15.9.05

Cocaína e leite de magnésia

Tossi. Os olhos cerrados e aquela sensação de parto às avessas tomou conta do meu peito. Não que eu soubesse como era um parto, mas o incomodo gerado trouxe essa expressão em minha mente – não me pergunte, não sei onde a ouvi. Olhei para a palma da mão que usei para tapar a boca. Parecia que eu tinha cuspido meu pulmão, mas em cubos escarlates. Uma leve sensação de ânsia se apossou de mim, mas a tosse foi mais rápida que o vômito e lá fui eu botar mais uns cubinhos, mas dessa vez não tive coragem de segurá-los com a mão. Fiz meu castelinho de mim mesmo bem ali no chão, no ladrilho branco do banheiro.

Levantei o rosto e um filetinho de sangue escorria pelo meu nariz. Nada muito sério, resolveria ele rapidamente com um algodão bem posicionado. Agora eu tinha cubinhos de muco sangrento pelo chão e uma cara de buceta menstruada. Escovei os dentes para tirar aquele gosto que fazia meu estômago girar. Não adiantou muito, as gengivas sangraram e, bem lá no fundo de minha consciência (sim, amigos, ela estava viva), alguma coisa gritou que era hora de eu parar.

Aprendi a não ouvir esses avisos. Por quê? Simples, quando algo assim grita no fundo da sua mente é porque realmente tinha algo errado acontecendo. Melhor então ignorar, já que eu estava pouco me fodendo se eu iria viver para ver o amanhã – minha vida é feita de agoras, não é mesmo?

Limpei a sujeirada da melhor maneira que consegui, afinal, estava podre por dentro, mas não precisava deixar a minha casa um espelho da minha saúde. A briga entre consciência e desejo acabou tomando conta de tudo, porra, agora meu pau não subiria se eu sentisse uma cóceguinha na garganta! O que viria em minha mente não seria aquela propaganda do “bichinho do ram-ram”, mas sim a cena nojenta dos pedaços de mim espalhados por meu banheiro. Merda!

Resolvi anestesiar um pouco a consciência e, por conseqüência direta, dar um jeito na dor que me cravava o peito com suas garras incômodas. Abri o freezer velho e retirei de lá a minha sagrada garrafa de vodka. Ah! Santa vodka, remédio para todos os males! Curava desde frieira até dor na consciência, melhor que qualquer outro remédio comum. Afinal, era só tomar minhas três ou quatro doses que logo tudo virava passado ou deixava de existir da forma chata de sempre – tudo ficava mais colorido, mas caso não ficasse era só pedir ajuda pras anfetaminas dentro da terceira gaveta do armário da cozinha.

Como eu adorava fugir de mim mesmo, afinal, eu sempre ganhava no final (sim, isso é uma visão otimistas, pois otimismo é a melhor forma de encarar o meu banheiro as seis horas da manhã de um domingo).

Sentei-me à frente da televisão. Desligada. Droga! Odeio esquecer de ligar o maldito botão antes de enfiar a bunda no sofá de couro e branco impecável (tudo bem, ele nem está tão limpo assim, algumas manchas coloridas eu nem sei de onde vieram, mas as amareladas eu nem quero saber mesmo). Não odeiam quando o controle remoto fica tão distante quanto a televisão.

Cinco passos é muito para quem está acostumado a trocar apenas de nádega que faz fricção na almofada.

Levantei irritado, apertei o botão da TV com o dedão do pé antes de sentar novamente. O controle da maldita em uma mão e o do som na outra. Liguei o som em uma rádio de notícias qualquer, afinal, é bom ter assunto quando falar da roupa alheia não tiver mais graça. Na TV fiquei zapeando pelos canais da “televisão a gato” (claro que eu não pagaria por televisão que cobra para exibir mais propaganda – nasci looser, mas não tão otário assim). Garfield, morra de inveja.

Iniciei o meu processo de absorção de cultura inútil que antecedia o meu dia de trabalho. Bob Esponja, Martin Mistery, Samurai Jack, Meninas Super-Poderosas, MTV, Smallvile, Buffy e o que mais pudesse ser visto entre as 10 e 12 horas de um dia de semana.

Meu relógio despertou no quarto - soava mais irritante que um sinal de escola acabando com a hora do recreio. Fui até o banheiro, abri a segunda gaveta e tirei dois saquinhos de lá. Eram os “restos de ontem a noite”, como diria um amigo meu. Sobraram dois sininhos lindos embrulhados sem mácula alguma de toque junkie algum. Eram cinquenta reais só meus, eram cinquenta notinhas empilhadas de trabalho suado moídas e encarceradas em pó branco nada legal. Abri os dois pacotinhos com os dentes, as gengivas sangraram com esse movimento. Cuspi a ponta do saquinho, com um pouco de sangue, na pia do banheiro. Abri o papel higiênico e sequei a grande pia de mármore (por isso eu adoro apartamentos antigos). Bati um saquinho após o outro na superfície negra, seca e convidativa. Fiz o meu passeio no parque poeirento e branco. Liguei o cérebro em modo turbo, mas alguma coisa não me estava fazendo bem. Talvez tenha sido o copo de leite que tomei e esqueci de mencionar, mas poderia ser também aquele monte de complemento vitamínico que eu engulo pra compensar a má alimentação e os litros de vodka que consumo semanalmente.

