6.1.06

Continuação do post de ontem!!!



b. A arma deixa a população mais “macha”

A sensação de poder que uma arma de fogo dá ao ser humano é sensacional. Você segura uma pistola na mão (estou falando de revólveres, viu?) e se sente o rei do mundo, mais que o Leonardo Di Caprio em Titanic. Estou falando isso porque já segurei uma em minhas mãos.

Quanto maior a arma, maior é a sensação de poder. É incrível como isso acontece. Você se sente invencível e que consegue fazer tudo o que quiser, como se a arma lhe desse superpoderes especiais – você é deslocado para uma posição de poder, porque você pode danificar coisas sem encostar nelas. As explicações são diversas para esse fenômeno, porém, eu ainda tenho cérebro que pensa mais do que as zonas do instinto e sei que o que eu tenho na mão vai causar alguns estragos que eu não vou poder remediar.

Esse sentimento de ter uma arma de fogo nas mãos e o poder que isso dá não poderia ser arrancado do brasileiro, ele não vai abrir mão desse acréscimo instantâneo ao tamanho de sua pica. Não vai largar a posição de poder tomada quando ele empunha seu revólver em um bar qualquer e mostra o quão macho ele é. Ter uma pistola em mãos dá virilidade ao caráter falho, mostra que o cara é macho mesmo que sua outra pistola não seja lá grande coisa.

E você acha que as pessoas iriam abrir mão desse “direito de macheza”?

Devido a esse poder todo que a arma de fogo representa, algumas pessoas ficaram com medo de abrir mão do tal “direito” de ter uma arma de fogo com medo que o estado lhes tirasse também o direito de falar o que se pensa ou o de significar algo.

Não se preocupem com isso, meus caros. Se realmente o estado quisesse tirar de vocês as armas eles o fariam. Vocês vão continuar sem acesso a fuzis, granadas, lança mísseis, morteiros, aviões de guerra, metralhadoras, artilharia anti-aérea e tanques – isso se vocês comprarem armas legalmente, porque em alguns lugares, na capital famosa de um estado famoso, você consegue até mesmo comprar esses itens, tirando os tanques e aviões de guerra (por enquanto). Caso o Estado achasse que deveria dar um golpe e colocar uma ditadura mais uma vez por nossas goelas abaixo a gente poderia se defender com essas pistolas todas. Todo mundo com seu revólver 38 na mão e suas espingardas de matar galinha! Iríamos fazer a revolução armada! Iríamos parar a máquina do Exército! Iríamos enfrentar todo o aparato militar não-tão-de-ponta das Forças Armadas com isso tudo e seríamos vitoriosos devido ao nosso super treinamento em como empunhar nossas armas todas! Seriamos exemplo para o resto do mundo!

Notaram que não faz diferença nenhuma armar todos os 180 milhões de habitantes do Brasil com uma arma de matar pardal na mão? Se eu tivesse um exército de verdade na minha cola, acho que eu choraria feito neném e largaria minha arminha em algum lugar, já que aquele encouraçado blindado de várias toneladas apontou o seu canhão com alguns bons quilos de explosivo para a casamata improvisada que eu fiz. “Eu me rendo” seria no mínimo uma frase inteligente, mas acho que na hora iria ser correria para qualquer lugar longe dali.

Você acha que o Estado é burro o suficiente para alimentar sua população com armas que possam criar resistência as suas forças armadas? Não, eles não seriam tão burros! Eles leram o manual de “Como governar uma nação” e também leram Maquiavel, sabe? Aquele cara que escreveu um livro chamado O Príncipe e que dá valorosas lições de como manter um povo na linha e ótimos argumentos para explicar o que acontece com as massas.

As desculpas são muitas, mas no final, tudo se resume a um déficit em tamanho ou potência que é suprido por um acessório que não tem nada a ver com sexo – ou têm?

(Parte 2 - continua...)

