para melhorar o mundo ou suas próprias vidas.

No fim, creio que todos sejam filhinhos de mamãe ou pessoas que não tiveram carinho, é uma ou duas. Se são mimados ainda querem o mimo do mundo; se são mal-amados querem roubar para si toda a atenção que puderem para se sentirem queridos – mal sabem eles que as duas opções são uma merda: não existe querer bem obrigatório, isso não se decreta, acontece. Agora, existe sim o mal querer gratuito, que é fácil de arrumar quando as outras pessoas precisam de um alvo para esconder suas frustrações, seus erros e sua incapacidade de ser auto-suficiente.

Aliás, viver na casinha da mamãe e de herança é fácil, quero ver vocês trabalharem para ganhar a vida. Ah! E saiam da noite, criança quando toma muito sereno fica doente... da cabeça não, é impossível reincidir nesse crime!
Até.

P.S.: Sim, sim, eu precisava disso. Sorry. Agora tô até mais leve. Ai. Ai. E tá cheio de erro sim, não ligo!!! Pelo menos fui em quem escrevi!!!!

29.9.05

Preciso falar sobre, mesmo sabendo que não estarei falando pra quem o texto é direcionado. Assim eu solto esse nó da garganta.

Algumas histórias que correm por aí me deixam boquiaberto. Tudo bem, não se deve acreditar em tudo o que se houve, principalmente porque a informação chega com ruído e distorcida. Só que eu não dúvido nada que tenha acontecido algo parecido e, mesmo assim, nada agradável. Pessoas tendem a ignorar alguns direitos básicos do ser humano e apelar para uma lealdade mediavalesca estúpida que me deixa assustado.

São esquecidos direitos básicos do ser humano, como a liberdade de ir e vir, liberdade de livre pensamento e outros mais que são colocados de lado, afinal, o ser humano torna-se propriedade de “mentes superiores” com acessos de megalomania.

Você pode escolher pessoas que desejem trabalhar por suas rodas de convívio ou por sua postura com relação a vida, porém, se isto ficar claro como discriminação é crime punível por lei. Provando competência para uma determinada função, qualquer pessoa, desde que não esteja dentro de uma lista de restrições bem-reduziada, tem direito por trabalho – independentemente de todo o resto.

Vale mencionar que o que leva alguns tipos de relaciomento a coexistirem sem problemsa é uma coisa chamada ética, a qual poucas pessoas respeitam. Em um universo amoral, onde é normal fazer coisas que prejudiquem a si mesmo e aos outros, a ética acaba sendo distorcida. Pequenos delitos são comuns, então, porque não burlar também os mecanismos de coexistência social, não é mesmo?

Na verdade, a ética do mundinho é algo completamente distinto. Não existe um manual escrito e nem mesmo uma linha a seguir! Talvez, o mais próximo seja aquele famoso “Código de Honra dos Piradas”, mas esses ainda seguiam algo mais honesto.


2 conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade

- DICIONÁRIO HOUAISS DA LÍNGUA PORTUGUESA

O que temos aqui é, senão, uma variação muito intima de criminalidade moral. Não há limites para a auto-promoção, vale desde manipulações da opinião pública até ataques diretos sem sentido. Credita-se fatos e situações a pessoas, criam-se histórias e mais histórias fictícias, que de tanto serem repetidas e passadas adiante tornam-se fato. Disse Joseph Goebbels que “uma mentira contada mil vezes torna-se verdade”. Talvez nem tenha sido ele que proclamou essa frase, talvez um conjunto de mentiras tenha moldado isso também, mas isso é o kernell da propaganda!

Mentir é comum para essas pessoas, nem mesmo sabemos o que é verdade. Os sentimentos são moldados, a realidade distorcida para se enquadrar em sua visão estreita.

Então ficamos a mercê dessas inverdades e nos tornamos, por conseqüência, personagens das historecas contadas pelos cantinhos escuros da cidade.

E fica lá, a falta de ética e uma introspecção na forma de agir, tão evidente nesse pequeno nicho em que vivemos, mas tão discretamente enraizada no modo de agir de toda a humanidade (não vou falar dos brasileiros, a filhadaputagem adquirida não é exclusividade nossa, apenas é mais disseminada e cara-de-pau, assumida).

Cria-se um universo onde o que vale é a esperteza, na pior acepção da palavra. O mais malicioso e vil leva vantagem então, criando um clima de intriga e guerrinha de egos.

É errado pensar que estamos imunes a qualquer desprendimento dessas atitudes, estamos sujeitos a elas a todo o momento e, às vezes, somos quem realiza a ofensa. Está certo que algumas pessoas tendem a agir de forma mais responsável com as outras e respeitar uma série de preceitos morais que não está presente em ações do restante, mas no final, a agressão existe do mesmo modo.

Neste mundinho vale muito mais o peito estufado e o nariz arrebitado, colocando de lado a competência real do indíviduo e alimentando a imagem de vencedor – ninguém vence de fato, ninguém é bonito de fato ou vazio o suficiente para ser melhor; as pessoas são fake e, por isso, sua moral também é, mais parecendo uma soma de regras para se tornar melhor que o indíviduo ao lado, mesmo não sendo nada além de oportunismo encarnado.

O que fazemos então para sobreviver entre hipocrisia e agressões desnecessárias?

Basta respeitar o código de ética da Máfia, fazendo dos seus mais seus e dos outros apenas gado. Utilizar-se de subterfúgios para favorecer os que lhe são caros não é errado, mas o que é certo é defender com unhas e dentes aqueles que lhe dão carinho. Eu faço isso e proclamo ainda que “quem não está comigo, está longe de mim”, mesmo sabendo que existem paranóicos que ainda prefiram o “quem não está comigo, está contra mim”.

Não estou contra ninguém, só a favor de mim mesmo e das pessoas que eu amo. Talvez, os dois ao mesmo tempo, mas garanto que me sacrifico mais pelo bem estar comum.

P.S.: Se você se submete a um regime de escravidão e tolhimento, desculpe-me, sua mente é limitada. Não queira fazer simplesmente parte do sistema, seja independente, saiba argumentar e viver. Uma hora, queridos, vocês serão abandonados e não saberão muito bem para onde ir – não sou seu pai, então não seja meu filho pródigo, pois essa parábola, queridos, é algo que vocês só vão entender quando estiverem com uma mão na frente e outra atrás.