2.3.06

Anarquia, oi!

Quanto eu mais leio sobre anarquismo mais eu vejo que nunca fui anarquista e que nunca eu conseguiria acreditar em um sistema que tenta pregar um positivismo tão cego com relação a humanidade.

Na minha adolescência, como quase toda pessoa que um dia já pensou que poderia mudar o mundo sozinha (bem, todo adolescente acha isso), eu pensava que teorias “revolucionárias” como o comunismo e o socialismo poderiam ter aquele quê de salvação, quebrando o sistema vigente e dando uma sociedade justa ou igualitária para todas as pessoas. O engano dessas teorias está justamente aí: você é criado em um sistema e sua contestação é natural ao processo de formação do individuo. Se eu tivesse nascido em uma sociedade comunista, talvez eu achasse que estaria sendo massacrado pela mão do estado e privado da minha liberdade de me desenvolver como individuo, estariam me privando do acumulo do capital e do direito de ter a propriedade privada.

É natural nadar contra a maré, confrontar os valores ensinados por sua família e sociedade para criar os seus próprios – dessa quebra nasce o individuo. Lembro-me quando eu me banhei com o comunismo pela primeira vez e com o socialismo utópico. A sensação realmente era que aquelas idéias poderiam mudar o mundo, porém, o exemplo que de que elas eram falhas e que o ser humano não consegue viver em comunidade de fato estava bem na minha cara: a União Soviética desmoronava, o socialismo ruía e só a China se mantinha, manca, com um modelo de socialismo próprio, que mais parecia uma ditadura sul americana regada a excessos de sanções ao individuo.

Daí vieram a mim as idéias anarquistas, conheci o pensamento anarquista russo e toda aquela falácia pacifista de Tolstoi, muito visível em seu Guerra e Paz. Acreditei por um tempo que a anarquia poderia ser um rumo interessante, mas aí eu parei para questionar: por que diabos essas idéias nunca deram certo em mais de 2 séculos?

A premissa básica da anarquia é a crença que o ser humano é uma criatura social e que existe uma entidade a parte de tudo, que guia o homem sem que ele precise de fato de uma liderança. Isso seria basicamente como um instinto de matilha ou de manada, onde as pessoas seguem apenas o direcionamento dado por indivíduos para o bem comum. Uma idéia bem interessante, na qual eu acredito em parte, porém, existe uma outra premissa importante que é a capacidade de se auto-liderar da humanidade e de sempre fazer o correto. É uma crença tola se observarmos com cuidado a natureza humana.

O homem é um predador egoísta, Max Skiner (responsável por uma obra importante dentro do pensamento anarquista) dizia algo similar, mas seu pensamento era mais próximo ao de Nietzche, que elevava o homem ao grau de divindade (em Skiner era o egoísta e em Nietzche o super-homem). Não creio que o homem esteja acima dos outros animais quando analisado mais de perto. Somos predadores querendo perpetuar nossos genes, queremos liderar e estar acima de nossos pares. Os paradigmas mudam, mas no final, sempre são os melhores contra os piores, os mais capacitados em cima dos menos capacitados, os afortunados sobre os desaforturnados, os ricos sobre os pobres, os fortes sobre os fracos, os sanguinários sobre os pacíficos e o homem sobre o homem. A lei da natureza pode ser adaptada, mas sempre vai falar que quem vence na luta pela vida são os mais fortes – não há como negar isso e nem nosso instinto primal de reprodução e perpetuação genética.

Dentro dessa acepção as coisas ganham um sentido bem diferente e o homem passa a ser uma criatura incapaz do bem coletivo, pelo menos a sua grande maioria. A busca por uma mentalidade pacifica e comunista (no sentido do bem comum para todos) é praticamente uma jornada fadada ao fracasso. O homem chegou perto disso? Nunca, apenas mascarou através da vontade  coletiva alguns desejos do individuo, porém, isso logo faliu e deu lugar a vontade por estar em níveis superiores – aconteceu com o cristianismo, aconteceu com o budismo e aconteceu com o socialismo, pois sempre existirão os melhores e os piores, alguém paga o preço, não importa se é para o bem comum ou privado.

Essa é a minha crença e o meu ideal pessoal. Mas por que diabos eu coloquei isso aqui? É que eu fico profundamente irritado quando as pessoas ficam cegas por ideais. Tudo bem, um dia eu posso ter chegado perto de um discurso comunista, nazista, anarquista, socialista ou o que o valha, porém, eu nunca preguei. Talvez eu tenha feito isso por saber que eu não era o senhor da razão e que um pensamento nunca tinha apenas uma face – mas o mundo não é plurilateral, ele busca um paradigma e a manutenção do status quo, ou melhor, a sociedade busca uma paz ou estabilidade ilusória, até que o barril estoure e um outro paradigma se sobreponha sobre o anterior, passando novamente para um status quo que vai durar mais alguns séculos (às vezes muito mais, outras vezes muito menos).