5.1.06

Depois do referendo

Agora que as coisas deram uma “esfriada” e já faz meses que a gente foi parar lá nas urnas, decidir se aquele tal do Estatuto do Desarmamento iria continuar valendo e “o comércio de armas de fogo e munição deveriam ser proibidas no Brasil”. Fomos as urnas e, bem como suspeitavam aqueles que deram uma paradinha para pensar sobre a questão, o povo decidiu que o comércio NÃO deveria ser proibido.

Então fica esse monte de gente “feliz” porque mantiveram seus direitos e, como se fosse em jogo de futebol, soltam por aí com orgulho que “seu ponto de vista estava certo”, como se seu time tivesse ganho o campeonato – só faltam os gritos de “É campeão! É campeão”. Bem, eu nunca achei que a maioria ditasse o que é certo, mas sim o paradigma moral e ideológico da sociedade, mas aí, é discussão para um outro momento (uma mesa de bar, talvez).

É preciso saber, antes de tudo, o que a dita “Lei do Desarmamento” dizia.

Isso vocês podem conferir em alguns links (mais deles vou colocar em “Referências do texto”, pois assim vocês ficam sabendo de onde eu tirei muitos dos argumentos aqui contidos):

Depois disso tudo que se passou, basta fazermos perguntas a nós mesmos, para ver o que mudou e o que vai ficar melhor ou pior (e vai por mim, as coisas vão ficar bem “quentes” daqui uns tempos, estou pensando seriamente em NÃO sair da cidade e morar em um prédio com condomínio BEM caro, com pelo menos 80% dos gastos com estrutura de segurança).

Então vamos nos perguntar e pensar um pouco. Isso faz bem às vezes (só as vezes, senão você pode incomodar alguém e, sabecumé, merrrmão, tu some).

(Vou postar uma parte por dia, são vááááárias páginas de texto, então, paciência. De hoje até semana que vem vocês ficarão saturados de conteúdo relacionado. Depois vou postar uma outra "viagem" minha, nada ligada a política).

1) Porque a “Lei de Desarmamento” não passou?

a. A população se sente insegura e isso é de conhecimento geral

Todo mundo sabe que o referendo não passou por um motivo bem claro: o brasileiro comum não se sente seguro. É de conhecimento geral, até você que está aí lendo isso em casa sabe disso, sentadinho na frente do seu computador, envolvido por entre quatro paredes, uma tranca na porta, uma grade lá fora no portão e, se você morar em um prédio, possivelmente com câmeras de vigilância, segurança interna, cerca elétrica, etc.

Pergunte para você mesmo se você se sente seguro, faça essa pergunta com mais seriedade e pergunte para você mesmo se você daria uma volta no centro da sua cidade as 22h, sem se preocupar com as pessoas que passam perto de você ou te olham do outro lado da rua.

Não adianta, o brasileiro não se sente seguro porque não acredita na eficácia da força policial.

Uma pesquisa feita pelo IBGF (Instituto Brasileiro Giovanni Falcone, órgão de combate à criminalidade) consta que o medo é a insegurança é proporcional a classe social do cidadão. Esta pesquisa determina a resposta para a pergunta se a sensação de medo aumentou, diminuiu ou permaneceu a mesma do que em anos anteriores. As respostas para “sim, aumentou” foram:

Classe A* – 72%
Classe B* – 70%
Classe C* – 66%
Classe D* – 61%
Classe E* – 44%

* De acordo com a classificação econômica adotada pela Associação Nacional de Empresas de Pesquisa.

Ainda nessa pesquisa, 86% dos pesquisados disseram que sentem “muito inseguros” ou “inseguros”, entre as opções “muito inseguro”, “inseguro”, “seguro” ou “muito seguro”. Com uma concentração mais uma vez nas classes A e B de pessoas com um maior índice de insegurança, sendo que 90% deles se sentem muito inseguros ou inseguros.

Foi uma jogada suja perguntar se o brasileiro queria ou não manter o tal do “direito a se defender portando armas de fogo”, mesmo que a pergunta não tenha sido essa, é isso que eles fizeram. Se você não dá estrutura para alguém se sentir seguro, claro que a pessoa vai se agarrar à falsa idéia de segurança que a arma de fogo traz, naquele direito praticamente divino de defender a si mesmo, sua família, sua propriedade e seus valores através da maneira mais eficaz: com um revólver na mão.

