7.8.07

Cada macaco no seu galho... agindo feito macaco!

Olha, pensei seriamente em escrever um texto enorme hoje sobre a homofobia e a cabeça de vento daquele técnico que chamou o jogador de homossexual. Depois, fiquei com vontade de escrever um texto enorme sobre o magistrado que pediu o arquivamento do processo e soltou pérolas fantásticas, tais como:

‘Quem se recorda da Copa do Mundo de 1970, quem viu o escrete de outro jogando (Félix, Carlos Alberto, Brito, Everaldo e Piaza; Clodoaldo e Gérson; Jairzinho, Pelé, Tostão e Rivelino), jamais conceberia um ídolo seu homossexual.’, afirma o juiz na sentença. ‘Quem presenciou orquestras futebolísticas [...] não poderia jamais sonhar em vivenciar um homossexual jogando futebol’

Depois disso, pensei em fazer um texto sobre o jogador que vai levantar a bandeira da causa GLBTT (Está certo? Todo ano colocam uma letra nova aí, é gula, mona! É a gula!). Então, cansei já de inicio, vou deixar o ofendido gritar e espernear, afinal, foi o Juiz que disse lá:

Cada um na sua área, cada macaco em seu galho, cada galo em seu terreiro, cada rei em seu baralho.

Então pensei em escrever sobre o Bahamas e o teatro todo que está rolando em volta dele. Desisti, porque pensei que ia aparecer alguma imagem filmada de algum político importante ou assessor que o valha fazendo um sinal de “se fodeu” e o outro fazendo um “toma”. Só que nada aconteceu. Daí eu desisti.

No meio desse turbilhão todo de coisas, ainda vi algumas coisas interessantes para escrever, tais como a remoção de frases islâmicas de jogos americanos ou da falta de cérebro das pessoas por aí, que não conseguem viver as suas vidas e tentam viver a dos outros. Só que cansei de tudo isso e resolvi viver a minha vida um pouco.

Até pensei em escrever sobre a aprovação do Kassab como Prefeito, mas me deu uma preguiça enorme só de imaginar os comentários de pessoas inteligentes dizendo “ah, você tem que assumir que ele é corajoso”. Tsc! Tsc!

Talvez, porque o tempo esteja escasso e eu de saco cheio generalizado com toda essa bosta que não pára de feder.

É, meus amigos, depois vocês não sabem porque eu digo que a solução é o No Way Day, mesmo que agora o que estão pedindo é o No Way Gay. Enfim, que bosta!

O importante é que eu estou jogando EVE Online, lá a justiça funciona e se chama missile launcher! Toma essa, preconceito! Piranha missile na testa! Nada contra as piranhas, nada de preconceito! Burn!

6.8.07

No Truck Day (e não "no trucker gays")

Eu já falei sobre o tal do No Fly Day por aqui e minha opinião ficou bem clara. Praqueles que tem paciência e não são analfabetos funcionais (ou sabem o que isso significa) ficou bem claro que não suporto essa “revolta de capa de revista”, porém, acho que vou mudar de idéia e vou encabeçar o No Truck Day.

Caminhão desgovernado invade loja e deixa um morto na Grande São Paulo

Aliás, depois vem me falar que eu tenho que viver com parcimônia (essa é palavra que o Chock gosta muito, aliás), quando na verdade posso morrer com um avião na janela do meu trabalho ou comprando chocolate.

Ah, tá, pra quem não entendeu, isso foi uma ironia. Só fico me perguntando: por que diabos reclamar dos aviões e não dos caminhões, ônibus, metro em greve (essa é pesada) e tráfego intenso na cidade? Hein?! Hein?!

Duh pra vocês!

P.S.: E o texto está curto, mas pra quem tem medo de texto longo vou colocar algo aqui embaixo, afinal, tenho medo de quem vive de aforismas.