Só uma coisa que preciso aprender a ser é paciente, pois as idéias devem ser conflitadas e algumas pessoas são mais crédulas nestas entidades. Adolescentes principalmente, porque eles precisam explicar o seu mundo e precisam se encontrar, agrupar-se em “tribos” onde as suas idéias sejam semelhantes para que possam discutí-las ou até mesmo para se sentirem protegidos, precisam de apoio dos outros que estão no mesmo barco – e assim é com a maioria das pessoas.

Um filme que ilustra bem isso é American History X – Uma outra história americana e também aquele Skin-heads – A Força Branca (Romper Stomper), mas poderia deixar uma lista imensa de literatura e filmografia que mostram que as idéias se plantam nas lacunas e conflitos da mente jovem – só que uma mente jovem pode não ser apenas na idade, uma mente jovem pode ter 30 anos de idade, porém, nunca contestou a sua realidade.

Eu preciso ganhar paciência, mas a humanidade precisa aprender a discutir o bem comum, porém, sem acreditar que todos vão deixar de ser filhos da puta manipuladores, pois o mundo hoje é deles de novo – só que hoje eles vestem terno e gravata, aposentaram as batinas e armaduras, não usam mais coroa, apenas adornos delicados e discretos, tais como seus carros de luxo, suas plásticas caríssimas e seu descaso pelo resto da sociedade. Podem chamá-los por vários nomes se desejarem, mas sempre lembrem que eles variam de políticos a empresários – no final, eles deveriam utilizar capaz pontudas e sair só a noite, pois são vampiros ou seres antropofágicos que se nutrem da vida da comunidade, da sua vida e da vida dos seus entes queridos.

Só não deixe as idéias preencherem essa frustração e causarem mais estrago que danos, uma hora os líderes bem intencionados morrem e os vampiros vestem roupas novas, viram oficiais fardados ou revolucionários barbados, mas no final são sempre sanguessugas querendo foder o resto tudo para que se saiam bem.

23.2.06

Pra eu ficar na moda, uma opinião ligeira.

Gente, eu ainda acho que brasileiro é um povinho invejoso da porra!!!! Só porque a mulher teve uma sorte danada, conseguiu subir ao palco, ficar ao lado do Bono e aparecer em rede nacional de TV os manés todos ficam falando merda da coitada. Deixem ela viver, afinal, a maioria das pessoas que falam mal é pra desdenhar mesmo. Conhecem a história da raposa e das uvas?

Não? Então a leiam abaixo:

A raposa e as uvas

Morta de fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar muita uva. A safra tinha sido excelente. Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços. Só que sua alegria durou pouco: por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas. Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo:

- Por mim, quem quiser essas uvas pode levar. Estão verdes, estão azedas, não me servem. Se alguém me desse essas uvas eu não comeria.

Moral: Desprezar o que não se consegue conquistar é fácil.

Ler Godwin demais dá nisso

Não sei se eu fui bem educado ou se minha mãe encheu minha cabeça com minhoca demais, mas eu aposto muita coisa na primeira opção. Então, no meio dessa educação eu aprendi algumas coisas bem importantes, como, por exemplo, honrar minha palavra.

Vou contar uma história para vocês analisarem comigo:

Quando eu compro pão na padaria do Seu Zé e não tenho dinheiro para pagar, eu penduro. Se a situação aperta eu vou lá falar para o Seu Zé que eu vou pagar, mas que eu preciso comer, porque estou com problemas devido ao atraso no pagamento de alguns trabalhos que eu fiz. Só que eu resolvi deixar estacionado na garagem do Seu Zé a minha bicicleta, como sinal que eu ia pagar um dia o que eu devia para ele. Daí, vocês não acreditam, tive que pegar mais pão. O Seu Zé, meu amigo e pessoa que confia em minha honestidade, deixou estar, ainda mais que tinha a minha bicicleta como garantia.

Então, um dia, eu descubro que não vou ter dinheiro. O que eu faço? Abro uma conta na quitanda do Seu Pedro e faço as mesmas promessas. Só que eu preciso da minha bicicleta para tentar ganhar dinheiro. O que eu faço? Vou até a casa do Seu Zé, aproveito que sei como entrar e tinha uma cópia da chave. Dentro dela eu vou até a garagem e pego a minha bicicleta. Claro que tudo isso sem o Seu Zé saber, afinal, eu estou devendo dinheiro para ele.