(Parte 1 - continua...)

28.12.05

Querem nos roubar 6 milhões de reais!!!! E o pior, são os deputados!!!!

Tinha pensado em discorrer um fato que me deixou bem “de nariz torto” por esses dias. O que aconteceu foi que a Câmara do Deputados queria comprar licenças do Office da Microsoft no valor de 6 milhões de reais – “tudo bem”, você pode pensar, “eles precisam de programas de processamento de texto e outros mais para gerir os escritórios ou serviços”. Béééé! Pensamento errado! O Governo optou, há alguns anos, por utilizar o Open Office, uma iniciativa da Sun Microsystems de criar um processador de texto gratuito dentro dos preceitos do GNU (isso mesmo, de graça, sem ônus e de código aberto).

Agora, a Câmara alega que o Open Office não é necessário. Então isso ficou martelando em minha cabeça e eu ia fazer um baita texto falando todas as coisas que eu achava sobre, mas hoje entrei em meu navegador web (o Firefox, aliás, hehehe), abri meu leitor de RSS e dei de cara com uma matéria do site Web Insider, escrita por Ricardo Bánffy, que já disse quase tudo o que eu tinha em mente (eu ainda tenho outros argumentos, mas isso já nos faz pensar).

O nome da matéria é O Office dos deputados.

As matérias que me levaram a ficar matutando sobre o assunto são:

  1. Deputados reclamam e Câmara compra MS Office
  2. Câmara suspende pregão para adquirir MS Office

Agora, vendo essa besteirada toda, gostaria de convidar a todos vocês, que trabalham com tecnologia ou sabem o que isso significa, que tenham blog, flog ou qualquer espaço (vale até MSN), a divulgar essa palhaçada. Tá, eu sei que muita gente acha que não vai fazer diferença alguma, mas creio que devamos dar a devida atenção, pois isso é um abuso e um desperdício óbvio de dinheiro público.

Vamos nos mobilizar? A Internet ainda é democrática, vamos exercer nosso poder! :D

(Melhor fazer isso que enviar spam, que é atitude mal educada e, em muitos aspectos, ilegal).

27.12.05

A medicina brasileira é tão avançada que até uma das personalidades mais conhecidas de todos os tempos resolveu vir aqui se tratar. Aliás, o mais interessante, não é que ela veio se cuidar apenas por aqui, pessoal, é que ela está se utilizando do SUS para isso.



Quem? Oras, a Monalisa!


Monalisa permanece internada na UTI do Hospital do Servidor Público Municipal. Seu estado ainda é considerado grave.


Segundo matéria publicada no UOL.



Viu, e vocês ainda reclamam do sistema de saúde brasileiro!!!!

16.12.05

O tonto NUNCA foi o companheiro do Zorro, poxa!!

Vamos lá, essa é uma confusão bem velha (e bota velha nisso!!!). A nova novela das sete (blerg) da Rede Globo, a tal Bang-Bang trouxe uma idéia até que engraçadinha: o cantor e ator Sidney Magal interpreta uma paródia do Zorro. Junto com ele, o ator Eliezer Motta (que já fez pérolas como Batista, na Escolinha do Professor Raimundo, e o ajudante do Capitão Bicha, nos programas do Jô Soares) interpreta Tonto.

Legal, uma idéia fantástica, já que Zorro e Tonto eram companheiros na série de TV, mas nos últimos filmes das telas foi levado ao esquecimento – agora só faltava ele montar em seu cavalo, o Silver, e sair cavalgando para o sol poente. Opa. Opa. Perai, até eu to me enganando! Isso é confusão das grandes.