P.S. 2: (só serve pra assustar, nem precisam ler) Sed ut perspiciatis unde omnis iste natus error sit voluptatem accusantium doloremque laudantium, totam rem aperiam, eaque ipsa quae ab illo inventore veritatis et quasi architecto beatae vitae dicta sunt explicabo. Nemo enim ipsam voluptatem quia voluptas sit aspernatur aut odit aut fugit, sed quia consequuntur magni dolores eos qui ratione voluptatem sequi nesciunt. Neque porro quisquam est, qui dolorem ipsum quia dolor sit amet, consectetur, adipisci velit, sed quia non numquam eius modi tempora incidunt ut labore et dolore magnam aliquam quaerat voluptatem. Ut enim ad minima veniam, quis nostrum exercitationem ullam corporis suscipit laboriosam, nisi ut aliquid ex ea commodi consequatur? Quis autem vel eum iure reprehenderit qui in ea voluptate velit esse quam nihil molestiae consequatur, vel illum qui dolorem eum fugiat quo voluptas nulla pariatur?

2.8.07

A Internet VAI acabar, assim diz Sir John!

Elton John teve um surto psicótico. Tirou as manguinhas de fora, rodou a baiana e caiu do salto ao vocíferar a seguinte declaração:

A Internet fez com que as pessoas deixem de se comunicar e se encontrar e evitou que coisas fossem criadas. Em vez disso, (os artistas) se sentam em suas casas e criam seus próprios discos, que algumas vezes são bons, mas que não têm uma visão artística a longo prazo.

O Lord Glitter pirou na batatinha. Está reclamando assim porque o seu último disco, “The Captain & The Kid” vendeu algo perto das 100 mil cópias.

Por conta disso, Elton John culpa a Internet, os downloads e a pirataria. Peraí! Peraí! Agora ele vai querer falar que ninguém compra o CD ou o single dele porque baixa na Internet. Ninguém vai falar que o problema é o nome do CD (porque pra mim parece um nome de CD que o Michael Jackson faria, não é?), a música ruim ou a saturação das mesmas músicas melosas que ele canta desde "Circle of Life" em "O Rei Leão".

Tudo bem, Sir John, a pirataria existe, mas não é por isso que não comprar a sua música. Explique-me então porque o U2 vende pra caramba através do Itunes e a industria de música só ganhou com a Internet, afinal, podemos comprar apenas uma música que gostamos e não um álbum inteiro – o que tornou acessível aquela música que a gente gostava daquele álbum péssimo de nossa banda favorita.

Ainda Sir Elton surta falando que a Internet afastou as pessoas. Opa! No meu universo isso é um pouco diferente, pois a tecnologia aproximou as pessoas ainda mais, porém, permitiu que qualquer um se achasse próximo do outro e invadisse a vida alguém apenas por poder dizer em um scrapbook de Orkut o quanto a pessoa é legal.

Estou achando que ele está sofrendo daquele fenômeno que acomete todas as pessoas do mundo e se chama “velhisse”: as pessoas perdem o parâmetro de mundo e só porque as coisas mudam mais rápido do que podem compreender dizem que é errado. Eis uma coisa que é muito estranha vindo de um homossexual inglês assumido que lutou muito tempo para que os gays fossem tratados da mesma forma do que o resto do mundo – e aposto que ele ficava revoltado quando não entendiam a sua posição sexual ou diziam aos quatro ventos que ser gay era coisa do demônio ou que era culpa dos gays a explosão mundial de AIDS.

Ai! Ai! Sir Elton, quanta besteira. Essa entrou para as gafes do “eu não devia ter dito isso”, no mesmo nível da frase memorável do Michael Jackson: “eu só durmo abraçado com as crianças”.

Tsc. Tsc. Tsc.

27.7.07

No Fly Day é protesto da moda

A bola da vez é fazer o protesto, sair pelas ruas e pintar a cara. Vamos fazer o No Fly Day, ninguém vai pegar avião em um dia. Todo mundo em casa. Ninguém vai pegar um jatinho pra ir em reunião ou viajar para o Caribe. Todos em casa.