Tudo isso foi feito com total boa intenção, afinal, se eu conseguir trabalhar TALVEZ consiga dinheiro e TALVEZ eu consiga pagar o Seu Zé. Não me importo se ele ia vender a bicicleta para pagar os fornecedores, afinal, eu estou devendo para ele e não quero saber para quem ele deve.

O que eu fiz não foi desonesto. O que eu fiz não foi crime. Nem mesmo se estou devendo para o Seu Zé, o Seu Carlos, o Seu Justo, o Seu Manoel e mais um monte de gente espalhada por aí, afinal, eu ajo sempre com a melhor das intenções.

Notaram alguma coisa muito estranha nessa história? Sim, eu cometi um crime! Sim, eu fui desonesto! Sim, eu estou contando com ovo no cu da galinha! Só que tem gente que não vê isso. Mas eu queria saber mesmo se sou eu que acho essa história acima uma falta completa de ética e uma visão distorcida de moral ou tem mais gente que está vendo isso?!

Por favor, ajudem esse coelho, pois ele está confuso!

Dica, fiquem longe de livros semi-socialistas e anarquistas, isso faz mal pra cabeça!!! Frita tuuuuudo!!!

20.2.06

Um resumo de coisas interessantes

Bom, eu recebi um comment naquele post que "sumiu", que eu achei que deveria reproduzir aqui por dois motivos, (1) adiciona coisas bem interessantes a minha "raivinha", com outros argumentos sólidos e (2) me fez ir pra caralho com algumas coisas fantásticas ditas:

O problema está na árvore genealógica e nas influências familiares. A mamãe do emocore é Gótica, o papai do emocore é Clubber, só que eles se divorciaram, e a mãe casou com um homem 20 anos mais novo, skatista e fã de Hardcore. Misturou tudo e deu no que deu. Aliás, Poe, por favor... Não fica dando idéia na emada, daqui a pouco eles vão estar falando de George Orwell como se fosse parte da realidade deles, ou alugando Metrópolis só pra vir te contrariar. Eu sou totalmente a favor da distribuição de conhecimento, mas vulgarização é de mais. É que nem sair pra passear com aquele seu professor gente boa de teoria da comunicação pra uma tarde no Espaço Unibanco com os amigos dele e a sua sala de aula e ouvir os caras falando o tempo inteiro da influência do cinema indiano ou paquistanês na política da região setentrional média do sahara oriental, como se alguém que acordasse 7h da manhã pra trabalhar e voltasse as 24h30 da faculdade tivesse algum tempo pra procurar na 2001 um filme Paquistanês de merda. Eu só vou na Galeria do Rock pra comprar boné, tênis e pechinchar CD no Sebo do japa do terceiro andar, que sempre faz uns descontos maneiros nos cds das bandas independentes. E olha que pego metrô no Anhangabaú todo santo dia pra ir pra Faculdade.

Mas eu não sei se você reparou direito, mas tem níveis e níveis de "emocore styling". Tem o nível "chupetinha", que é aquele rapazote que usa a franjinha chupada com uma camiseta rosa estampada no peito em uma camisa social azul-bebe embaixo só com a manga e a golinha pra fora, short e mochilinha cheia de pin (aliás, nem falam mais pin né? é broche mesmo! pin é da minha época) com uma chupetinha, um gatinho ou algo fofo amarrado num cordãozinho. Tem o nível "boyzinho", que é aquele emocore mais contido, que usa uma calça jeans de alguma marca tipo Cavalera, e se fecha inteiro num casaquinho da Adidas preto deixando só a franjona a mostra. Tem o nível "skater", que é o cara que tem cabelo ruim e não pode usar franjinha então taca um boné pra esconder, virado de ladinho. Enfim, mas tem uns e outros que não emitem tanta informação, fazem um estilo emo/hc/postpunk/indie ou whater mais contido, e fica até bonitinho. Olha, eu vejo várias garotinhas apetecíveis emocorezinhas, não é por nada não, com um estilinho sussegado (sem deixar o rebite de lado). E eu tenho uma quedinha por saia e meia arrastão, não posso negar.

E só pra constar, o fofoletês e o "bozo, caralho" fizeram minha tediosa madrugada pós-micareta-forçada da faculdade, obrigado. Fazia tempo que não passava aqui, sem tempo. ;P

Comentei nesse porque o de cima tá dando erro. E o cara disse que você escreve estilo veja, psdb, jornal da globo e FOLHA DE SP. Notou algo errado? Será que ele queria dizer ESTADO de São Paulo? Eu einh...


Posted by Gabriel to O Coelho Branco at 2/18/2006 07:10:34 AM

E só pra constar, o fofoletês e o "bozo, caralho" fizeram minha tediosa madrugada pós-micareta-forçada da faculdade, obrigado. Fazia tempo que não passava aqui, sem tempo. ;P

Comentei nesse porque o de cima tá dando erro. E o cara disse que você escreve estilo veja, psdb, jornal da globo e FOLHA DE SP. Notou algo errado? Será que ele queria dizer ESTADO de São Paulo? Eu einh...