Meu estômago dava loopings. Maldito. Maldito. Então resolvi apelar! Já que era para viver de maneira onde de natureba só entrasse no meu corpo o suco de laranja que eu bebia quando pedia um hi-fi ou um Sex on the beach, que assim continuasse sendo!

Farmácia. Drogaria. Grande invenção dos tempos modernos! Grande ícone da modernidade lisérgico-utópica mais próxima de Blade Runner impossível. Nada como notinhas para dar um balão no receituário – pra que receita médica, o dinheiro pode e compra tudo (mesmo que duas notsa de vinte reais não sejam dinheiro de fato elas fazem as suas mágicas).

Analgésico pra dor de cabeça. Pasta de dente com bicarbonato para a gengiva sangrando. O famoso Eparema-marca-registrada. Duas ampolas do afamado Epocler-marca-também-registrada-dez-eme-ele. Na saída ainda me lembro de uma receita da vovó: para problemas de estômago e enjôo, leite de magnésia na cabeça! Só que eu não me lembrava se era pra isso ou pra desentupir pia, mas qual seria o problema, não é mesmo?

Cheguei em casa e comecei a engolir o meu complemento de saúde. Se eu não tinha uma vida regrada, que viessem a mim as regras das bulas, afinal, elas eram tão minúsculas que já não importavam muito.

Mandei ver com gosto. Um remédio por vez. Acho que deveria ter organizado eles por ordem alfabética. Depois de engolir todos eles me senti aliviado.

Minha pseudo-tranqüilidade durou o suficiente para eu sentir os efeitos de tudo batendo pesado lá no fundo da minha alma. Sim, queridos, o coquetel atravessou as paredes do meu ser. Agora eu não tinha mais cérebro. Tenho certeza, meus amigos, não foi a cocaína ingerida antes da salada de coisas que coloquei pra dentro pra resolver os estragos que fiz em mim mesmo nestes últimos meses – ou seriam anos?

O baque foi grande. O estômago já não girava mais, agora ele se divertia pulando para todos os lados. Meu pulmão apertava feito uma cueca justa em dia de calor. Eu suava frio. Tão frio que dava vontade de me atirar em um copo de vodka pra ver se economizava uma grana com a geladeira.

Tum. Não deu outra, tudo bateu mais uma vez e o destino era certo. No meu cérebro soou aquela campainha de aeroporto ou de estação de metrô: - Tim, atenção senhores passageiros, vôo com destino a Privada na Plataforma 1.

Pronto. Lá fui eu colocar a alma para fora.

A grande lição que eu havia aprendido com a vovó estava errada. Com certeza! O que aconteceu foi que o negócio que eu havia colocado pra dentro com certeza havia batido de uma vez e eu já estava com o fígado zoado. Encostei as mãos na privada e chamei o Hugo, o Seu Jorge, o Betão e todos os nomes que lembrem onomatopéias regurgitantes.

Acho que isso serviu para eu crescer como indivíduo. Depois dessa cena minha vida ganhou outros parâmetros. Agora eu sabia bem para onde caminhar e que deveria mudar alguns conceitos. Tirei uma grande lição e poderia me considerar um ser humano melhor.

Em meu ímpeto por purificar meu corpo acabei fazendo uma grande cagada. Na verdade, a cagada veio depois. O que antecedeu isso tudo foi o meu escorregão no tapete molhado do banheiro – culpa da torneira aberta que eu deixara antes de ir pra farmácia, que por sua vez só transbordou porque eu estava tão chapado na noite anterior que joguei papel higiênico na pia e não no lixinho do banheiro; resultado, meleca escorregadia pra todo lado. Com o escorregão perdi o equilíbrio. Cabeça na privada. Desmaio. Algumas horas dormindo. Ninguém em casa.

A lição da vovó realmente se mostrou errada. Depois eu iria lembrar que ela dizia: “Leite de magnésia é importante como antiácido e laxativo”. Porra! Ao invés de utilizar água ou leite para tomar os comprimidos eu bebi meio vidro do leitinho da vovó. Nem preciso dar o saldo depois de algumas horas dormindo pra vocês terem uma noção da imagem escatológica que ficou pintada no chão branco de meu banheiro.

No chão havia uma massa de sujeira e, se você olhasse com muita atenção, estava eu lá, perdido no meio das manchas que variavam entre o lilás e o marrom. Merda, vômito e sangue, era a visão mais intima que alguém poderia ter de mim mesmo – até eu! Acordei com um sorriso torto, dor de cabeça e com a sensação que haviam comido o meu cu durante uma noite inteira – sem contar o aroma maravilhoso de mendigo que exalava do banheiro. Acordei a tempo de limpar todo o estrago sem que sobrasse resquício além do galo em minha cabeça e o dia que tive que matar na locadora de vídeos.

