11.10.05

Comendo frango e arrotando faisão?

Olha, estão cobrando pela “invenção” do fogo e da roda, sabiam? É, isso mesmo. Algumas pessoas por aí ainda estão falando que abrir casa noturna e fazer divulgação pela Internet é invenção própria deles. Casa temática também, sabiam? A primeira de todas foi aberta a uns anos atrás, ninguém nunca havia pensado nisso antes. Até acho que eles deveriam patentear o “casa temática e com divulgação na Internet”. Seria “super válido”, como dizem por aí!

As outras pessoas teriam que pagar royalties toda vez que fossem abrir casas noturnas. Acho também que o Alvará de Funcionamento deveria ser liberado somente após o pagamento dessas taxas para os inventores de tal idéia. Novamente, é “super válido isso”.

Sabe como é, talvez seja porque eu não tenha opinião própria ou seja um alpinista social (SIC), mas ainda acredito no trabalho sério e livre. Algumas pessoas sequer sabem a diferença entre direitos e deveres, talvez nunca tenham lido o código civil, nem mesmo a constituição. Os inventores da roda acham que todas as idéias lhe pertencem e que vivemos em uma ditadura – só se pode ter livre ação e pensamento se você jurar fidelidade a sua bandeira. Quanta besteira!

Algumas pessoas são competentes de fato, isso eu pude comprovar nos meus anos todos de divulgação de baladinhas e de “jogação” nas mesmas. Um número considerável destas pessoas é fantástico, sabe mesmo como construir imagem, fazer o trabalho braçal e conhece a dificuldade que é ter um “trabalho” - não usam como pretexto para "catar" pessoas ou para inflar alguma lacuna ou disfunção em seu ego. Levam a sério o que fazem, estudam e praticam. Tentam atender da melhor maneira possível os clientes, tentam divertir o pessoal e vivem sempre suas vidas paralelas sem deixar que elas interfiram naquela outra parte, que é a vida real.

Não adianta, por mais que o digam, viver de uma pseudo-vida não é saudável. Talvez, essas pessoas só compreendam isso de fato quando forem “bichas velhas”, “quarentões sacanas” e “caras chatos que vivem bêbados e/ou drogados nas baladas”. Mal sabem essas pessoas que a maioria das amizades que conservam são com pessoas nocivas, que vão virar as costas assim que o novo “lugarzinho da moda” aparecer.

A maioria das pessoas incompetentes se rodeiam de sanguessugas e formam um fã-clube de imbecilóides que nem sabe o que estão a dizer. Todo mundo tem um boato novo, uma história nova, uma informação qualquer ou um bafon quente pra jogar – com as mentiras plantadas as pessoas ganham status (ou um pseudo-status que eu ainda hei de entender porque é tão atrativo assim).

Acredito muito que quando uma pessoa planta um boato ou uma situação, ela não é de confiança. Se falam mal dos outros, com certeza irão falar mal de mim. Pessoas sem vida adoram meter o bedelho na vida alheia e detestam a felicidade daqueles que “perderam”. Tudo se resume a ciúme e inveja.

Gente falida diz que o outro é falido para esconder sua situação. Gente mal amada diz que o outro é mal amado para não encarar sua solidão. Tudo se resume a isso: falta de coragem e negação.

Enquanto isso, eu fico muito bem e feliz com as pessoas de verdade, porque eu não preciso do que é de mentira. Aceito-me bem do jeito que eu sou, com meus defeitos e meus erros. Não vai ser uma cirurgia plástica no nariz que vai me melhorar como individuo, nem mesmo a aplicação de silicone ou um peeling mal realizado.

O que eu sou não precisa de reparo estético, mas sim de coisas que a maioria das pessoas não enxergam: sou melhor quando assumo os meus erros e tento arruma-los em mim mesmo. Quando modifico o que eu sou não é pra negar uma realidade que eu não suporto, mas para um prazer que só vem a mim quando assumo algumas características – não é a maquiagem ou a cor de meus olhos que vai me definir! Não mesmo!

O que eu sou está por baixo da pele, mas aqueles que só vivem dela não vão saber o que é.

As idéias são livres e me definem como ser, assim como definem outras pessoas. Gente fantástica é gente transparente, não precisam de subterfúgios para ser – apenas são e acabou.

Não preciso namorar alguém para ser eu mesmo e se eu estou com alguém é porque amo. Se vou me casar é porque encontrei a pessoa que me completa, não preciso disso para ser melhor, mas sou MUITO melhor com ela, pois o que temos só a gente sabe como é.

Não vivo da noite. Minha vida está em outros lugares e faço o meu trabalho muito bem.

Não preciso ser um ícone, só preciso ser eu mesmo sempre, mesmo que as pessoas não consigam entender o que é ser autêntico.

Não preciso editar conversas ou ofender e depois ficar moldando a opinião pública, pois eu vou continuar vivendo assim mesmo aos quarenta. Não preciso respirar juventude ou plantar minha semente por aí porque eu gosto de trepar sem camisinha – planto a minha semente de forma responsável e amo com zelo, coisa que essa gentinha não compreende.

Sou feliz com a felicidade das pessoas que eu gosto e não busco prejudicar ninguém. Meu pensamento é livre e conheço os meus direitos. No final, as pessoas não precisam saber quem eu sou, pois vou continuar sendo eu mesmo independente da tietagem que a maioria vê como meta para se perpetuar – eternizo-me nas pessoas que eu amo, não nas massas, “pois o que importa de fato é invisível aos olhos”, citando Saint-Exupèry mas entendendo seu verdadeiro significado.

As idéias são livres e não há como segurá-las, pois são bens imensuráveis. Se isso é uma inverdade, então, por favor, achem o dono da patente do fogo e da roda, preciso pagar uma porcentagem cada vez que os uso.

E algumas pessoas deveriam ler o Artigo Quinto:

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (...)

Principalmente os itens IV e V:

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

Acho que é isso.

3 comentários:

lulitozzi disse...

hahahahha, ai, isso me lembra minha aula de direito autoral...
bléh.
mas é util.

Anónimo disse...

Poe! Não te estressa!!!! Alguém já contou pra eles que o nome Atari não lhes pertence??? Não sei bem como isso funciona, mas com certeza, a empresa detentora da marca Atari, poderia muito bem colocá-los no pau! Puta processo nas costas..eh isso q eles merecem!

Anónimo disse...

Putz!

Esse teu texto se aplica perfeitamente à minha vida nesse momento.

Cansada de pessoas mesquinhas... As tais sanguessugas!

Vou copiar e salvar tá?!

Parabéns!