Morreram mais de 200 pessoas no acidente com o avião da TAM e foram tirados mais de 220 sacolas com restos mortais do local. Não se sabe ao certo de números de vítimas, pois o acidente se mescla com os desaparecidos que essa megalópole cria. No meio desses números e incertezas começam as especulações, elevam-se as iras e gente que não está envolvida diretamente com a dor das vítimas se solidariza e compra o pacote de indignação – quando na verdade, o problema de fato não é Congonhas, o problema não é a TAM e o problema também não é a crise aérea, o buraco é mais embaixo e está ligado em uma infra-estrutura genérica de transportes brasileira. Mesmo assim, vamos reclamar, vamos gritar, vamos protestar.

Oras, não é assim depois de uma grande explosão de violência? Na época do Carandiru era moda sair às ruas e gritar em prol dos direitos humanos dos presos, na época do Collor era sair gritando “impeachment já”, lá em 84 foram as diretas e logo depois da explosão de violência urbana em São Paulo deflagrada pelo PCC era pedir por paz.

Agora, qual foi o real resultado de todos esses protestos? Os direitos humanos passam a cabeça nas mãos dos presos e não se faz nada para mudar o sistema carcerário, penal e judicial brasileiro para que a palavra justiça seja colocada na frente da palavra arbitrarismo; o Collor saiu da presidência mas hoje é Senador, além de que a corrupção não diminuiu e só nos últimos escândalos envolvendo políticos e pessoal do ministério público o dinheiro envolvido deu mais que umas cinco Dindas; as diretas vieram, mas o voto é obrigatório e é só olhar lá pra presidência, pro congresso, pra prefeitura e para nossa câmara de vereadores para ver que não mudou muita coisa, aliás, nem mesmo na televisão, afinal, agora nós temos censura novamente; as pessoas pediram por paz, mas o índice de criminalidade não diminuiu, o PCC agora vive dentro de sua quentinha, a comunicação entre lideres criminosos com suas quadrilhas fora dos presídios ainda é uma realidade e ninguém reclama do excesso de força usada pela Polícia e pelo Exército para dar um “sossega leão” nos criminosos do Rio de Janeiro até que o Pan acabe.

Então, para que protestar contra Congonhas? Porque é moda, está na TV, nas capas dos principais jornais, da Veja, da Superinteressante, nos principais portais – e tem até canal especial no Terra e no UOL. Tudo isso para alimentar a sede por assunto, para mostrar toda a versatilidade e cultura na hora do happy hour em um botequim na Av. Paulista (ou na Rua Augusta, dependendo da ocasião, dia e hora).

Então, por que não protestamos sobre o descaso das autoridades com a população no geral? Tem a educação falha e tem a saúde moribunda. Tem também a falência sistemática de TODOS os sistemas de transportes – ou vocês acham que o problema é só a aviação?

Não temos malha viária para carros, não temos alternativas de transporte público que sejam minimamente aceitáveis e também somos cobrados duas vezes para usar esses meios ditos como alternativos. Os carros não andam, a cidade não tem uma extensão aceitável de metrôs, os trens não atendem toda a população e ainda por cima cobram do paulistano R$ 2,30 para pegar um ônibus ou metrô, sendo que a responsabilidade de manter o transporte é do governo e a gente já paga imposto para isso – sabiam que na Argentina andar de ônibus fica algo próximo a R$ 0,47 (tarifa única) e o quilometro do táxi custa algo como R$ 2,30 (sim, aqueles caras que você adora tirar sarro quando perdem no futebol ou em qualquer outro esporte tem mais o que comemorar no cotidiano do que a gente).

O pior, não temos obras de verdade para melhorar a infra-estrutura viária da cidade – a menos que você ache que o “Buraco da Marta”, reformas em viadutos, a Linha Amarela(ada) do metrô e o Expresso Tiradentes façam diferença na cidade (quando na verdade não passam de manutenção básica).

E depois, vem o governo Lula falar que está sobrando dinheiro da união e os outros órgãos que nos governam falar que a arrecadação pública só aumenta.