Posted by Gabriel to O Coelho Branco at 2/18/2006 07:10:34 AM

A segunda coisa é que eu virei fã do Ricardo Bánffy. Tá, tá! Ninguém é obrigado a saber o que o cara faz ou quem ele é, afinal, ele não é do U2, nem do Rolling Stones e nem de bandinhas pop adolescentes. O Bánffy escreve para a Webinsider e foi a segunda vez em menos de 2 meses que ele soltou uma opinião que eu gostaria de soltar, só que com muito mais embasamento, afinal, ele realmente TRABALHA com isso, eu sou "só mais um designer de cabelos coloridos cheio de boas intenções" (bom, deixa eu me fazer de coitado, né? Afinal, eu estou frustrado exatamente porque estou me sentindo desse jeito aí - quero horizontes, nem que sejam novos).

A matéria em questão se chama Malacus Curiae, você clica aí e dá uma lida para ver porque eu fico cada vez mais irritado com o Governo, pois ele não defende o interesse público, mas sim o dos lobbystas. Precisamos fazer algo com relação a isso, mas nesse ano de eleição todo mundo quer é comprar sua cota de favores dos políticos para poder depois foder tudo - estou com medo e isso não é uma brincadeira!!!!

E outra coisa fantástica foi a notícia que recebi ao abrir o meu navegador (adoro o Firefox, mas não consigo viver mais sem um leitor de feed, socorro! Geekei-me de vez!): a Microsofre vai parar de produzir o FrontPage na versão Office 2007! Deus existe? Não sei, mas este ano está bem insólito, até virus pra Mac OS X já saiu!!!!! Depois do Apple Intel eu não duvidava de mais nada, mas agora estou começando a achar que as coisas estão ficando realmente estranhas.

Clonaram tanto que os clones desbotaram

Bom, eu tinha postado isso na sexta-feira, mas por alguma situação insólita e mística o texto simplesmente desapareceu, acredito piamente que tenham zoado o BD do site, mas prefiro achar que foi cagada mesmo do pessoal do Blogger.com, mas eu sou prevenido, salvo tudo em texto antes de postar... lá vai de novo!

Isso mesmo, é um bom título para descrever o que eu vejo por aí a um ano e lá vai porrada (quase dois). Desde que comecei a trabalhar aqui em São Paulo e, por conseqüência, mudei-me pra cá, vou passear uma vez por semana pelo menos na tal da Galeria do Rock. Neste período vi o pessoal de preto e os cabeludos sendo substituídos cada dia mais por miniaturas indie, mas achei que era apenas uma tendência daquela temporada. Só que os mini-indies viraram monstrinhos piores e, tal como os Gremlins, se reproduziram (acho que deram banho nos mini-indies e, tal qual os hippies acabaram se espalhando rapidamente – viu, descobriram porque os hippies não tomavam banho, era controle de natalidade). Depois da explosão eles mudaram de nome, não eram mais iguais ao Gizmo, mas sim criaturas totalmente deformadas de seu padrão original – viraram amalgamas mal montadas e rebatizadas de emo (esta é uma definição madura sobre, mas a febre emo se explica de uma forma mais bizarra, mas eu perdi o link quando "perdi" o último post).

Como eu cheguei a essa conclusão? Não é maldade, mas existem motivos fúteis e motivos mais sérios que me irritam. Vamos primeiro aos fúteis, que são mais engraçados.

Existem três condições que dizem quando uma pessoa não deve se maquiar:

  1. Se você não sabe, não faça.
    Maquiagem mal feita é a coisa mais hedionda da face da terra. Treine em casa, fique limpando, mexendo com manuais, testando cores, formas e vá evoluindo. Só depois de ter certeza que o resultado está “bem acabado” é que você pode sair desfilar – se você tem mais grana, pague um curso de auto-maquiagem, não é tão caro e vai salvar você de vexames. Não concordam? Oras, falta de noção é foda, ou você acha que usar lápis preto como sombra, Minancora como base e pó e pintar a boca como uma puta (misturado com o mal gosto para se vestir esse crime fica ainda pior);
  2. Hora certa, momento oportuno.
    Isso quer dizer ter um pouco de noção de quando usar o quê. Está certo que alguns visuais ficam legais para chocar e tudo o mais, mas exagerar acaba fazendo merda. Não há porque usar uma maquiagem super pesada durante o dia, a luz acaba fodendo tudo e os excessos acabam agindo contra você. Use um tipo de maquiagem em cada horário, senão você vai ficar parecendo um figurante de algum filme de zumbi da década de 60 ou 70, mas pode ser pior, você pode parecer um vampiro dos filmes de terror dos ANOS OITENTA!!! Não há pior gosto do que este!!!!!!
  3. Tipo de pele.
    Alguns tipos de pele não permitem que você use qualquer base. Não, não é algo discreto e que precisa de um profundo conhecimento cosmético, é algo que você vê na cara. Adolescentes tem espinhas e muito deles tem a pele perfurada por elas (formam até aqueles quelóides); nestas condições é melhor não aplicar base em cima, nem pó, nem nada. Utilize produtos específicos. Se você tem a pele morena, não queira ficar branco ou vice-versa, não dá! Caso contrário você vai ter que maquiar o resto do corpo todo que fica a mostra. Não queira parecer um defunto se você é moreno de nascença ou por conta da piscina do final de semana, assuma sua tropicalidade e componha um visual com isso – não é pintando a cara de branco que você vai ficar mais “bonito”, vai é ficar parecendo o Bozo, caralho!!!