Porém, nada é por acaso e sempre temos um prêmio, por maior, mais fedida e chocante que a merda seja!

Sabe quando você tem aqueles momentos de iluminação quase que divina em sua vida? Esse era um deles! Acho que Buda se sentiu assim quando sentou as nádegas na pedra e encontrou o Nirvana. Agora quem encontrava a saída do Samsara era eu! Morram de inveja, falsos profetas! Queime de raiva, INRI Cristo.

E a fonte da minha iluminação podia ser sintetizada tal como um mandamento, porém, ainda prefiro a gramática mais contemporânea. Minha lição, caríssimos, é:

“Nunca misture leite de magnésia com cocaína”.


Por Poe Bellentani (me)

P.S.: Isso aí em cima é ficção, peloamordeDeus!!!! Não quero ligações desesperadas, e-mails questionadores ou olhares "meu, o que você está fazendo da sua vida?". Separem os "eus poéticos", please! :D

Um trecho de Alice talvez fale mais hoje.

Depois de um tempo ela ouviu pisadinhas ao longe e rapidamente secou os olhos para ver o que vinha vindo. Era o Coelho Branco voltando, muito bem vestido, com um par de luvas brancas em uma mão e um grande leque na outra: ele vinha trotando com muita pressa, resmungando consigo mesmo: “Oh! Ela vai me matar se eu a fizer esperar!”.

Alice sentia-se tão desesperada que estava pronta para pedir ajuda a qualquer um: então, quando o Coelho chegou perto dela, a menina começou com uma voz baixa, tímida: “Por favor, Senhor...”. O Coelho parou violentamente, derrubando as luvas brancas e o leque, e disparou em direção à escuridão tão rápido quando pôde. Alice apanhou o leque e as luvas, e, como a sala estava muito quente, começou a abanar-se enquanto falava:

“Puxa! Puxa! Como tudo está tão estranho hoje! E ontem as coisas estavam tão normais! O que será que mudou à noite? Deixe-me ver: eu era a mesma quando acordei de manhã? Tenho a impressão de ter me sentido um pouco diferente. Mas se eu não sou a mesma, a próxima questão é “Quem sou eu?”. Ah! Esta é grande confusão!”. E Alice começou a pensar em todas as crianças que tinham a mesma idade dela, para ver se tinha se transformado em alguma delas.

Tradução de Clélia Regina Ramos

13.9.05

Hoje eu gostaria de fazer uma elegia, mas por alguns motivos não o consigo.

O primeiro é que meu humor não permite lamentações, gostaria de fazê-las mas tudo o que posso fazer é seguir adiante pulando pelos campos e jogando as migalhas para eu voltar para casa depois (não se preocupem, os passarinhos não vão comer as migalhas, mas se o fizerem eu vou seguir os corpos dos bonitinhos - o pão está envenenado).

O segundo motivo é que não ando muito literato, quer dizer, até ando, mas bem mais prosa do que verso. Não consigo colocar linhas em cima das outras e nem fazer poemas blocados - minha mente pensa de forma textual objetiva, mesmo que criando metáforas e imagens que brinquem com a sonoridade. A poesia nasce de outras maneiras em minha vida: quando eu acordo e olho para o lado tenho motivos o suficiente para fazer versos, mas prefiro beijar delicadamente um rosto e passar alguns minutos fitando as linhas que me deixam assim, bobo.

Só que fica a vontade ainda de fazer a elegia maldita. Queria fazer uma elegia a algo que ficou para trás, um personagem público que se aposentou da vida. Esta figurinha está quase deixando saudades, mas ela não tem nome reconhecido, apenas uma face que eu sei bem. O meu desejo é fazer uma elegia ao meu passado, ao meu eu de ontem, ou melhor, de um ano atrás. Sai da crisálida da melhor maneira possível dessa vez - quando me vi borboleta já estava voando ao lado de outra que também procura as mesmas coisas (ou segue o mesmo vento norte).

Não vou deixar versos, nem vou fazer a homenagem, afinal, algumas coisas eu ainda vou arrastar. Só que eu não tenho esqueletos no armário.

Só que eu ainda suspeito que deveria fazer uma elegia a um coração morto, ou melhor, a uma casca que ficou jogada no canto e eu jurava ser coração. Hoje ele palpita mais forte do que o imaginado, acho que eu estava é guardando os sentimentos no pulmão - sorte que me deram cigarros.

Encerro-me hoje, sem verso e sem elegia, vou é continuar neste meu reino mágico. Só preciso da Lagarta, do Chapeleiro, da Rainha de Copas e da televisão.

Boa subida, eu desço.

5.9.05

Nem muito o que falar da vida, nem pouco. Coisas a falar a gente tem sempre, principalmente gente bocuda e com gene italiano correndo nas veias. O final de semana foi BEM estranho, mas o saldo ainda é SUPER positivo, afinal, o volume de gente do bem que me cerca é maior do que o de “gentinha”.

Duas promessas que eu faço: não piso mais no Atari e não dou mais trela pra essa gentinha.