Zorro e Tonto nunca estiveram em uma mesma história, a não ser em qualquer crossover maluco que possa ter surgido por aí, no melhor estilo “Drácula versus Zorro” ou “Superman versus Alien”. Zorro é um personagem solitário, surgido em 1919, em um impresso daquela impressa amarela americana do começo do século XX escrito por Johnston McCulley, e que deu origem a muitos dos heróis de quadrinhos que conhecemos hoje (e de alguns que ainda são lembrados); só pra mencionar alguns deles: Super-Homem, Batman, Fantasma, Mandrake, Flash Gordon e, posteriormente, The Spirit (Eisner ruleeez!!!!). Depois de fazer sucesso em histórias escritas e desenhadas, Zorro foi para o cinema em 1920 com o “The Mark of Zorro”, nome parodiado atualmente para revitalizar o personagem em “The Mask of Zorro”, filme com Antonio Bandeiras, Katerine Zeta Jones, entre outros (esses valem o filme). O nome Zorro quer dizer raposa em espanhol, daí vem a atitude furtiva do herói que lutava, em uma Califórnia dominada pelos espanhóis (ela era parte da Coroa Espanhola, pra quem não sabia, e foi comprada pelos Estados Unidos, assim como o Novo México e outros estados americanos que pertenciam a “outras nações”), contra os nobres e ricos que injustiçavam o povo (qualquer semelhança com Robin Hood é mera influência, afinal, não se plagia nada no mundo - você apenas reconstextualiza as coisas, utilizando fortes influências, duh!).

Devido à febre do mascarado, não demorou muito para ser lançado uma série televisiva baseada na idéia de “justiceiro mascarado no tempo das carroças, cavalos e pistolas”. No início da febre “far west” (abrasileirada para “faroeste”) surgiu o Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger, no original), com seu Cavalo chamado Silver e um companheiro índio chamado Tonto. Ah! Agora sim! Mas o tal do Cavaleiro Solitário não vestia preto, mas sim uma roupa branca com detalhes azuis (nos televisores e cinemas p&b nada de cores, apenas branco e cinza) e uma máscara preta cobrindo a face – bem diferente, aliás, do lenço amarrado por Zorro em sua face (a máscara lembrava muito a que The Spirit, escrito pelo gênio Will Eisner, usa).

Então, eram séries diferentes, com personagens diferentes. A única semelhança de fato era o período que elas se passavam, mas só isso, porque o Cavaleiro Solitário ficava lá pelas bandas do oeste americano, enfrentando índios malvados, bandoleiros e toda escória que aquele lugar poderia produzir (pelos padrões americanos, mas pensando bem, o Cavaleiro Solitário poderia ter dado uma sova na família Bush, não?). Agora, o Zorro, ficava lá no seu cantinho da Califórnia, batendo em espanhóis malvados que se aproveitavam do povo.

A confusão aconteceu aqui no Brasil devido à tradução em um dos filmes, que se chamava “Zorro – O Cavaleiro Solitário”. Meleca! A série de TV do Cavaleiro Solitário fez um sucesso danado por conta de algumas jogadas marqueteiras e todo mundo começou a confundir os dois personagens. A mídia da época ajudou muito nisso, mesmo sabido que The Lone Ranger havia se inspirado em El Zorro, já mencionado lá em cima. Com o tempo as coisas foram se confundindo e foi fácil mesclar a imagem do Cavaleiro com o Zorro, já que também este possuía uma série de TV também da mesma época.

Aprenderam, crianças? Cavaleiro Solitário não é sinônimo, apelido ou alcunha do Zorro, é um personagem diferente, beeeeem diferente do nosso tio mascarado e que vive em nossos corações. Tonto nunca esteve com Zorro. Silver não é o nome do cavalo do Zorro, que, na verdade, se chama Tornado (Hurricane no original). O Sargento Garcia nunca esteve do lado de um cara com máscara preta, roupa branca e azul, montado em um cavalo branco e com um índio norte-americano colado nele.


Espero que tenha sido um ótimo apanhado de informação inútil.

Quer saber tudo sobre o Cavaleiro Solitário? Então, se você tem conhecimento em inglês, aproveite: http://en.wikipedia.org/wiki/Lone_Ranger


Se quer saber mais sobre o Zorro, em inglês também, acesse e se divirta aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Zorro

Até

.