Agora vamos aos motivos mais sérios, estes eu nem vou numerar, vou só discorrer sobre.

Vocês já viram o volume de informação disparada por um único individuo desses ditos “emos” ou seja-lá-que-nome-queiram se dar? Poxa, é uma poluição visual que deixaria pirado qualquer estudante de semiótica. É coisa meiga misturada com trasheira, é colorido com meia arrastão, maquiagem preta e pesada misturada com roupa mais pesada ainda, franjas lambidas, cabelos arrepiados como punks, símbolos que representam a anarquia, símbolos que representam o metal, símbolos que contestam a política, contas que remetem e cabelos coloridos remetem ao anime, etc. Você fica praticamente com dor de cabeça. É uma invasão assustadora aos olhos que deixa qualquer um com a menor sensibilidade estética com os pelos da nuca arrepiados. É legal ousar, mas peraí, é o mesmo da maquiagem. Acho que adolescentes deveriam ir todos para uma ilha e voltarem só quando fossem adultos, talvez uma tatuagem devesse ser feita nos bebês como: “produto seguro até os 12 anos e após os 19, cuidado com o período não compreendido”.

Literatura agora é a outra coisa que pesa!!!! As pessoas não sabem escrever o próprio nome direito e nem uma redação simples mas ficam soltando pelo seu internetês que lêem Admirável Mundo Novo – falam do livro cheio dos seus voxes naum viram k legauuu k foi, o brad pittty tava xuper foufo nu fiume, afeee, o que sacrifica a coerência da informação processada. Realmente, é um livro muito bom, do caralho, amo e está na lista dos livros que mudaram a minha vida. Só que ele sozinho perde a sua essência. Este livro é pra ser lido junto com Júlio Verne e também com o 1984 do George Orwell; é pra ser acompanhado com outras mídias, como a idéia de Metropolis e todo aquele espírito do expressionismo alemão do cinema. Mas sabem o porquê de “Admirável...” estar na lista dos livrinhos mais falados entre a molecadinha que freqüenta a galeria? Por conta da Pitty! Tá, ela tem uma letras legais e tudo o mais, mas porra, não é por conta do “Admirável Chip Novo” que eu vou absorver um conhecimento – não é pra gostar mais da banda e falar “eu sei de onde veio a influência”. Ler é absorver conhecimento e não dar argumentos para você ser melhor do que outra pessoa. Seu gosto musical não vai ser melhor do que o outro por conta de conhecer as influências, apenas a sua percepção das coisas vai ser diferente se você utilizar a informação para processar o mundo ao seu redor. O que ocorre é o contrário, absorve-se o mundo processado e mastigado – a mensagem se perde, a vida se perde e acaba todo mundo caindo no refrão que a própria Pitty fala “nada é orgânico, tudo é programado”. Arghs!!!!

E isso não acontece só com a literatura, vai também acontecer com a música! É de enlouquecer o levante desses monstrinhos. Só rezo para que uma outra moda venha, estou com saudade da “moda clubber”, quando eles só pentelhavam a Galeria Ouro Fino e estavam lacrados em raves!!!! Aliás, os emos são tão sem noção quanto os clubbers, isso me faz acreditar piamente que o problema está de fato nos adolescentes.

Quando meus filhos fizerem 12 anos irão todos fazer intercâmbio, assim estarei a salvo. Preciso concordar com a Turma do Bairro, os adolescentes fazem parte da tropa de elite do mal.

19.2.06

Opa, meu post sumiu!!! Bom, espero que tenha sido um problema do blogger, mas eu vou colocar novamente ele na segunda, afinal, eu sempre tenho os posts salvos no meu PC, porque deixar só na internet é besteira da grande quando você acha que algo é relevante.