Gentinha para mim é aquele pessoal que não merece consideração, que usa de tudo para lhe fazer mal mesmo que não seja intencional. Cansei disso! Cansei de briguinhas de ego e de tentativas de massacrar imagens como se isso fosse necessário para se viver. Não é preciso, gente, passar por cima dos outros para conseguir se colocar em qualquer lugar que seja.

O mundo é um lugar bem espaçoso e cabe todo mundo nele, fazendo suas coisas e vivendo em harmonia. O que me torra o saco é que ninguém sabe respeitar o espaço alheio, talvez por falta de educação.

Só que eu quero é coisas boas. Elas estão acontecendo.

Final de semana vocês tinham que ver!!! Sexta foi maravilhoso e sábado sem palavras. Agora, a despedida do prédio atual lá da Dust vai ser nesta terça e estou esperando uma das melhores noites de todos os tempos, pois vai haver uma grande mudança e só vai ser para melhor!!!!

É tão bom sair no auge para outro espaço, mesmo que isso signifique um tanto de sacríficio, mas a festinha nossa lá de sábado vai continuar, só que agora vamos ter lugar para happy hour too!

Depois vou dar mais detalhes!!!! :D

Aos amigos que não apareceram ainda por aqui em Sampa para dar as caras na nossa festinha, eu digo: venham logo, porra!!! rs Vocês tem mais algumas semanas para pensar a respeito, porque quando abrirmos as portas para a nova Addiction vai ser de foder!!!! :D

Até.

3.9.05

A gente aprende as coisas a duras penas. Ontem eu tirei uma lição enorme, aliás, duas:
  1. Sempre ouvir o meu sexto sentido;
  2. E, a mais importante, nunca, mas nunca mesmo, faça do seu quintal cidade.
Nem tenho muito o que dizer, acho que uma letra do Legião diz mais, como sempre, queria sentar e discorrer sobre um tanto de coisas, mas posso metaforizar isso e ganhar algo bom com isso tudo.

Vamos falar de coisas boas. Nessa semana a Dust dá ciao. Por motivos maiores a casa vai ter que entrar em recesso, o prédio atual talvez vire escombros e lá nasça um edifício (como aconteceu com o Bocage). E igualzinho o Bocage a gente não vai sair do inferninho. Em alguns dias vai abrir a filha da Dust, uma casa nova, com tudo novo e um espaço SUPER legal. Vai ser de FODER.

A festa de despedida do prédio atual é dia 06, a AB. Mais detalhes vejam no meu flog!!! Hoje é despedida da gente da Addiction por lá, mas na casa nova o quarteto do mal continua unido: Vecks, eu, Sammy e Renata. Do mal nada, porque só tem bobo aí, gente do bem, transparente e que não pira na batatinha.

Aliás, cuidado, gente, a menopausa deixa pirado de verdade!!!!!!

Outra coisa boa pra se falar é que logo logo meu site novo tá no ar, o antigo tá lá, com meus textos. Contos novos estão saindo, alimentando "O Vazio" aos poucos. Tudo está indo em frente.

A luta continua, meus amigos, mesmo quando te humilham. Quando a gente cai, limpamos a sujeira dos joelhos, tratamos dos machucados e seguimos adiante. São dores que ensinam. Só digo, a partir de agora, virei coelho do Monty Phyton.

And, you, its still growing!!!!! Love ya!!!!!

31.8.05

Quando você leva coice, você mostra a marca...

Levei meu coice e vou mostrar pra todo mundo.

A conversa não foi editada, mas eu retirei a mensão ao nome de outras pessoas, elas foram substituídas por asteriscos (*) e os personagens da história são "pessoa 1" e "pessoa 2". O resto está na integra, tirem suas próprias conclusões.

Mais uma vez: quem sabe do bafon sabe, quem não sabe, sorry, isso é só pra me deixar mais leve!

Respondendo pra quem fizer careta: esse não é o histórico que disse que não publicaria, afinal, eu mantenho a minha palavra e minhas idéias não mudam. Eu já falei, sei o que é ética, mas também sei como me defender.

pessoa 1: só queria saber o que nós fizemos pras pessoas.. pq TODO MUNDO fala mal da gente por trás e depois vem lamber...

pessoa 2: depende ne

pessoa 2: o que vc quer dizer com isso?

pessoa 1: que todo mundo nos critica, fala que a **** é uma bosta, que somos isso e aquilo, mas na nossa frente, é só "A **** é otima, vcssão ótimos"

pessoa 2: que pessoas???é so vcs abrierem os olhos e verem o porque que certas pessoas se aproximam ..o porque certas pessoas falam mal de mim por exemplo e vcs acreditam....o porque certas pessoas...puxamtanto o saco

pessoa 1: criamos mecanismo de auto-defesa...

pessoa 1: a gente aprende...

pessoa 2: pois bem......vacinem-se

pessoa 2: pois eu to fora desse povo

pessoa 2: e mas deviam ficar mais espertos e analisar o porque certa pessoa inventou coisas de mim

pessoa 2: porque serda né???