14.12.05

Ultimamente ando reparando nesses “nuevos medios” internéticos, que nem são tão “nuevos” assim. Blogs, fotologs, livejournals e um tanto de outros serviços que o pessoal usa para expor usa idéias ou seu cotidiano. Em uma instância maior, acabei por observar que as coisas “legais” ou “bonitas” acabam criando um certo desconforto. Quando a popularidade de alguém sobe, por motivo qualquer que seja, existe um movimento contrário de anti-popularidade que se levanta proporcional. Isso não é uma exceção, vi acontecer com amigos, conhecidos e com gente que eu nunca troquei sequer um “A”, mas que, como pude constatar, também tinham um fã-clube contrário, feito de pessoas que não gostavam da imagem absorvida.

Então parei e sentei para levantar motivos que podem fazer com que uma pessoa aja assim:

  1. Inveja
    Esse é o mais simples e comum dos motivos. Não dá pra explicar o que movem essas pessoas a não ser associar a elas esse pecado capital. Invejar é desejar para si o que uma pessoa tem, de forma nociva, depreciando o detentor daquele bem. Você pode invejar qualquer coisa, desde um item material até uma atitude. Como eu sou uma “pessoa culta” (referente ao item 3 deste texto) e quero provar para pessoas superiores que porventura leiam esse texto que não estou falando besteira, vou buscar ajuda no léxico.

    Segundo o Dicionário Hoauiss:


    Datação
    sXIII cf. FichIVPM
    Acepções
    ? substantivo feminino
    1 sentimento em que se misturam o ódio e o desgosto, e que é provocado pela felicidade, prosperidade de outrem
    2 desejo irrefreável de possuir ou gozar, em caráter exclusivo, o que é possuído ou gozado por outrem
    3 Derivação: por extensão de sentido.
    objeto da inveja
    Ex.: os jovens liberados de preconceitos são a i. da velha geração
    Não tem jeito, a inveja ainda move essa massa toda de gente enchendo o saco e querendo danificar o que a outra pessoa conseguiu. Talvez a inveja seja somada a um sentimento de frustração (será que preciso colocar o significado disso também?) que vai desencadear ataques e um tanto de idiotices gerados. Não contente em apenas reclamar, algumas pessoas tem idéias “super legais” de floodar os serviços, tira-los do ar ou pedir a ajuda para aquele amigo lammer para que ele possa “dar um jeitinho” no objeto de desejo/ódio.

    O que mais frustra estas pessoas é que, por mais que elas façam e desfaçam, a maioria dos atacados não se move ou comove com as intervenções efetuadas, aumentando assim a ira daquele que deseja o bem de outrem.

  2. “Ícone de Contracultura” ou “Síndrome do Anti-Pop”
    Já provaram por A + B que contracultura também gerar popularidade e o que é mais “legal” do que ser “do contra”? Hoje em dia isso nem tem tanta importância, mas nos anos 80 ser “do contra” era lindo, você podia ter qualquer idéia, mas ela tinha que ser contrária ao sistema de regras vigente para você ser “cool”. Como “torcer o nariz” dá um certo ar de superioridade, algumas pessoas desprovidas de segurança de ego fazem questão de usar como justificativa para seu desvio de personalidade.

    Pessoas que estão nesse grupo tendem a não gostar da moda de jeito algum e de dizer que a “moda fede” e coisas do tipo. Muitos adolescentes estão nesse grupo, afinal, é uma boa maneira de se mostrar diferente do mundo e superior a todo o resto quando se demonstra para a maioria que despreza que não faz parte dela devido a sua cruzada contra os “ídolos pop” ou elementos que julgam “populares” dentro de sua realidade.

  3. Falso intelectualismo
    Creio que esse seja bem semelhante a soberba, pois o individuo que mantém essa postura precisa provar para o mundo a sua inteligência e superioridade. Movido praticamente pelo mesmo motivo que o item anterior, o falso intelectual acaba sendo o mais chato de todos. Para justificar alguma defasagem em sua personalidade ele acaba por nutrir um orgulho estúpido e cego que faz com que o seu conhecimento o eleve a uma posição superior a todas as outras pessoas. O falso intelectual então começa a sua cruzada, tentando expurgar, tal como um cavaleiro medieval, todas as “formas de pensamento inferiores” de sua frente, iluminando os caminhos e dando uma existência mais plena de sentido. Essa idéia é um tanto quanto exagerada em um primeiro momento, mas só de parar alguns minutos já me veio a cabeça imagens de “falsos intelectuais”, que agem praticamente como fanáticos religiosos querem provar que o mundo está errado e que só sua visão salva.