Que maravilha, vamos então protestar para melhorar congonhas, quando os outros 10 milhões de paulistanos nem mesmo sabem o que significa esse tal de check-in.

Creio que precisemos de verdade é fazer um No Way Day, para ninguém sair de casa, nem mesmo comprar pizza por telefone, nem ir ao cinema, nem ao shopping e nem ao Parque do Ibirapuera. Temos é que fazer um dia de “Chega de palhaçada” e organizar uma greve geral ou até mesmo um dia sem sair de casa. Chorem empresas de ônibus, chorem impostos que não serão recolhidos e dinheiro que vai parar de circular. No Fly Day o caralho, se nem português a gente fala direito, como é que vamos gritar um protesto em inglês? Se nem o nome do ônibus algumas pessoas sabem direito – mas é que ônibus não cai do céu, nem mesmo tem caixa preta (no máximo tem um assalto e a coisa fica preta).

O modismo do protesto não permite que pensemos, aliás, nós pensamos? Só no que a mídia coloca na capa dos seus jornais.

Bah!

24.7.07

Sessão pipoca cerebral: Mais estranho que a ficção

Faz tempo que não verborrageio sobre cinema. Também faz tempo que não invento palavra nova e verborragiar é uma das bem feias! Tudo bem, é perdoável, afinal, minha cabeça não para de trabalhar pra digerir um filme que assisti ontem – uma das doces surpresas que me acontecem às vezes.

No começo do ano levei um tapa de um filme foda, com uma fotografia e direção de arte fantástica, chamado “A Passagem” (Stay, no original). O filme traz Ewan MacGregor e foi só por isso que me chamou a atenção no meio dos filmes que ninguém sequer chega perto na locadora. Ontem, levei um outro tapa, mas esse foi mais parecido com o que me deu “Uma simples formalidade”, com o Gérard Depardieu e Roman Polanski.

Tomei a garoa de São Paulo o dia inteiro e a noite não pude resistir a pegar filmes para assistir em casa durante a semana, afinal, depender da TV a cabo não dá mais. Aluguei vários títulos interessantes, entre eles “O último rei da Escócia”, mas o que me chamou a atenção foi um chamado “Mais estranho que a ficção”.

Fiz o mesmo que com “A Passagem”, olhei ele com calma, vi que o Dustin Hoffman estava no elenco e fiquei curioso – a final Will Ferrel é engraçado, mas a soma dos dois pareceu ser, no mínimo, inusitada. Minha atenção ficou ainda mais presa quando li a sinopse:

“Certa manhã Harold Crick (Will Ferrell), um funcionário da Receita Federal, passa a ouvir seus pensamentos como se fossem narrados por uma voz feminina. A voz narra não apenas suas idéias, mas também seus sentimentos e atos com grande precisão. Apenas Harold consegue ouvir esta voz, o que o faz ficar agoniado. Esta sensação aumenta ainda mais quando descobre pela voz que está prestes a morrer, o que o faz desesperadamente tentar descobrir quem está falando em sua cabeça e como impedir sua própria morte.”

Logo pensei que era alguma coisa entre uma comédia tipo “Click” e “O Show de Truman”, essas coisas que os comediantes fazem para tentar agradar mais do que as crianças e entrar para o eixo sci-fi cult. Como me enganei! Encontrei um filme sensível e, ouso eu comparar, ao filme “Muito além do jardim”, um dos filmes mais doloridos, gostosos e perturbadores que assisti em minha vida (com a atuação mais que brilhante do Petter Sellers)

Sem contar este aspecto sensível, o filme tem uma direção fantástica e uma estética mais que perfeita para representar o dia-a-dia repetitivo e sem gosto em que vivemos – talvez uma das formas mais certeiras que vi até hoje, modernizando a repetição de movimentos de “Tempos modernos” de Chaplin.