Amanhã então, antes de eu ir para o show do U2. Ai, que chato!!!!

10.2.06

Estão perseguindo os nerds de São Paulo

Parental Advisory: este é um conteúdo altamente irônico, as informações que estão contidas aqui apenas demonstram como é ridícula a bandeira de “perseguição” levantada por algumas pessoas, dizendo que a gestão atual da Prefeitura de São Paulo está perseguindo os homossexuais e o público que gosta de rock. Cuidado, mantenha este post em lugar arejado e fora do alcance de pessoas com mentalidade de criança e animais.

Vocês viram que absurdo, gente? Estão perseguindo os nerds. Leiam essa notícia aqui e vejam com seus próprios olhos. Temos que fazer algo! O prefeito de São Paulo disse, em uma reunião em que tivemos com ele que precisava limpar a Zona Leste da presença “dessa escória que fica trancada em lugares escuros fazendo apologia a violência”.

Que absurdo! Fazem anos que eles querem impedir que nossas LAN PARTYS aconteçam e que joguemos Abandon Wares no lugar dos lançamentos. Estão nos acusando injustamente de pirataria, afinal, esses CDs apreendidos eram utilizados apenas para uso pessoal e estávamos na distância mínima de escolas.

Temos que nos mobilizar. Amanhã vamos nos encontrar em frente à “Digão Lan House” para protestar! Não podemos deixar isso acontecer, afinal, preconceito é crime. Temos o direito de ir às ruas, temos direito a nos expressar como desejamos e a ficar mais de 48 jogando “Counter Strike”.

Gente, vamos gritar, essa gestão atual é higienista! Não podemos permitir que isso aconteça. Mande essa mensagem para todos os seus amigos e passe para o maior número possível de pessoas.

Sua colaboração vai ajudar a acabar com o preconceito que suja nossa sociedade.

Um abraço,

HunterXXX

Digam não ao preconceito, nerd também é gente!

Abaixo segue o texto em fofolês para vocês passarem para seus amigos de blogs e fotologs.

vcs viram ki absurdo,affffe , genteeee???? Estao perseguindo usss nerds. =p Leiam essa notícia aqui i vejam com seus própriusss olhusss. =p Temusss ki fazer algo!!!!!! O prefeito de Sao Paulo disse,affffe , em uma reuniao em ki tivemusss com ele ki precisava limpar a Zona Leste da presença “dessa escória ki fika trankada em lugares escurusss fazendo apologia a violência”. =p

ki absurdo!!!!!! Fazem anusss ki eles kirem impedir ki nossasss LAN PARTYS aconteeeeçam i ki joguemusss Abandon Wares no lugar dusss lançamentusss. =p Estao nusss acusando injustamenteeee de pirataria,affffe , afinal,affffe , esses CDs apreendidusss eram utilizadusss apenasss para uso pessoal i estávamusss na distância mínima de escolasss. =p

Temusss ki nusss mobilizar. =p Amanha vamusss nusss encontrar em frenteeee à “Digao Lan House” para protestar!!!!!! naUmm podemusss deixar isso acontecer,affffe , afinal,affffe , preconceito é crime. =p Temusss o direito de ir às ruasss,affffe , temusss direito a nusss expressar como desejamusss i a fikar maixXx de 48 jogando “Counter Strike”. =p

Genteeee,affffe , vamusss gritar,affffe , essa gestao atual é higienista!!!!!! naUmm podemusss permitir ki isso aconteeeeça. =p Mande essa mensagem para todusss usss seus amigusss i passe para o maior número possível de pessoasss. =p

Sua colaboraçao vai ajudar a akabar com o preconceito ki suja nossa sociedade. =p

Um abraço,affffe ,

HunterXXX

Como dizem por aí, fica a dica!

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9.2.06

Inócuo em vão

O vão é menorzinho do que era pra ser, mas passam por ele muita água e muita lama. O vão transborda sujeira pelo outro lado, quando na verdade não era nem para ser vão. Talvez ele devesse apenas ser menor, porque diminutivos na verdade servem para amenizar condições, um facilitador de dizeres pesados ou modo de transformar em eufemismo algum superlativo qualquer - ao invés de você chamar de gordo você chama de fofinho, ao invés de “você não é bonito” um “bonitinho” e ao invés de suportável um “legalzinho”; sempre uma maneira de melhorar o que não é de verdade melhor.

Fica lá o vão, independente dos adjetivos diminutivizados ou seja lá o que for. O vão questiona sua condição, era para ser preenchido, porque vão é uma coisa tão vazia e sem sentido. Por que tudo tem que ter um vão? Você não inventa uma saída a toa, mas por que não preencher de cimento e deixar tudo mais sólido e real? Não sei, é mais uma das respostas que cria um vão... e esse é dos grandes.