Algumas coisas que não fazem sentido, para mim, é porque as pessoas não assumem que estão sentindo falta de algo e apenas vivem. Esse desejo por danificar o que o outro faz é incrivelmente humano, porém, desprezível. Deveríamos todos tentar lutar contra esse tipo de sentimento, pois a liberdade de se expressar não define que possamos ou devamos atacar com pedradas aquilo que não gostamos. E não estou falando de assuntos delicados como a ideologia religiosa, a sexualidade ou instituições políticas, apenas estou mencionando aqui coisas simples, como idéias pessoais, fotos do cotidiano e afins.

Quanto mais nos cegamos por nosso próprio ego (porque esses três motivos são gerados para alimentar o nosso desejo de compensar algo que nos falta), mais problemas causamos a nós mesmos e a sociedade que nos circunda.

Ao invés de ficarem pensando em como foder com seu vizinho, tentem melhorar a qualidade de todos que lhe rodeiam. Garanto que se toda essa força para fazer estragos fosse utilizada para construir coisas legais, o mundo seria um lugar bem melhor – senão todo ele, pelo menos a sua casa.

Antes de pensar em limpar o umbigo alheio, certifique-se que o seu está bem limpinho e, lembre-se, a sujeira, sua localização e sua quantidade estão dependentes do ponto de vista do observador.

Bom, fica aqui minha constatação, mas é só minha opinião, não é um dogma e nem mesmo uma regra, apenas o que observo (aliás, se tiverem outras idéias sobre, vamos compartilhar).

16.11.05

Nosso zine e e-zine (do Marcelo, Adriano e meu) vai sair um dia, acreditamos os três, enquanto isso a gente tá aleatorizando em outro blog. Agora temos um "colective blog". Garanto que vai ter coisa legal (engraçada e de chorar) por lá... por enquanto, só eu estou enchendo o saco com minhas besteiras de sempre, afinal:

O punk não morreu! Extra! Extra! O punk não morreu...

3.11.05

Acho fantástico a apropriação de um costume nada ligado a nossa cultura raiz como é o que ocorre com o tal do Rélouiem. Incrível como absorvemos esse pseudo-feriado de forma tão natural. Os norte-americanos festejam essa porcaria de feriado com outro significado, baseado em seu folclore local que varia de lendas irlandesas (nem eles assume isso de fato). A lenda daquele famoso “cara com cabeça de abóbora”, o tal Jack’O Lantern, vem de uma lenda irlandesa igualzinha, só que o tal do Jack colocava um outro vegetal no lugar da abóbora do tipo moranga na cabeça.


Mesmo sabendo que a variação do referido feriado vem de alterações no decorrer dos séculos do Dia de Todos os Santos, somado a cultura céltica que festejava o Ano Novo druída nesta mesma época. Estes fatores coincidentes criaram então a soma do Dia de Finados (dia posterior ao Dia de Todos os Santos) e o ano novo dos celtas. Essa idéia somou então o paganismo ao cristianismo, uma das combinações mais comuns em todo o mundo (a crença católica sempre se soma a outras religiões e criaram-se diversas variações do cristianismo devido a isso - vide a própria soma Candomblé e Catolicismo).

Os brasileiros se apropriam dessa cultura devido a um esforço da industria de guloseimas e afins para conquistar mais um nicho dentro do mercado nacional, já que o já não tão famoso Dia de São Cosme e Damião não cumprem seu papel.

Dentro da crença católica apostólica romana (pra quem não sabe, o Brasil é o maior país católico apostólico romano do mundo – pois essa é a religião oficial no país) a morte sempre esteve ligada a austeridade e não às festas. A idéia do Halloween sempre foi a de um dia “negro”, transformada pelos “americanos viciados em feriados pra vender coisas” para socar doce na criançada.