pessoa 1: descobri que eu queria roubar o público do Atari. que eu usava o mailing do Atari...

pessoa 1: Fui descobrindo um Pessoa 1 tão falso...

pessoa 2: por isso que disse e continuo dizendo..fiquei chateada e não confio mais em quem não confia em mim

pessoa 1: Ingratidão geral...

pessoa 1: mas blz...

pessoa 2: né......A VERDADE É QUE TUDO ESTÁ N SUA CARA E VCS PREFEREM NAO VER....

pessoa 1: eu não vejo, não ouço e não falo mais nada...

pessoa 2: É MAIS FACIL OUVIR CERTA PESSOINHA POBRE E QUE QUER CRESCER

pessoa 2: É COMODO

pessoa 1: só palavras estudades ;o)

pessoa 2: MAS BELE

pessoa 2: NAO VEM AO CASO

pessoa 1: é, tem alguém bem perto da gente que falava mal antes né...

pessoa 2: ENGRAÇADO QUE TAL PESSOINHA VEIO ME FALAR QUE RECEBIA EMAILS DO ATARI E QUE NUNCA SE CADASTROU NA ****

pessoa 2: PESSOA 1 ACORDAAAAAAAAAAAAA

pessoa 2: TO FORA

pessoa 1: i know....

pessoa 2: ACREDITE NO QUE QUIZER.....

pessoa 2: EU TENHO EMPREGO...EU TENHO 2 NOITES...EU TENHO AMIGOS DE VERDADE E DE MENTIRA TB......VC ME CONHECE A 2 ANOS E SABE DE VERDADECOMO SOU..E MEU CORAÇÃO TB

pessoa 1: ;o)

pessoa 1: dois anos vendo o comportamento das pesoas na noite. já
percebi como funciona o sistema ;o)

pessoa 2: AGORA NÃO DESCONFIE VC TB DE MIM......POIS O RESTO JA DELETEI DA MINHA VIDA......SÃO COLEGAS.....DE TRABALHOE DE NOITE.....VC ESTAVA NO MEU CORAÇÃO...ESPERO QUE ESTEJA AINDA

pessoa 1: relaxa ;o)

pessoa 2: ODEIO FALAR DESSA FORM

pessoa 2: MAS vc e eu sabemos de quem e do que estamos falando

pessoa 1:
pessoa 2 briga comigo, mas gosta de mim ;o)

pessoa 1: Sorocaba exporta algumas coisasestranhas mesmo...

pessoa 2: eu nao preciso me provar pra ng.....odeio que desconfiem de mim......da minha honestidade....

pessoa 2: hahahahahahahahahahaha

pessoa 2: ADOGOOOOOOOOO

pessoa 2: adogo

pessoa 2: FICA ENTRE NÓS ISSO TUDO

pessoa 1: lógico!!!!

pessoa 2: ja deu muito bafon todas essas coisas.e vc eu prezo de verdade

pessoa 2: cara.....em sorocaba amigos tb recebiam mailing da ****......

pessoa 2: enfim

pessoa 2: entendeu n´´e?

pessoa 1: Sim sim...

pessoa 1: Agora, me explica:

pessoa 1: Como se compõe um mailing?!

pessoa 2: POR ISSO QUE FALO0...CITEI QUE TENHO EMPREGO...2NOITES..POIS REALMENTE NÃO PRECISO JOGAR BAIXO PARA conseguir nada..e assim se cresce na vida...graças a deus......como foi o caso dapolyy......

pessoa 1: Não é só na porta/site da casa...

pessoa 2: claro que naum

pessoa 2: eu sei

pessoa 1: Embora eu tenha recebido num mesmo dia 60 nomes certa vez (No site da ****)

pessoa 1: *****

pessoa 2: a gente recebe emails de amigos .....abertos.....de divulgação......

pessoa 2: msn.....

pessoa 2: enfim

pessoa 2: eu sei

pessoa 1: Pois é... mas todo mundo preferiu dizer/acreditar que eu estaria tentando destruir algo que ajudei a construir de coração...

pessoa 1: ok...

pessoa 2: tb fiquei encanda com isso

pessoa 1: Podem acreditar... não me faz mais diferença isso...

pessoa 2: dai que comentei contigo.....

pessoa 2: recebi umas 2 vezes emails da **** no ig

pessoa 2: mas foram as vezes que eu cheguei pra vc e falei

pessoa 2: lembra?

pessoa 2: dai vc disse que tinha pedido pro (dono de uma casa noturna)...e ele até confirmou

pessoa 1: Sim sim... E eu tinha adicionado alguns e-mails de gente que eu conheço. Até mesmo dos meninos...

pessoa 2: sim e vc me disse tb

pessoa 1: foram uns 80 e-mails adicionados, entre jornalistas epessoas que fazem a noite,...

pessoa 2: lembra o que sempre falava?

pessoa 2: mailing nao faz festa

pessoa 2: nunca

pessoa 1: eu sei disso...