Em “Mais estranho...” eu acabei vendo o cotidiano e os questionamentos feitos em tantos livros, em tantos filmes. Fiquei perplexo em me ver bombardeado pelo imediatismo do respirar, do viver. Senti-me engolido como se tivesse lido ou assistido “Clube da Luta”, mas o estrago foi maior. Sabe aquela premissa médica que o maior estrago está onde a gente não pode ver? Então, foi mais ou menos isso. A mensagem do filme chegou de mansinho, penetrando bem fundo e quando percebi já tinha detonado muita coisa do meu dia-a-dia – foi reacendida aquela necessidade imediata de viver, respirar e de gostar cada dia mais das pequenas coisas, desde o ônibus lotado, aos ambulantes nas ruas e os pequenos momentos bobos que temos com quem gostamos.

Talvez o filme seja tão destruidor quanto Saint-Exúpery, quando escreveu em "O Pequeno Príncipe": “o essencial é invisível aos olhos”.

Nunca fiquei tão feliz em estar enganado sobre um filme.

12.7.07

Sobre o Ecletcismo

Eu pretendida escrever algo sobre o ecleticismo, mas em uma busca besta e providência ao Google, encontrei um ótimo texto.

Se eu pudesse assinava, mas como não é meu, só posso dar os parabéns ao autor e indicar que o leiam:

Ecleticismo

5.7.07

Rodízio dá pizza

O que dizer dessa semana em São Paulo? Não vamos reclamar do clima, nem mesmo dos mendigos, do mau cheiro ou da violência, vamos falar do supérfluo, de algo que nós, paulistanos, nem mesmo percebemos: a suspensão do rodízio.

Opa, será que vocês ainda não sabem que o rodízio municipal de veículos foi suspenso até o dia 13? Isso mesmo, do dia 2 até o dia 13 todos os carros podem circular pela capital.
O alegado para essa suspensão foi que eles querem testar para fazer uma análise se é possível tomar essa medida todos os anos, afinal, são férias escolares.

Só que as pessoas que tomaram essa decisão estão entre uma ou duas: (1) são super inteligentes e fizeram uma manobra política para reforçar que o rodízio é necessário ou (2) fizeram uma cagada fenomenal, porque o que deixa o trânsito mais “leve” no período entre o dia 25/12 e 25/01 não são as férias escolares, mas o fato de que todo paulistano (pobre mortal) vai para a praia (de pobre mortal) de carro, ou seja, leva o trânsito para os outros lugares e São Paulo se torna a cidade mais gostosa de se viver – indico vocês de fora a passarem suas férias aqui, fica incrível, até a violência diminui (enquanto aumenta na Baixada Santista, Guarujá, Mongaguá e adjacências).

Demorei DUAS horas para chegar ao trabalho hoje, sendo que eu venho de ônibus, fora do horário de pico. Se queriam provar algo, conseguiram: o rodízio virou obrigatoriedade em todo o período que não seja entre Natal e aniversário da cidade.

É irritante pensar que o rodízio, uma medida que era para ser paliativa (tal como a tão difamada CPMF*, que de Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira passou a permanente) passou a ser a única maneira de manter o caos menos visível.

O problema de infra-estrutura da cidade acabou sendo mascarado pelo rodízio veicular: os investimentos (de capital e trabalho) em transporte público de qualidade não chegam nem perto do que deveriam, tal qual é o investimento em obras de melhoria do fluxo viário – é necessário um investimento pesado em obras como túneis e viadutos de verdade (buracos que ligam nada a lugar nenhum devem ser ignorados). E não adianta nada nós, gente que sofre e não anda de helicóptero, ficar pedindo pra sinalizarem as vias que sofrem o rodízio, temos é que exigir aplicação da nossa grana em algo que reverta benefício direto pra nós mesmos.

Deve-se estudar com muita cautela o problema do transporte público, afinal, já pagamos impostos demais e ainda somos obrigados a pagar R$ 2,30 para andar de ônibus, trem ou metrô, quando em países como a Argentina o transporte custa menos do que o equivalente a R$ 0,50. Os conformistas de plantão podem argumentar que o custo para manter uma cidade do tamanho de São Paulo são bem maiores, mas será que a arrecadação também não é proporcionalmente maior? Ao invés de aprovarem leis idiotas de “higienização visual” da cidade, porque os políticos, nossos grandes administradores, não decidem arrumar a bagunça em um outro nível?