O dia 31 não existe em nossa cultura, mas para o folclore norte-americano está ligado intimamente ao dia dos mortos. Várias culturas celebram seus mortos de maneira distintas, tais como os celtas que bebiam e faziam festas de Samain e os mexicanos que festejam seus mortos com festas alegres e muita bebida.

No Brasil, festejamos o nosso próprio dia para os mortos, o tal do Dia de Finados. Neste dia os ritos são bem distintos, pois, de acordo com a fé cristã, ninguém deve celebrar os mortos, somente Cristo. Só que tem um monte de lacunas aí que permite a “memória dos que já foram”.

Pessoalmente eu nem festejo o Dia de Finados e nem sou católico praticante, oficialmente eu não tenho religião e sou uma salada de frutas no quesito "mistura de crenças", mas nem por isso deixo essas bobeiras passarem - fico reparando no que me rodeia.

O grande problema é que nos rendemos, mais uma vez, e perdemos a soberania cultural. As festas do nacionalizado “Dia das Bruxas” continuam por aí e a gente vai perdendo um pouco mais da nossa própria identidade cultural, absorvendo a tal da liberdade americana e daquela merda de pensamento de “eles querem que paremos de voar e comprar”.

O povo gosta mesmo é de pão e circo – e quanto mais gordo o pão, mesmo que sem miolo, ou mais bonita a roupa do palhaço, menor é a reação da platéia para a verdade que está fora da tenda.

Triste.

31.10.05

"Quando ficamos de quatro as coisas funcionam"

Hoje eu e a Luli chegamos nessa conclusao mística!! Foi um dia de profunda iluminação em nossas vidas.

Chegamos do almoço frustrados, pois fomos comprar um case de CD e não encontramos o "tio dos cases", um camêlo que está sempre na Rua Xavier de Toledo vendendo esses utensílios muito procurados por "dijeis" e "dijéias" (e o povo que adora baixar porcaria pela Internet e manter em uma semi-ordem olística). Misteriosamente ele nã oestava lá, tinha se transformado em um "tio do guarda-chuva", coisa que acontece com todos os camelôs do centro de São Paulo e região da Paulista quando começa a chover (não sei de onde eles tiram todos aqueles guarda-chuvas e nem onde eles colocam as mercardorias anteriores, perguntem para eles, pois isso não compete a mim, cada um com suas opções sexuais!).

Voltamos então falando merda (sim, porque só sai porcaria daqui) e tirando onda do "tio estátua prateada" que fica na esquina da Xavier e do Viaduto do Chá.

Chegamos no trabalho e levamos um olé fenomenal dos elevadores. Três deles fingiram descer, mas na verdade estavam subindo. Ficamos esperando e demos o bote no quarto, por via das dúvidas foi uma tocaia mesmo. Subimos, entramos e fomos a caça de um café consolador, nada! A máquina estava sendo arrumada.

Tentamos então formatar a máquina da Luli (dó dela, afinal, Ruindows 98 ninguém merece!!!!!) e a unidade de CD dela não funcionava. Nem na base sexual agressiva funcionou, colocando um clipê de papel naquela entradinha de emergência. Desencanamos.

Então, começamos a colocar um pendrive nas unidades USB de nossas máquinas que, estratégicamente para nos humilhar, encontram-se embaixo de nossas mesas.

Fomos nós ficar de quatro.

Várias vezes o fizemos e em computadores diferentes. Qual o resultado?

A unidade de CD, misteriosamente, começou a funcionar e a máquina de café foi reparada. Depois de tudo acho que os elevadores voltaram a funcionar direito e o "tio do guarda-chuva" voltou a ser o "tio dos cases".

Nossa conclusão mística foi que "toda vez que a gente fica de quatro, alguma coisa volta a funcionar". E olha, é uma idéia bem avançada para os padrões de pensamento nossos, ou melhor, é uma idéia bem porca mesmo! :P


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E não percam, gente! O Toy Lounge abriu de vez. O final de semana que passou foi divertidíssimo. Quero ver vocês lá na sexta e no sábado!

Até.