pessoa 2: o que faz festa e nossa energia bom...e chamar os amigos pessoalmente com flier na mão e nao ter vergonha disso

pessoa 2: ai pessoa 1kkkkkkk

pessoa 2: pessoa 1

pessoa 2: queria tanto que a samy abrisse os olhos

pessoa 2: mas assim que se aprende

pessoa 2: c sabe

pessoa 1: tudo a seu tempo ;o)

pessoa 2: caralhooooooooo

pessoa 2: sera que foi ssorocaba que inventou aquiilo sobre o (nome da atuação de amigos como DJ)???caralhooooo

pessoa 2: so pode ser

pessoa 2: nem passou isso na minha cabeça

pessoa 1: Vai saber... não duvido de mais nada...

pessoa 2: caralhoooo......o rpoprio ***** e ***** riram disso

pessoa 2: caralhoooooooooooooooo

pessoa 2: e muito fodaaaaaaaaaaaaaaa.......imaginaaaaaaa.....

pessoa 2: cara eu não aprende mesmo...sou burra d+ E CORAÇÃO D+....a polly fazia o mesmo....oi lnda...oi amor....festinha??ai...num deu..tava doente.....ai fui pro hospital

pessoa 2:
caralhoooooooooooo

pessoa 1: relaxa... somos novos e aprendemos sempre ;o)

pessoa 2: dane-se......PESSOA 1.....SO QUERO QUE OUÇA DE VERDADE 1 COISA

pessoa 1:
diga

pessoa 2: AMOS VCS TODOS DE VERDADE

pessoa 1: oba!!! vou te agarrar hj então!!! he he

pessoa 2:
de verdade verdaderia...hj chorei o dia todo por causa do ozzy e do kula

pessoa 1:
A, eles vão procurar algo melhor pra eles né... eu fiz isso tb...

pessoa 1:
Todo mundo um dia o faz...

pessoa 2:
mas bele...quem sabe a pitty faz eu rir um pouco..ela deve ser uma fofa

pessoa 2:
sim

pessoa 2: eu sabo.......egosismo meu pensar que eles não sairiam

pessoa 2: piutz

pessoa 2: tenho que ir...a gente c v entaum mais tarde

pessoa 2: bjinhooooooooooo

pessoa 1: bjos linda!!!!

pessoa 2: bji amore

pessoa 2: tchauuu

Pronto, no final dessa história vocês viram que eu sou o vilão. Viram como eu manipulo as pessoas? Como eu sou mau? Como eu como criancinhas e estupro virgens por aí (não vou contar onde eu encontro as minhas, sei que é item raro rs)? Então, cuidado comigo. Não confiem em mim, porque eu sou perigoso (segundo as palavras da pessoa dois eu sou mentiroso, entenderam?).


P.S.: Eu tomei a liberdade de manter um ou outro nome sem modificar, claro que depois eu vejo se esqueci de algum que não era pra constar e retiro, mas está aí a coisa toda, com alguns destaques em negrito onde eu achei bem interessante. Ah, e quando se referem a Sorocaba na conversa, sou eu.


Até.

30.8.05

Noites que são dias, dias que são noites


A vida da gente não exige explicações, de forma alguma achei que isso fosse necessário em qualquer momento da minha vida. Os meus amigos de fato não precisam ler essas linhas, pois estes me conhecem e tem a sua visão formada sobre a minha pessoa (amigos são aqueles que convivem comigo a anos, alguns nem a isso, mas já estão no meu coração, mas estou falando aqui das pessoas que estão comigo desde a minha adolescência e que sempre estarão comigo – falo das pessoas que são caras e sabem da minha índole e da maneira “samurai” quase estúpida de como eu encaro as relações, sejam profissionais, pessoais ou amorosas).

Nos últimos tempos andam acontecendo coisas bem engraçadas no meu cotidiano. Tenho um emprego que gosto, faço o que faço porque tenho vontade e sou competente o suficiente para me manter onde eu estou. Tenho as coisas da vida na medida certa, nem mais e nem menos. Não sou feito de excessos. Só que nessa minha medida de vida eu acabo por ter um problema gigantesco, que é ser aberto demais. Permito que as pessoas invadam meu espaço por tratar quem me parece “do bem” de uma maneira que quase ninguém trataria.

Quando eu gosto de alguém, seja como amigo ou o que quer que seja, gosto de verdade. Não manipulo as pessoas, apenas as trato como acho que elas devem ser tratadas. Sorrio para quem gosto e acho interessante, dou abraço e colo para quem acho que mereça. Ajudo sem questionar, mesmo que não tenha intimidade com quem precisa de ajuda. Cresci assim e sempre agi dessa maneira.

Não preciso usar sentimentos para conquistar coisas que desejo e não preciso subir em uma cadeia alimentar massacrando as pessoas a minha volta. Não preciso do glamour ou da pseudo-fama que muita gente tenta agarrar com unhas e dentes, atropelando tudo o que estiver no caminho, massacrando pessoas e sentimentos como se ambos não importassem. Não preciso dessa falsidade e nem desses sorrisos imbecis que muita gente procura. Por quê? Simples responder: porque quem busca esse tipo de coisa é infeliz. Eu não sou infeliz, porque eu sei o meu papel no meio disso tudo e estou procurando pessoas de verdade no meio da multidão plastificada.