A lacuna (olha como podemos feminilizar o vão) não se encontra na natureza, pode ser que a lei natural tenha criado os diversos espaços vazios, mas eles não querem ficar lá. Pelo menos, esse que eu menciono não. Ele está lá, atrás da pia do quintal, fazendo barulhinhos de goteira. Por ele escorregam os sonhos que eu jogo nos fundos de minha casa e por ele se vão todas as coisas pequenas que ficam soltas pelo terreno. Se vão fosse coisa merecedora de ignorância não seria responsável pela perda de coisas importantes, mas pequenas, de minha vida inteira.

Pelo vão se foi a cor da minha camisa, escorrida pela água sanitária jogada sem querer para limpar o limo que ficou aglomerado na parede, partindo lá do fundo do vão. Por ele foram também embora várias pecinhas daqueles meus brinquedos de infância. No final, o que ficou foi nada a mais do que sujeira e água escorrendo pelo buraquinho, mas também restou a camisa não mais alaranjada, toda desbotada - tudo culpa do mofo que se juntou por eu permitir que por muito tempo existisse esse vão.

É um filho da putinha esse vão. Só que não quero mais deixá-lo lá quieto, escondido, permitindo que por ele escorram os meus sonhos e as cores que eu gostava estampadas em minha camiseta. Dos preferidos fico com aqueles que ainda me são caros, pois o vão é apenas conseqüência da minha falta de responsabilidade e compromisso com as coisas que me são caras.

Não quero mais ser engolido por minha inocuidade.

O direito de gritar

Todos temos os direitos de dar nossa opinião e colocar nossos argumentos na mesa, é garantida pela Constituição do Brasil o direito de se expressar no Artigo 5º da mesma, que define que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

É determinada pela constituição, através do item II do Artigo 5º que “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. A Constituição ainda dá salva guarda no Item XVI a reunião de pessoas de forma pacífica em locais públicos, dizendo “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente”.

O que isso significa?

Que eu posso falar o que eu quiser, como eu quiser e do jeito que eu quiser, desde que isso não seja crime e não vá contra nenhum outro artigo da Constituição ou do Código Civil. Significa também que eu posso sim fazer gritaria e passeata, mas desde que não infrinja também nenhuma outra lei. Tem mais, quer dizer que eu posso fazer uma passeata, mas devo dar um breve “alows” às autoridades competentes, ou seja, Policia Militar ou Civil para que estejam cientes que eu vou dar trabalho.

Esses são os nossos direitos e podemos exerce-los, desde que saibamos fazer da forma correta.

Quando queremos dizer o que pensamos temos que ter provas ao soltar acusações e para saber o que são provas devemos recorrer a alguém que nos explique. Provas tem que seguir um conjunto de regrinhas e pensamento dedutivo não significa prova, mas sim uma idéia.

Ao apontar o dedo para alguém, tenha algo para mostrar que demonstre factualmente o que está havendo, não adianta só somar fatos aleatórios para que dêem força para seus argumentos.

Sair as ruas e protestar é nosso direito sim, mas devemos saber quando e como fazer isso, afinal, você acaba piorando uma imagem delicada se o fato que leva você as ruas não tem um embasamento sólido – vai por água abaixo a sua credibilidade e a dos movimentos que lhe apóiam.

Saiba a hora de falar e de ficar calado. Tenha sempre em mente que cabeça quente só piora as coisas, é melhor segurar o reggie e resolver as coisas depois. Outra lição valiosa é “não queira subir em cima das outras pessoas”, também não retire delas direitos básicos determinados pela Constituição que lhe garante os teus.

Antes de gritar por aí e sair em passeata, primeiro respire, junte forças, crie argumentos sólidos e verossímeis, tendo sempre como premissa que a verdade não é aquela que você quer que seja – é verdade ou é ficção.

O que me deixa mais boquiaberto é que as pessoas tendem a defender um interesse que não é delas, aceitam a máscara ideológica colocada em um produto e engolem tudo de uma vez, fazendo de tudo para que aquele produto seja defendido, mesmo que ele esteja podre por dentro.

Não adianta tapar o sol com a peneira, ser do contra é legal, porra, mas tem limite. Adolescente adora polemizar sem ter argumento ou só porque acha legal, mas ficar puxando o saco sem ter uma idéia própria é fim da picada (como diria meu pai).

Pensem! Pensem! Antes de ter uma opinião ou sair por aí metralhando o mundo, por favor, pesquisem. É por isso que está tudo essa porcaria, as pessoas ainda votam pela propaganda eleitoral – que porra!!!!!


E pra gente se divertir, uma pérola da Internerd pra vocês, Os Ninjas do Arroche!!!!!