O problema de São Paulo não está só na poluição, esse é um problema resultante de outros descasos. Não adianta nada pensar em reciclagem de materiais se você não possibilita o escoamento de outras coisas, tais como pessoas e produtos.

Fico imaginando se as técnicas de administração de São Paulo fossem aplicadas ao mundo virtual, teríamos rodízio de IP ao invés de melhorias na qualidade dos links, roteadores e cabeamento utilizado.

:P


* Dado curioso sobre a CPMF: era pra vencer nesse ano corrente mas até agora parece que vai ser estendida por mais alguns.

4.7.07

A "Grande N" vai dominar o mundo

A Nintendo, mais uma vez, aumenta a sua linha de "jogos não convencionais". Eu estou falando que esses caras vão dominar o mundo, agora o DS também pode ter uma câmera digital acoplada. Vocês não tem idéia de como isso pode ser utilizado e as possibilidades que abre, não só uma ferramenta idiota como o joguinho de treinamento, mas dá pra fazer mais coisas legais, muito mais!

Leiam mais aqui:

http://jogos.uol.com.br/ultnot/nintendo/ult4096u422.jhtm

29.6.07

Viciados do futuro quase presente

- Estou tão triste. Meu filho se desvirtuou, comadre!

- Mas o que ouve, Dona Ana? O que o menino aprontou? Ele me parecia um bom moço.

- Comadre, o Vitinho está viciado. Entrou para um mundo estranho. Fica o dia todo viajando entre cores e sons estranhos, perdeu o contato com a realidade. O que eu faço, pelo amor de Nossa Senhora das Dores?!

- Já pensou em procurar ajuda profissional? Ele está traficando já? Ou está vendendo as coisas de casa pra comprar novos produtos?

- Ele está comprando pela Internet!!!!! Você não tem idéia, toda semana chega pacote novo. Ele não para de fazer encomendas! Não sai de casa! E quando sai tem uma companhias bem estranhas!

- Então você precisa internar o menino em uma clinica de desintoxição! Um psicólogo e um psiquiatra dão um jeito nele, você vai ver só.

- Mas comadre, não vale a pena eu tentar convencer ele a freqüentar o JVA?

- Aos Jogadores de Videogame Anônimos?! É uma boa saída... mas vai que lá ele se envolve com gente pior ainda. Vai que tem algum jogador de RPG ou um cardmaníaco!!!

- Deus que me livre! Toc-toc-toc – ela bate na madeira.

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É isso aí, pessoal, agora jogadores de games serão considerados doentes, esperem só para verem por aí proibições e até mesmo rótulos dos neandertais que querem arrumar alguma forma de ganhar dinheiro com as conseqüências – espere só isso sair também para aparecerem por aí processos em cima de produtoras de games dizendo que seus clientes foram lesados definitivamente e que precisam receber milhões de dólares em indenização por suas perdas.

O fim está próximo!

E do que eu diabos estou falando? Da matéria da Reunters que está no UOL hoje e diz que “Médicos querem mais estudos sobre efeitos do uso de videogame

9.5.07

Popetine in São Paulo, Brazil

Vamos brincar de onde está Wally? Mas na verdade, vamos brincar de contar quantos PMs e GCMs estão na multidão!

Isso pra vocês verem como o centro de São Paulo "é" o lugar mais seguro de São Paulo. Aproveitem, aproveitem. Tragam os seus notebooks, Ipods, PSPs, Nintendos DS e Palms, hoje vocês podem usar tudo... mas não no meio da muvuca, tentem ficar o mais próximo possível do cordão de isolamento, da unidade K9 e da cavalaria - se tiver uma ponta de medo, vai pra perto do Exército!

Aliás, fez frio pra gente não pensar que estamos no Rio. Não é o Pan, mas é o Pampatine, o nosso papa do Dark Side!