Acho que todos esses problemas, boatos e “disse-que-me-disse” tiveram inicio em sentimentos ruins. Por isso quero deixar isso de lado. Quero energias boas, gente do bem, boas intenções e sinceridade em minha vida. Não quero usar palavras para enganar quem me rodeia. Sou sincero e sou honesto. Não minto e não engano, pois tenho ética.

Cheguei em uma palavrinha bem importante e forte agora, não? Ética. Acho que tudo isso gira em torno da discussão que falta ética no mundo em que vivemos. As pessoas são mal educadas. Digo que elas são grossas e toscas, como uma estátua de madeira mal acabada. As pessoas não conhecem o valor da palavra e do comprometimento e olham, infelizes e cinzas, para seus umbigoversos, mas mesmo assim não enxergar a sujeira que está presa lá dentro – talvez por estarem cercadas por ruído que não ouvem a sua própria consciência.

Ninguém se preocupa mais com o espaço alheio ou agir de forma honesta e certa. O mundo cria uma imagem, mas por debaixo dos panos acaba agindo de uma maneira suja e baixa. Só que o mais engraçado é que é um looping eterno, pois as sacanagens sempre ocorrem do mesmo jeito. Quem erra não recorre em seu erro, a não ser que o faça de má fé. Se você não aprende com a queda, então você está ganhando algo com isso – seja a adrenalina da queda-livre ou algo que eu não entendo.

Hoje eu estou em meu lugar. Pensei em fazer tanta besteira nestes dias, mas agora eu vejo que seria tudo inútil. Não preciso explicar nenhuma atitude que tomei, pois no fundo as pessoas vão sempre querer ter a sua própria versão dos fatos e vão distorcer tudo para que se encaixe no que elas queriam.

É, não estou sendo claro, mas vou tentar. Hoje eu pensei em publicar TODA a conversa que eu tive com alguém, durante vários meses, na Internet. Iria colocar tudo, sem cortes. Iriam constar lá desde piadas até conselhos idiotas, mas teria um material muito interessante para ser usado como “vingança”. Então eu salvei as conversas todas em um arquivo e estava pronto para colocar na rede, expondo assim a minha vida nos últimos tempos. Veio um sorriso em minha face, com o gostinho da vingança preso em sua lateral, mas logo eu respirei e minha consciência apertou o freio. O que eu ganharia com isso? Esclareceria tudo e as pessoas a minha volta iriam ver que eu não sou o vilão da história. Estava tudo armado, só que eu pensei e lá foi a famosa “ética” sussurrar que eu estava fazendo besteira.

Porque não o fiz pode até ficar pouco claro para quem está lendo isso, mas é como se eu fosse abrir um “precedente”. Por que usar o que uma pessoa disse para mim em tom de confidência só porque essa mesma pessoa não agiu de forma correta comigo? Olho por olho não é a saída para nada. Dizem por aí que “olho por olho, dente por dente – a humanidade um dia vai ficar cega e banguela”. Então quebrei o circulo. Só que, de maneira alguma, eu virei a outra face. Sei me defender. Apenas sai andando e vou pro meu cantinho.

Vou continuar fazendo o que eu faço e gastando o meu dinheiro, que ganho de forma honesta e limpa. Não faço nada ilegal ou imoral para me sustentar, nem mesmo atropelo pessoas. Pelo contrário, trabalho na melhor das intenções, mesmo que o meu trabalho não seja utilizado para o fim que o destino. E trabalho é tudo, desde dedicação pessoal até a vida profissional.

Só preciso de duas coisas nessa vida e nenhuma delas é maior do que o que tenho hoje. Tudo o que mais anseio está em meus braços, aprendi com minha educação, mesmo que isso pareça uma visão “simplória”, que a gente só deve levar nos braços o que conseguimos carregar – a vida nos dá o suficiente, em todos os sentidos. Não há dor maior do que aguentemos e nem dádiva que possamos levar com todas as outras sem pagar um preço por isso. Tenho meu coração preenchido, minha mente funcionando e um futuro pela frente. Preciso de mais? Não, nem menos.

Disseram (ou escreveram na Internet, como queiram), referindo-se a mim, a seguinte frase:

“É MAIS FACIL OUVIR CERTA PESSOINHA POBRE E QUE QUER CRESCER

Pobreza não significa dinheiro. A pior pobreza é aquela que reside na alma e no espírito, pois essa gera um vazio que não pode ser preenchido. Não adianta o volume de drogas que você use, as noites todas de sexo que você tenha, as falsas amizades que cultive ou qualquer coisa que deseje colocar lá para preencher aquele vácuo, a sua pobreza de espírito vai engolir tudo. No final, você estará lá, sozinho e deprimido.

Eu não sou pobre assim. Tenho mais em mim do que no mundo que me cerca e amo cada centímetro da terra que possuo, mas ela é maior do que os seus olhos, ela é do tamanho que só eu sei – e quem me é caro.