6.2.06

Nesse final de semana passei por situações bem chatas e a maioria delas acabou se desprendendo por conta do último post, dando minha opinião sobre o fechamento das casas “udigrudi” que ocorreu semana passada.

No post anterior eu não ofendi ninguém e deixei bem claro que as casas deveriam é se organizar e montar um órgão para sua defesa e também uma maneira de darem suporte àqueles que desejam ingressar nesse mercado.

Concorrência existe em todo lugar e até mesmo refrigerante faz propaganda agressiva. Se você não está caluniando ou denegrindo ninguém você pode utilizar de ironias e afins para fazer a sua propaganda.

O Guaraná Antártica atacou a Coca-Cola várias vezes com uma propaganda que mostrava de onde a frutinha do guaraná vinha e exibindo o local onde elas eram plantadas; no final do comercial vinha a frase: “Nós mostramos de onde vem a nossa matéria prima. E a concorrência?”. Foi uma sacada genial e nem por isso eles saíram se matando. Aliás, elas fazem parte da mesma associação e estão “organizadas” para eventuais problemas.

Isso aconteceu entre a própria AMBEV na famosa “guerra das cervejas” e também em outros lugares. O Burguer King usa como slogan “100% mais carne bovina a mais que a concorrência”. E nem por isso ele não faz parte do sindicato patronal que defende os interesses dos restaurantes onde a sua concorrência também se apoia.

Só que ninguém comemora quando uma casa noturna é fechada, porque eu não acho legal. Não acho bonito e nem interessante para um outro comércio que eu nutra simpatia, é apenas uma brecha, principalmente porque o público daquela casa era outro, formado por outro perfil de indivíduos que não era o pretendido. Encher um lugar é legal, mas você só faz coisas diferentes porque você espera atrair outras pessoas, você usa uma outra imagem porque quer as pessoas que não gostam da outra. É mais ou menos como escolher alguém para se namorar: você está com aquela pessoa por querer características que só ela tem e não porque você não encontrou nada melhor (se você faz o número dois, meus pêsames para você e sua infelicidade).

No post anterior eu também mencionei que o fechamento das casas não foi por preconceito, não? Não mesmo, pois o Ultralounge está aberto, a SoGo também está lá, A Loca também e outros tantos lugares. A Vila Olímpia também passou por um aperto nas semanas que passaram e várias casas foram fechadas. Os problemas todos são que as associações de moradores das regiões estão se organizando, pois o tumulto que acontece nas ruas atrapalha e incomoda as pessoas que residem nesses locais – o Psiu tem motivos pra aparecer, a CET e até mesmo o Juizado de Menores. Então os moradores começaram a utilizar-se dos problemas para garantir que não tenham problemas – eles tem direitos também, como as pessoas afetadas pelos fechamentos das casas, e começam a cobrar eles.

Para garantir que não haja problemas as casas devem ter em mente que o barulho não deve vazar, que o transtorno com relação ao trânsito deve ser menor e que as reivindicações de Associação de Moradores ou dos órgãos municipais sejam atendidas. Isso faz com que as casas coexistam com os moradores e que ninguém dê trabalho pra ninguém.
Volto a ressaltar que não fico feliz com o fechamento de algumas casas, tal como o Madame Satã (que ainda não sei se está aberto ou regularizado), porque eu passei vários momentos legais lá dentro quando eu o freqüentava a anos atrás (faz um bom tempo, mas passado não é pra se esquecer). É triste, mas serve para a gente colocar na cabeça que devemos fazer para evitar problemas futuros.

Não adianta ficar gritando e batendo o pé no chão, tem que se mexer para mudar as coisas. Criança que chora não mama, mas criança que chora demais mama de menos. Se algo está errado, então vamos mudar para que fique certo – não adianta reclamar sem saber do que está sendo exigido.

Vou continuar exercendo o meu direito de falar o que eu penso, pois não estou caluniando ninguém. Nunca acusei alguém de algo que não pudesse provar (nem mesmo acusei alguém, sempre fiquei no meu canto vendo as pessoas falando merda sobre mim por aí) e também nunca difamei um indivíduo, ao contrário de que já fizeram comigo. Já me acusaram de interesseiro e de “alpinista social”, mas eu fiquei no meu cantinho, achando que não deveria responder a ofensa, só que eu não havia sido ameaçado ainda, não haviam me colocado entre 10 pessoas e uma parede, não haviam me coagido e nem tentado tirar dois direitos meus, garantidos pela Constituição: a livre expressão de idéias e o direito de ir e vir.

Então vou continuar falando, vivendo e seguindo em frente, achando que as coisas erradas devem mudar e tentando modificá-las dentro do possível. Se gritar somente resolvesse alguma coisa, cigarra seria formiga.

Até.