25.10.05

Bom, pra tirar a seriedade um pouco dos meus textos e escrachar o mundo um pouco (porque tudo é uma bosta, eu sou reclamão, mas ainda dou risada da humanidade - que se fosse pra chorar, eu ia desidratar).

Ontem eu precisei usar um serviço de mapas, especificamente o mapas do UOL (não vou passar links, seus preguiçosos, deêm pageview pro UOL, vamos lá, vamos lá - eles precisam ganhar $$$).

O resultado foi que eu fiquei com uma dúvida e, na minha pressa coelhística, não consegui achar o que eu queria. Então, mandei um e-mail para sanar a minha dúvida simples. A mensagem exata eu sei porque eu recebi uma resposta do serviço hoje e devo dar os parabéns para eles, afinal, foi bem ligeiro o atendimento (sem ironias, pelo menos aqui).

A pergunta foi, segundo o e-mail em resposta:

Data : 24/10/2005
Cidade :
Endereço/Numero Origem : Alberto Byington,
Endereço/Numero Destino : ,
Usuário : Fernando Bellentani
Email : fernandobellentani@uol.com.br,
Comentarios : Não consigo traçar uma rota entre um endereço de São Paulo e Osasco. Isso não é possível? Att. Fernando Bellentani
O problema não foi o tempo da resposta, mas sim a resposta em si.

A resposta foi a seguinte:

Boa Tarde Sr. Alberto,

Para verificar rotas sendo assinante Uol entre com seu e-mail e senha no [URL do site de mapas] onde diz "Se você é assinante acesse grátis por aqui" e clique em rotas ponto a ponto que o site faz a roteirização para você.

Qualquer dúvida, por favor, entre em contato conosco.

Atenciosamente,

(NOME DO ATENDENTE)

Fone: + 55(41) 000000 . ramal: 000
Fax: + 55(41) 000000. ramal: 000
E-Mail: [atendente]@[nomedositedemapas].com.br
Notaram alguma coisa de errada?

Bom, vamos facilitar a vida de vocês numerando as coisas engraçadas:

  1. Meu nome não é Alberto. O meu nome estava escrito, juntamente com meu sobrenome em TRÊS lugares na mensagem. O primeiro, o lugar certo, no campo "Usuário"; o segundo, não tão óbvio, em meu endereço de e-mail; o terceiro, também não tão óbvio quanto o primeiro, estava no corpo do meu texto, em uma assinatura "padrão" (Att. Fernando Bellentani). Então, de onde veio o tal do Alberto? Simples, veio do campo "Endereço/Número de origem". Duh? Sim! :P
  2. A outra coisa é que eu já estava logado no sistema, o nome foi pego, possivelmente do meu cadastro e, caso não tenha sido, "duh!" pra quem fez o sistema;
  3. O melhor é que ela não respondeu a minha pergunta. Dei um panorama sobre o erro em uma afirmação e fiz uma pergunta direta, mas usei a formatação da moda de questões (claro que eu faria como o referendo, colocando toda pergunta na ordem lógica contrária utilizada pelo português brasileiro - com a afirmação ao contrário, com a pergunta utilizando uma negação pedindo uma resposta afirmativa se a pessoa quer dizer 'não'): Isso não é possível? A resposta que eu aguardava era um "sim" ou "não" e, talvez, um porquê. Porém, o que recebi foi uma lição de como me logar no site. Legal, né?
Eis o melhor exemplo de bom atendimento do universo. É por essas e outras que eu fico olhando para mim e para as pessoas que eu convivo e perguntando: Será que se a gente se mudar para a Lua montaremos uma sociedade considerada de gênios ou é a humanidade que é estúpida mesmo?

Ainda nessa semana:

"O referendo NÃO passou e eu já sabia: um ensaio sobre a merda toda que esse referendo significou e todas as nuances para você ficar pensando em super-conspirações que não são mentira".

P.S.: Se vocês ainda não entenderam, esses meus textos são apenas desenvolvimentos ruins da minha forma de pensar e uma tentativa frágil de tentar fazer os outros pensarem.

P.S.2: Os nomes foram emitidos para segurança da moral dos envolvidos (rs)