Só sei que no final das contas eu morrerei sozinho, pois essa é uma estrada que só eu posso trilhar, mas até eu chegar em sua entrada, estarei acompanhado de riqueza explêndida, dada a mim pelas pessoas fantásticas que eu amo e que me amam em troca. Podem ter certeza, meus caros, que essas pessoas não encontro em um balcão de bar todos os dias da semana quando eu saio, essas pessoas estão me esperando em casa, com seus problemas e suas fidas nas costas, prontas a emprestar um pouco de seu peso, seja do fardo bom ou do ruim, para eu carregar. E eu aceito de bom grado, pois compartilhar isso é viver.

Eu cresço todos os dias e não preciso escalar, pois o crescimento como ser é lento, demorado, dolorido e proporcionalmente duradouro. Não pulo etapas e não quero estar no topo da montanha quando isso significa escalar por cima das pessoas que estão fazendo a mesma jornada. Quero crescer com quem me rodeia, afinal, cultivar amizades é dificil, mas ajudar a cultivar vidas é algo que poucas pessoas vão entender e, infelizmente, acredito piamente que a pessoa que fez essa frase não sabe nem mesmo que é vida, mesmo que se ache sábi

Então não teremos bafon nenhum mais. Parei. Quem quiser conversar comigo e saber de fato o que aconteceu só o saberá se estiver envolvido diretamente no assunto. Foi um ponto final nessa história. Se as pessoas que se magoaram quiserem esclarecer alguma coisa que ouviram por aí, bem, estou aqui para isso. Só que eu ainda gostaria de colocar um ponto final nisso tudo de uma maneira correta – só que eu não quero nenhuma das pessoas que “foderam” com tudo em minha vida. A gente resolve as coisas e elas voltam para o lugar que elas tomam do mundo. Já eu, vou voltando para o meu cantinho para viver a minha vida, afinal, ela já é difícil sem gente velha, frustrada e que precisa ser o centro do universo.

26.8.05

Algumas coisas pra falar, mas sem tempo de fazer.

Enquanto isso eu dei uma pincelada naquela historinha que eu estava fazendo, olha, o resultado me agradou, mas achei "sem sal".

Pra ler é só ir para a Gracia que está no Carcasse.

Quem quiser encarar "O Vazio", sem revisão, é só clicar aí no nominho da história. Ainda tem MUITO do universo. Ele se expandiu. Tá na hora já, aliás, passou da hora, disso acabar e virar site.

Boa diversão aos que tiverem paciência.
Deu deprê, sem você. Não vou dormir, ou até vou. Não sei, estou mausis, por sono e por pensar que eu fiz algo, ou deixei de fazer. Isso me deixa triste, porque eu queria ser motivo de felicidade... talvez por querer fazer as coisas ficarem melhores eu acabe deixando elas mais complicadas. Sei lá, deu curto. Deu deprê. Mas tudo isso pode ser apenas uma bad trip da porra. Só sei que te amo com todas as minhas forças. E nada de texto falando sobre isso. Prometi pra mim mesmo viver mais e escrever menos sobre as coisas do coração - porque é bem mais bonito metaforizar as coisas ao invés de encarar elas do jeito que realmente são.

Te amo. A única coisa que eu sei dessa minha vida errada é que você é minha certeza.

Amo. Muito.

23.8.05

Um pouco da minha prosa... ela nasceu, não tive culpa. Tem tanta coisa na minha cabeça, comecei a reescrever O Vazio (again). Estou feliz.

Abaixo vai uma historinha besta, faz parte do universo do Vazio, acreditem. ;)

Até.

Gracia

Mínimos. Minimizados. Minimalistas. Dedinhos tão pequenos que não podiam ser notados quando tateavam o chão. Não se podia saber ao certo como algo tão frágil e pequeno conseguira viver tanto tempo sozinho, desprotegido. As interpéries e desafios que a vida ao relento trazem para qualquer alma são estranhas, mas para aquela criança novinha, jogada nos escombros de uma uma cidade desmoronada, tudo parecia um playground. Prayground seria uma brincadeira mais adequada, já que a inocência residia em uma Igreja desmoronada.

Kossovo? Faixa de Gaza? Não, era apenas mais uma cidade desmantelada do interior da Colômbia. Os países católicos sempre eram os mais competentes para gerar demônios, pelo menos os demônios mais discretos, já que as grandes potências sempre exportaram demônios profissionais e barulhentos, fossem chamados por seus nomes de batismo ou por apelidos - assim como o fizeram com as bombas em Hiroshima e Nagasaki.

O chão da igreja estava todo desenhado por pegadinhas e dedinhos espertos. A criança, com pouco mais do que 60 cm de tamanho e seus absurdos 20 quilos vivia ali, sem precisar de mais nada além do que aquele solo lhe dava. Ela se alimentava de esperança e das orações depositadas. Como viera ao mundo era um segredo, mas já corriam rumores na cidadezinha que alguma coisa gemia nas noites tórridas daquele janeiro estranho.


(continua)